quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Faltou a paulada

Turista é atacado por crocodilo ao tentar fazer xixi em Cancun


Jovem de 20 anos foi derrubado e ferido pelo réptil. O local tem advertências sobre a presença desses animais.

Pois é, se ele conhecesse o método brasileiro da paulada, isso não teria acontecido. O princípio é o mesmo. Só a finalidade é diferente.


terça-feira, 29 de setembro de 2009

Foto do dia

Tigres brancos são raros na natureza. Aqui vemos um ladeado com outro mais “normal” numa bela alegoria de que, sim, diferenças existem e são apenas visuais e não são impeditivos de afeição, amizade a e companheirismo.



Veja que despautério

Quem é ruim não perde o hábito. Num momento em que o Brasil se destaca por se posicionar firmemente contra um atentado à dita democracia dando respaldo, guarida e proteção a um perseguido político num golpe democraticamente imposto por uma minoria que quer empurrar sua democracia goela abaixo, a revista Veja, que se diz um baluarte democrático, estampa uma capa grosseira e ofensiva como esta. Como é de costume dos “democratas” da marginal Pinheiros, a atitude tem um culpado por trás (Hugo Chvez) e uma crítica sem sentido (megalomania). Engraçado que esta mesma revista, esses mesmos editores apoiaram a invasão estadunidense no Afeganistão, no Iraque, torcem para que os EUA invadam o Irã e apeiem os socialistas de Cuba. Mas quando um país que marca mais e mais atuação no hemisfério sul defende um presidente eleito, seu governo é criticado por gente do naipe de Diogo Mainardi, Roberto Pompeu de Toledo e Reinaldo Azevedo. Enquanto isso, a Carta Capital critica o golpe (afinal, não é com violência que se constrói uma democracia, não é?), a censura que tomou conta do país (que paradoxalmente a Veja apóia sendo uma dita defensora da liberdade de expressão). São revistas de visões antagônicas, isso é notório, mas nesse caso, especificamente, a Carta parece ser mais coerente, matéria na qual a Veja, convenhamos, nunca foi muito boa.

Oitava elementa

Este blogue não é voltado a acompanhar reality-shows nem essas escolhas disso ou daquilo, mas abre uma exceção à interessante disputa que se deu nos últimos dois meses pelo oitavo integrante do programa humorístico Custe o Que Custar, o CQC, que premiou ontem a atriz Mônica Iozzi ante à humorista Carol Zocolli. De saída, ao ver os participantes, gente como o vocalista da banda underground Velhas Virgens Paulão Carvalho, o humorista Rogério Morgado e a mesma Carol Zocolli, temia-se por uma espécie de pistolão uma vez que quase todos os integrantes do CQC são do mesmo meio. Mais desconhecida entre todos, a desenvolta Mônica surpreendeu, sobretudo, na última bateria de matérias e conseguiu seu lugar ao sol.


Pessoalmente, a torcida deste blogueiro era pelo Paulão Carvalho, escrachado musical e jornalisticamente, mas a vaga ficou em ótimas mãos como ficaria se qualquer um dos outros semifinalistas fosse escolhido. Não seria absurda a idéia de um CQC “alternativo” com eles, todos muito bons também. Que o programa tenha vida longa com mais uma integrante na trupe.



segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Foto do dia

Aqueles que sempre associam a Índia a templos, à vida ascética e religiosa, certamente ficarão perplexos ao se deparar com algumas fotos dos templos de Khajuraho. Com muitíssimas esculturas pouco comportadas como essa, o conjunto de templos, na cidade de mesmo nome, divide opiniões de estudiosos sobre o país e sobre as religiões indo-gangéticas. De qualquer forma, mesmo sabido que, hoje, a Índia é um país que preserva no recato dos longos sáris e em tradições pétreas de comportamento, não se deve perder de vista que essa mesma Índia foi o berço do Kama Sutra, um guia de dicas amorosas para homens e mulheres muito mais confundido com uma bíblia de devassidão.



