sábado, 28 de fevereiro de 2009

Gelaaaaaaaaaaaaaada!

Olha só o que saiu na UOL:


Pergunto: Cadê aquele jornalista desocupado do New York Times que escreveu que um certo presidente de um dado país sul-americano vive bêbado? Por que ele não fala o mesmo do Black President virando um copão de birra enquanto assiste ao jogo do seu time de basquete como qualquer Jonh-Doe anônimo? Sabe por quê? Porque se ele fizer isso, toma um belo processo pelo peito e não tem nem como deixar nas entrelinhas que isso é um atentado contra a liberdade de expressão.

Traduzam a cena pro lado sul do Equador. O que veríamos? O presidente Lula tomando um copão de cerveja (se não uma branquinha, destilada ou fermentada, tanto faz) no Pacaembu vendo um jogo do Corinthians. Aparecesse essa cena na mídia brasileira, as Vejas, Folhas e Épocas da vida sairiam trombeteando que o presidente é, sim, um pinguço incapaz de governar um país. Mas como é o Obama, é apenas um momento de relax do presidente dos EUA. Aí pode.

A verdade é que tanto o Obama quanto o Lula, mesmo homens públicos e supremos mandatários de suas respectivas nações, têm seu direito a uma folga, a ser gente como a gente e, por que não?, tomar sua cerveja sem ligar para jornalistas idiotas que não acrescentam um pentelhésimo à profissão e ainda a denigre.


quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Tira da semana


Sensacional! Isso é que é quebrar uma pessoa.



The day after

De volta após quase um dia sem net. Mais uma vez a Telefônica e a UOL deixam os blogueiros a ver navios sem poder navegar neles. Durante o carnaval, a conexão também andou claudicante. Isso serviu pra dar uma repensada e uma divertida, mas atrasou todas as postagens do dia. Espero que a situação tenha se normalizado e que não tenha mais nenhuma surpresa desagradável. Agora sigamos a programação normal, mesmo atrasada.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Programa de quarta

Hoje tem jogo no Prudentão. Corinthians e Noroeste de bauru medem forças na cidade. O Corinthians está na cidade desde ontem, hoje treina a reconhecer o gramado e à noite os times se enfrentam. Como era de se esperar, a grande novidade e o principal atrativo da partida é a presença do Ronaldo, que estará no banco de reservas, mas não jogará.

Confesso que não entendo e muito menos comuto dessa adoração ao jogador. Ronaldo é atleta em fim de carreira, está no Corinthians há dois meses indo para o terceiro e até agora só vestiu a camisa do Corinthians na apresentação e em eventos publicitários. Certo, Ronaldo vem de uma contusão séria, mas está há quase um ano sem jogar e poderia, muito bem, ser aproveitado em meio tempo ou um tempo inteiro. Ronaldo é a estrela máxima do Corinthians, mas até agora vem atraindo muito mais torcida do que patrocinadores. A camisa clássica do time da Zona Leste ainda não porta um nome central além do escudo. Ronaldo conseguiu vender camisas, mas não conseguiu vender a camisa.

Mesmo assim, Ronaldo segue ídolo. Arrasta multidões que querem vê-lo. Certamente, Ronaldo dará uma volta no gramado antes do começo do jogo pra fazer valer sua vinda e o jogo em si, jogada de marketing mequetrefe do Tupã, mas que colheu seus frutos.

Há quem diga como há quem acredite que o Ronaldo vai estrear no clássico do dia 8 contra o Palmeiras, também a se realizar aqui no Rincão. Pessoalmente, acredito que ele não jogará. Talvez, venha de novo, visite a cidade, faça uma aparição num dia de estádio lotado, mas ele tem sido mais um atrativo do que um atleta. Para o campeonato paulista, em vista dos adversários, o Corinthians até pode prescindir do Ronaldo (que repito, não será nunca mais aquele das arrancadas e dribles fenomenais. As pernas e os joelhos não tem mais a mesma forma), mas pro Brasileiro, ele será imprescindível se o time almeja uma vaga na Libertadores, já que o onze atual é bem mediano.

Site da semana - atrasado


http://whiplash.net/

Se você gosta do bom e velho rock n’ roll não pode perder de visitar o ótimo site Whiplash, sempre antenado com o mundo do verdadeiro rock em suas diversas vertentes: metal, progressivo, melódico e, principalmente o clássico.