Comentariozinhos da 26ª rodada

Rodada boa a desse fim de semana que, dessa vez, se cumpriu toda no fim de semana. Liderança intacta e um clássico emocionante fizeram a tônica dos jogos. Enquanto isso, o grupo dos rebaixados vai, aos poucos, se desenhando.



Palmeiras vence o Atlético Paranaense no palestra com alguma dificuldade e um certo sofrimento. Disso se conclui duas coisas: Uma, o Palmeiras é o time pra ser campeão este ano. Quem tem Marcos no gol e Muricy no banco tem muito. A segunda é sobre o Atlético. Um time desses não pode cair.


São Paulo e Corinthians fizeram um clássico parelho do qual se sobressaiu, mais uma vez contra o Tricolor, o gordo Ronaldo (lipo, se teve, foi no dedão do pé). O time do São Paulo pode ter um bom conjunto, mas não tem o diferencial. Washington foi o destaque são-paulino. Entra durante o jogo, empata e é expulso por indisciplina. E o jogo não aliviou pra ninguém.


Goiás bate o Grêmio em casa. Insisto: Tomem cuidado com o Goiás. O esmeraldino do Planalto Central se aproveitou do deslizes dos adversários. Com Inter e são Paulo empatando, a vitória sobre o forte Grêmio foi o passe pra vice-liderança. Se paulistas e gaúchos bobearem, teremos um embate de verdes pelo título.


Falando em Inter, a partida contra o Flamengo no Sul fugiu completamente do que se poderia fazer numa análise futebolística. A chuva e o gramado pesado comprometeram uma ótima partida que poderia acontecer. Pior para o Colorado, que disputa a liderança e perdeu dois pontos preciosos face ao ambiente desenhado pela rodada.


Outro que corre por fora é o Atlético MG. A vitória em casa sobre o Santos manteve o Galo na cola dos líderes. Mais difícil, sim, mas o time mineiro não está morto. Diego Tardelli, finalmente, desencantou e vem fazendo um campeonato muito bom com gols e lances do craque que sempre nos prometeram.


Fluminense e Botafogo seguem seu calvário rumo à Série B. Nem mesmo a vitória do Tricolor sobre o cascudo time do Avaí o livrou da lanterna. Culpa do Sport que venceu o Santo André, concorrente à degola. Quanto ao Botafogo, não há Engenhão que ajude o time de General Severiano. Derrota fragorosa contra o Vitória.

Quem sabe fala


Muito esclarecedora a entrevista de Nelson Piquet pai ontem ao Fantástico. Sempre de uma clarividência intacta de uma sinceridade rascante, o homem conseguiu conjugar na medida exata o Nelson pai e o Nelson piloto. Coisa rara de ver na Globo boas reportagens. Essa foi uma delas.


sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Jah me proteja

Não dá. Diante de coisas dessa natureza, tenta-se ser lacônico, mas não dá. A reportagem fala por si. Mas o melhor é a citação: "Eu gosto do estilo de vida rasta e há muito tempo queria fazer isso. Eles não bebem álcool, por exemplo, e isso é legal. É um pacote, não dá para mudar só por fora"



Eu juro que a última coisa que eu penso quando vejo um rastafári (exemplo bom pros que desconhecem quem são eles, visualizem o Bob Marley, mas com uma diferença, Marley faz música boa) é neles bebendo.



Pra animar sua sexta feira (se for possível)


Eu deixo a quem ler qualquer comentário mais incisivo sobre esse ensaio da Mulher Melão.


quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Foto do dia

Num tempo em que o Brasil está dando guarida a um presidente escolhido pelo povo e deposto por uma junta militar nos mostrando a real finalidade dos fardados em alguns países – saciar os desejos da elite – essa pichação mostra como reagem os verdadeiros hondurenhos em tal situação.



Hands in sand


Coisa fantástica esse vídeo. O que essa menina é capaz de fazer com areia sobre uma tela iluminada é maravilhoso. Mais um desses Got Talent que se espalham pelo mundo. Vale a pena ver.


quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Foto do dia

Pra calar a boca desse povo vejista que acha que o Brasil só deve manter relações com países poderosos, sobretudo os EUA e de preferência uma relação subserviente e de colônia, eu dedico a foto de hoje ao Butão, país com quem o Brasil estabeleceu recente relação diplomática. Este templo se chama Daga Dzong. Os dzongs são uma espécie de monastérios budistas onde vivem lamas. A relação com o simpático país himalaio pode não ser preponderante numa escala internacional, mas piorar não piorará em nada.

Tragicomédias da vida irreal

Lembra quando eu falei aqui no blogue sobre a luta de vale tudo do Theo Becker contra o mestre de jiu-jitsu Roberto Godói? Muito bem, a luta se deu nesse fim de semana e o resultado dela está aí.


Ao ver esse vídeo, me lembrei de um fato acontecido aqui em Prudente quando eu tinha uns oito, nove anos e fazia atletismo, um sujeito que era figurinha carimbada na pista da antiga AMEPP (hoje SEMEPP) e atendia pelo apelido de Baiano resolveu desafiar o Rei Zulu. O nosso Baiano era uma montanha de músculos. O outro também e com um plus: O cara era campeão de luta livre, aquela estilo telecatch, e não sabia o que era perder. Nem precisa dizer que o Zulu enfiou deu um cacete no outro. Então... Com menos músculos, mais agilidade e um pouco mais de violência, o Theo Becker levou uma surra que me remeteu a esse dia surreal. Não sei o que foi mais engraçado: A surra que o loiro gaúcho levou ou a ótima matéria do CQC.


terça-feira, 22 de setembro de 2009

JN de Segunda

Uma tira excelente do Eu-ri.com. Não sei qual o time do Willian Bonner, mas que ele representa muito bem nessa cara a de toda a torcida do Fluminense, não se duvida.



Foto do dia

Criança brincando é uma das coisas mais lindas que existe. Essas meninas cingalesas tomam banho com búfalo em algum lugar do Sri Lanka numa cena deveras interessante. Não adianta. As culturas mudam, as religiões mudam, mas criança é sempre criança.



Mudanças pra pior

Este blogue não é dado a ficar fazendo conjecturas sobre o vaivém de artistas e celebridades entre as emissoras de televisão. Se quiser fazer novela noutra emissora, faça; se quiser apresentar outro noticioso, apresente. A televisão anda tão pasteurizada que, para mim, não faria a menor diferença ligar no Jornal Nacional e ver a cara provecta do Boris Casoy.


Mas soube por sites de confiança discutibilíssima como Ego e quejandos que pode haver uma debandada geral dos apresentadores do CQC para outras emissoras como a contratação de alguns apresentadores do Pânico na TV, sobre o qual já falei várias vezes aqui, por outras emissoras. Minha opinião sobre isso é sucinta: Um suicídio de popularidade para os contratados.


A começar pelo Pânico, que é um programa irreverente, um tanto subversivo e agressivo, mas tem aí sua razão de ser. Evandro Santo faz o Cristian Pior, que é o melhor personagem do programa atualmente. Na pele do estilista de humor ácido, mas simpático, Cristian vem criando jargões que agradam o público e é bem recebido pelos seus entrevistados. Muito bem, a Record quer contratá-lo. A pergunta é pra quê? Há alguns anos, a emissora do bispo Macedo tirou do Pânico os humoristas Vinicius Vieira, que fazia o Gluglu e o Mano Quietinho, e Carlos Alberto Silva, o Carlinhos, que fazia o Mendigo e o presidente Lula. A utilização dos dois no programa de Tom Cavalcanti foi pífia e Carlinhos foi aproveitado entre os participantes do reality-show A Fazenda. Possível mesmo destino de Santo se for pros lados da Barra Funda. Além disso, o Pânico faz sucesso com o conjunto e dificilmente um elemento sozinho alcançaria o mesmo sucesso sem a trupe


E depois, o CQC, que é – disparado – o programa de humor mais inteligente da atualidade e dos últimos vinte anos e está ameaçado de perder o Danilo Gentilli e o Oscar Filho, também, para a Record e Marco Luque para a Globo que pretende utilizá-lo Zorra Total. Simples. Se saírem do programa que os projetou, como Evandro, morrerão. Primeiro porque o que faz do CQC um ótimo programa não é um ou outro repórter, mas o somatório. Todos eles são muito bons e contribuem com sua parcela para o bom andamento do programa. Ademais, como o Pânico, a união dos sete humoristas, excelentes em seus shows estandape (sim, aportuguesei o termo, já tem anglicismo demais no nosso idioma), ao redigir seus textos como nas improvisações é muito melhor que um ou outro sozinho. Além disso, como foi dito, é muito difícil que a Record, hoje em franca disputa com a Globo, permita aos humoristas a liberdade que eles têm na Band.