Mais do que pôr o leitor em dia com as notícias do rock, o site ainda conta com um arquivo em que iniciantes ao estilo podem conhecer a história dos principais nomes e bandas de rock. Um site indispensável pra quem quiser se manter por dentro das novidades da boa música.


segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Mico da semana

Essa semana foi difícil achar um mico da semana. Nada assim relevante. Pensei em colocar a Paula Oliveira, a advogada brasileira responsável pela rusga diplomática entre Brasil e Suíça, mas ainda acredito um pentelhinho na inocência da moça já que a “confissão” dela saiu numa Veja suíça, ou seja, sem credibilidade nenhuma. Mas deixa pra lá. O que vale é que busca que busca um mico pra ilustrar a matéria, semana começando e o tempo acabando pra postar, estava procurando as fotos do carnaval quando o site do Terra me vem com esta notícia na capa. Clique pra ver melhor.


De boa, até pensei em colocar, mas vamos e convenhamos... Se a cada semana, colocarmos a srta. Piovani como mico da semana por cada discussão, briga ou barraco não vai haver espaço pra outros personagens e esse blogue rivalizará com qualquer site de fã clube da referida moça. Então essa semana, não teremos o mico da semana, mas o carnaval continua rendendo e graças a ele, meu lado Nelson Rubens, esse lado que eu solto no banheiro todo dia, mas sempre volta anda tinindo.


PS – Aos moralistas e puritanos de plantão, a foto maior ao lado, da loira, não foi nem será retocada porque entendemos que, se um portal conhecido como o Terra abre sua página principal com ela, não há porque este blogue podar anatomias. Ainda mais, este que adora um peitão é contra toda e qualquer espécie de hipocrisia.


domingo, 22 de fevereiro de 2009

De novo! De novo!

Este carnaval está me rendendo ótimas tiradas. Vamos a mais uma. Olha só esta foto do desfile da Gaviões da Fiel.



Comissão de frente toda coloridinha e um roxinho em primeiro plano, tocida de um time que tem uma camiseta roxa e contrata um atacante que gosta de meninas que são meninos... Onde foi que eu já vi isso? Ah... Lembrei.



Oooooiiii!


Como assim?!

Sabe aquela história do cara que fica com uma gata nos quatro dias de carnaval e descobre na quarta-feira de cinzas que aquela Lassie era um pitbull?



Só isso explica este comentário. (Clique pra ver melhor, já que o ingênuo Willian ainda não viu).


Tãtãtãtã tãtãtãtãtãtã tãtãtãtã tãããã (Se esse blogue tivesse áudio, você ouviria a vinheta do Plantão do Jornal Nacional)Ao postar a foto com ênfase no último comentário, deixei escapar que o pobre Willian NÃO FOI O ÚNICO a cair nas graças da “delícia" fotografada. Os senhores Ardigó e João C também foram seduzidos pelos pelos no peito encantos da tal mulher. São coisas assim que fazem o carnaval de muitos ser inesquecível.


Entenda como quiser.


Mudança bem vinda

Li n´O Imparcial de hoje sobre a tramitação de um projeto de lei que pretende mudar o nome do estádio municipal, conhecido por Prudentão, mas que leva o nome de Eduardo José Farah.

Tendo a ser favorável à mudança do nome. Quando foi fundado, na década de 80, o estádio se chamava Estádio Municipal Paulo Constantino, prefeito da cidade à época de sua construção. Nada mais justo.

Porém, como toda política, prefeitos se alternam, situações mudam e inimigos podem se suceder. Foi o que aconteceu aqui. Anos depois do prefeito Constantino, quem assumiu a prefeitura foi Agripino Lima, inimigo político daquele. E uma das mudanças que o prefeito fez em 2002 foi mudar o nome do estádio que, àquela altura, recebia muitos clássicos envolvendo os times grandes de São Paulo em acordos com o presidente da Federação Paulista de Futebol, o Sr. Eduardo José Farah. Tal “amizade” política rendeu ao estádio o nome de seu “benfeitor”. Vale lembrar que até então o máximo que o estádio recebia eram jogos de divisões inferiores já que a cidade, desde a construção do estádio, nunca teve um time nas elites do esporte. Inclusive o apelido do estádio foi mudado por decreto. De Prudentão deveria se chamar Farahzão, mas não pegou. A cidade continua conhecendo seu estádio pelo antigo nome.

Agora, Farah não é mais presidente da Federação e Agripino não é mais prefeito da cidade. Assim a idéia da mudança de nome vem a calhar. Clóvis de Lima, autor do projeto, não tem ainda um nome pra substituição. Seja qual for, que se escolha um patrono que tenha envolvimento com a cidade. Farah não é de Prudente, é de Campinas e, fora o fato de facilitar a vinda de clássicos cá pro oeste, não tem nada a ver com a cidade. Uma sugestão deste blogue é a recuperação do antigo nome. Paulo Constantino pode não ter sido o melhor dos prefeitos, mas foi em sua gestão em que se construiu um dos maiores estádios do interior. E é a ele que essa homenagem deve ser rendida.