Ah, sim, não falei do Marco Luque na Zorra Total. Nem precisa. Isso seria foder a concorrência sub-utilizando um grande talento, arte na que a Globo e o Zorra Total são especialistas.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Queimando tudo

Dezessete pessoas põem fogo no corpo por 43,9 segundos e batem recorde


Grupo liderado pelo norte-americano Ted Batchelor usou roupas especiais. Recorde foi estabelecido no sábado, em South Russell, no estado de Ohio.


Grande coisa! Conheço gente que queima por muito mais tempo.


Não me pergunte onde.


Comentariozinhos da 25ª rodada

No futebol, como em todas as outras, a competência é fator primordial pro sucesso, mas a sorte dá uma mãozinha aos competentes. Muito bem, se a rodada passada foi a rodada são-paulina (mais uma vez atribuindo à numerologia, 24ª), a 25ª foi palmeirense em tudo. Ameaçado de perder a liderança, o Palmeiras viu seus adversários patinarem. E está com todos os ventos a favor.


Começando por sábado, o Inter perdeu para o Vitória em Salvador. Do que podemos tirar duas conclusões. A primeira é que o Vitória é um time encardido de se jogar em Salvador. Duas vitórias contra os líderes em casa? Cascudo. A outra é que o Inter é um time que treme quando tem as chances necessárias pra arrebatar a liderança.


No domingo, o São Paulo, que tinha o compromisso mais fácil entre os postulantes à liderança também perdeu uma chance de ouro. Jogando contra o Santo André em Ribeirão Preto, o Tricolor ficou num empate apático. Faltou vontade ao time que teve momentos em que a derrota seria o resultado mais justo.


Goleadas pautaram essa rodada. O Grêmio enfiou cinco no rebaixado Fluminense e o Avaí se recuperou de três derrotas contra o Barueri por 4-1. O Barueri está no meião da tabela, o Avaí está na metade pra cima.


Falando em goleadas, o Goiás destruiu o Corinthians com Ronaldo e tudo em pleno Pacaembu. 4-1 e um jogaço da dupla Iarley-Fernandão. Ótima pra imprensa paulista que achava que o esmeraldino goiano seria presa fácil. Se os líderes bobearem, o Goiás, em quarto lugar, pode chegar à liderança com sobras.


Enquanto isso, o Santos perdeu a chance de chegar na turma que briga pela Libertadores com um empate pífio diante do combalido Botafogo na Vila Belmiro. Decididamente, o time praiano é um dos mais irregulares do campeonato. A torcida não pode ter grandes sonhos.


E como virou praxe, por imposição da televisão, a rodada será completada três dias após todos os jogos dela. Palmeiras e Cruzeiro duelam em Belo Horizonte. Um jogão que pode sedimentar a ótima fase do time verde, mas convém lembrar que o Cruzeiro em casa é complicado.

E brilhou mesmo


Ontem, no programa Pânico e a Rede TV entregou para o Zina, o poeta de uma palavra só, a casa que os integrantes haviam prometido. O moço saiu com um grande lucro. É contratado da emissora, têm feito matérias pro programa e conhecido gente de calibre. Agora ganha uma casa. Cumpriu-se justa a troca com o dono do bordão mais repetido deste ano.


Mico da semana


O Mico dessa semana, e essa sessão estava esquecida já há algum tempo, foi a declaração infeliz do técnico do Goiás, Hélio dos Anjos, após a classificação do seu time na Copa Sul-Americana dizendo que “homem que sente ciúme de homem é viado”. Se por um lado, foi uma declaração infeliz do treinador, que a deu rebatendo as acusações de que o elenco esmeraldino teria ciúmes dos privilégios dados ao atacante Fernandão, por outro a declaração, e só ela, tomada fora do contexto pode dar uma proporção maior a uma explicação.

Há mau-gosto na expressão? Sem dúvida. A comparação do técnico foi inoportuna e a linguagem chula para uma coletiva, mas tomada no geral, ela tem certo cabimento, sim. A forma foi errada, mas o fim foi alcançado. É o tal do politicamente correto imperando e tosando certos manifestos com o eterno medo de ofender. Assim, vivemos num tempo em que “especiais”, “excepcionais”, “afros”, “nipônicos”, “homoafetivos” e outros eufemismos que discriminem de forma suave certos nichos da sociedade. Deixando claro que não prezo pelo racismo ou por qualquer espécie de discriminação, mas prezo muito menos por ninharias, frases descontextualizadas que se transformam em verdadeiras ofensas imperdoáveis.

Pode-se dizer algo sobre o fato do técnico ter dito que não trabalha com homossexuais, aí sim, teremos, não exatamente preconceito, mas uma bobagem sem tamanho. A postura do machão intolerante é reprovável. O técnico não pode querer dar as cartas na vida pessoal do atleta. Aí, sim, vemos uma grande bobagem sobre a qual não deveria caber processo do MP, mas sim um repúdio geral da mídia, que foi feito, e de grupos de defesas dos direitos dos homos, o que também foi feito. E pare por aí.

De qualquer forma, a postura de Hélio dos Anjos por não saber se expressar e ter causado esse bafafá todo merece uma nota de repúdio pela insensatez e pelo impropério mais do que pelo suposto preconceito que lhe foi atribuído.

sábado, 19 de setembro de 2009

Todo mundo espera alguma coisa de um sábado à noite

Nesse sábado entediado em que uma das poucas fugas interessantes é postar nesse blogue, um amigo meu tentou me fazer inveja contando que começou bem o fim de semana e tinha pegado uma potranca na sexta-feira. Pô, situação chata essa, o cara jogando na cara o sucesso frente ao nosso fracasso. A sorte é que o cara é daqueles que mais do que contar a mentira, manda provas de que ela é verdadeira. Aí, eu fiquei aliviado.

Eu não ia. Eu gosto mais das peitudas. E pelo tamanho, ela parece, ainda ser “dimenor”.

E os direitos do consumidor? (2)

Homem é preso por ligar para polícia por que bar não vendeu bebida


Vincent Smith foi detido por abusar do serviço de emergência. Garçom se negou a servi-lo, pois notou que ele estava embriagado.


De boa, a Lei anda muito politicamente correta pro meu gosto. Primeiro, um cara reclama dos serviços de uma prostituta e leva uma multa, agora outro quer beber, denuncia um mau serviço e é preso? Isso é o bordercore do capitalismo selvagem. Reclamar do serviço prestado e ainda sofrer uma sanção por isso. Ademais, se eu tô no bar é pra ficar bêbado, beber mais e ser atendido, afinal, já dizia o sábio “Bebo pra ficar ruim, se fosse pra ficar bom, bebia remédio!


Oras.

Sessão Confusão

Eu não gosto muito de assistir TV, não tenho muito pique pra ver filme como tenho pra ouvir música. Gasto tempo ouvindo um CD meia boca, mas são raros os filmes que me prendem, Quando é da Sessão da Tarde, então, a coisa piora. E se depender da criatividade das chamadas, prefiro adivinhar desenho em nuvens.




Os caras devem ganhar algum adicional de produtividade ao usar essa palavra. Só pode.


sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Vídeo da Semana


Em clima anos 80, mando uma das minhas músicas favoritas do bom e velho Ultraje a Rigor. Roger com o grupo recauchutado manda uma de suas mais impagáveis pérolas, que recebeu uma releitura sensacional na voz da Ana Carolina. Além de virar hino de suas fãs mais saidinhas.


Monica's Gang and la Pandilla de Mónica


Esse mês, a editora Panini lançou duas revistinhas da Mônica especiais. Edições em inglês e espanhol com algumas das melhores historinhas da turma. Algo interessante, mas um tanto preocupante. É claro que, como preocupado com a educação como sou, valorizo a necessidade quase obrigatória nos dias de hoje de se falar outro idioma. Mas a quem essas revistas se destinam?


Da mesma forma que acho imprescindível que se fale um segundo ou até um terceiro idioma, acho mais imprescindível, aliás, primordial, que se aprenda o idioma pátrio. Então, acho que essas historinhas deveriam ser, sim aconselhadas, mas pra crianças mais velhas. Porque hoje em dia, vejo crianças, sobretudo as criadas em escolinhas particulares, de oito anos muito afiadas em inglês, mas pouco afeitas ao português. Graças à geração Net, escrevem errado, trocam letras, mas dominam bem uma terminologia técnica ou mesmo cotidiana em inglês.


Louco esses gibis em inglês e espanhol porque, mais do que ajudar as crianças, enriquece o vocabulário de interessados em aprender o idioma e de fãs desta sadia diversão, mas sempre tomando o cuidado de entender que, sim, os gibis trazem uma forma lúdica de aprender, mas desde que o nosso idioma já esteja bem aprendido. Do contrário, que seja apenas uma forma de apresentar o ótimo trabalho de Maurício de Sousa para outros países, o que não seria de todo mal, afinal – salvo a fase atual exagerada no politicamente correto – as histórias da turma da Mônica não deixam nada a dever para quadrinhos internacionais.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Circo pegando fogo

Briatore foi mandado embora da Renault. O círculo se fechou apertado pra cima da Renault. Usando a célebre frase do Lula, nunca antes se vira tamanha calhordice na Fórmula 1. Muda o quê na prática? A modalidade perde um de seus personagens mais controversos e mais suspeitos. Briatore colecionou diversas inimizades e desafeições nos cockpits. Seja com Nelsinho, com quem a relação ficou mais feia que marido e mulher em separação litigiosa, seja com outros pilotos. Competente? Sim, mas nem por isso, imprescindível.


A montadora francesa já cogita o tetracampeão Alain Prost para substituir Briatore. Uma escolha técnica, em termos, acertada. Não se descure jamais que estamos falando do segundo maior vencedor de grandes prêmios de todos os tempos, o terceiro em número de títulos e um cara que recebeu a alcunha de “professor” não por acaso. O problema é que Prost já atuou do lado de fora da pista e não foi tão brilhante quanto. De 1997 a 2001, sua equipe, a Prost Grand Prix fez papel discreto na competição e chegou à falência em 2002. Agora Prost não seria dono da equipe, mas seu manager, o homem que intermedeia o que acontece fora das pistas com os pilotos. E disso, certamente, ele entende.


Porém, o caso todo exigiria, mais que a punição de Symonds e Briatore, demitidos, punição na esfera criminal bem como Nelsinho e bem como a Renault, afinal o nome da escuderia está em jogo e ela tem tanta culpa no cartório quanto. Se quiser tirá-lo da lama, o que seria de bom grado, que reverta os possíveis prejuízos contra os autores. De qualquer modo, essa história toda não pode nem deve parar numa simples demissão e na substituição de um sujeito sem caráter por um campeão.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Um herói livre

Lembra do Muntazer Al Zaidi, aquele jornalista iraquiano que jogou os sapatos no ex-presidente George W Bush quando esteve no Iraque? Pois é, ele foi preso pelo ato e ganho diversos fãs. Sua atitude foi a ilustração perfeita da ira dos indignados com a invasão estadunidense no Oriente Médio. Muito bem. Ele foi libertado após a sua condenação de nove meses e foi aclamado herói nacional. A emissora onde trabalha se derramou em homenagens e ele ganhou vários prêmios.


Em suas palavras depois de livre, Zaidi mostrou não ser um revoltado de momento. Pelo contrário. Suas declarações soam conscientes. Não é uma postura exatamente anti-EUA, mas pró-Iraque. O rapaz agora vai embora do Iraque por questão de segurança. É uma precaução válida. Mas é muito bom que haja pessoas com tal clarividência num país oprimido seja por déspotas locais ou importados. Uma voz viva contra os males humanos!