Um Davi no Carnaval

O blogue rende uma felicitação especial ao Resende Futebol Clube do Rio de Janeiro, um dos tantos times pequenos que, no campeonato carioca, deveria fazer número e não atrapalhar a vida dos grandes, mas que ontem sapecou uma contundente paulada no Flamengo batendo o rubro-negro por 3-1 e garantiu vaga pra decidir o primeiro turno do estadual com o Fluminense.

Alguém dirá que o Resende só está onde está porque o Vasco foi desclassificado no tapetão por escalar um jogar irregular e perder seis pontos. Muito bem, era responsabilidade do corpo jurídico do time da Colina tratar da regularização dos atletas contratados. Se foi justa ou não a perda de pontos, fica no campo dos julgamentos e o Resende, que nada tem a ver com isso, herdou a vaga e estragou o carnaval de muitos flamenguistas. Agora é torcer pro pequeno time, do interior do Estado que conta com o veteraníssimo Viola, fazer história mais uma vez.

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Momento Caras de carnaval

Que Miguel Falabella é um gênio como diretor, ator e roteirista (autor de novelas não digo porque novela é tudo igual); manja de teatro, televisão, tem uma veia cômica de poucos e adora carnaval todo mundo sabe. Tanto gosta de carnaval que, sempre que pode sai, na avenida pra mostrar sua malemolência loura. E isso sempre sai na mídia. Como nesta foto.



Mas os anos e os carnavais passam, os programas mudam e o talento do loirão permanece bem como sua paixão pela folia. Mas...


Seja lá o que for que era procurado pelo loiro alto e solteiro, ele encontrou e escondeu debaixo da camisa.

Sai de baixo!

Cultura na avenida

Estamos no carnaval, e todo ano eu baixo fotos dos desfiles das escolas de samba, sempre prezando os peitos e as bundas das passistas gostosas a beleza do desfile e a alegria dos componentes ao desfilar. Então, sempre passeio pelos sites do Terra e da UOL atrás das que melhor representem o espírito do carnaval. Se por um lado, o Terra não tem tanta frescura pra salvar as fotos, por outro os comentários da UOL sempre trazem de forma breve tudo o que precisa se saber sobre a escola que desfila como o tema do desfile e a sua história. Mesmo que acompanhada de uma foto correlacionada. Clique e leia.




Claro que minha vida mudou depois de ler isso e ainda bem que eles foram felizes na escolha da foto. Se o texto viesse acompanhado de uma foto do Toni Tornado, eu morreria ignorante em matéria de X9.



E a alegria?

Não tinha visto na quinta o jogo entre Cruzeiro e Estudiantes, da Argentina, pela Libertadores. A partida foi ótima e o time azul bateu os hermanos por 3-0 num verdadeiro festival do estreante Kleber, ex-Palmeiras, ídolo máximo da torcida palestrina no ano passado, mas que o clube não fez questão de manter.

Sorte do Cruzeiro, claro, que lançou o craque no segundo tempo da partida e foi tempo suficiente pra rapaz fazer dois gols e ser expulso após o segundo cartão amarelo. E é aqui que se abre o debate.

O primeiro cartão foi tomado quando Kleber, ao fazer o primeiro gol, ergueu a camisa à cabeça. Explosão de alegria advertida. O segundo foi após uma falta dura em Verón, o que se explica e se aceita.

O que vem se tornando um abuso, sabe-se lá por conta de quem (certamente adoção da FIFA a mando dos patrocinadores) é o rigor ao tolher as comemorações. Ok, que o jogador tire a camisa, mesmo sendo algo rigoroso, merece punição aceitável. Mas Kleber não tirou a camisa, somente a ergueu tapando a cabeça. O gol é o momento máximo do futebol. É a explosão de alegria, o nirvana do atacante e o clímax da torcida. Quando se faz um gol (seja na primeira rodada da Libertadores ou na final da Copa do Mundo) nada mais natural que o atleta expulse os demônios do nervosismo e pule e grite e extravase o alívio, a raiva, enfim, o sentimento que aquela bola na rede significa. Tudo o que não é preciso é vir um árbitro de mais bofes censurar esta alegria com o cartão amarelo. No jogo, especificamente, Kleber mostrou a que veio. Seja pra ser o novo ídolo da Raposa, seja para dar trabalho pra arbitragem e comissão técnica (uma vez que não é nenhum santo e faz faltas desnecessárias como faz gols). Porém, as arbitragens precisam ver o rigor com que tratam a celebração dos artilheiros ou cada gol será laureado com fleumáticos apertos de mão. Ou nem isso. E o futebol, esporte máximo, é, em qualquer lugar do mundo, sinal de descontração e alegria, principalmente quando se faz um gol.


sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Algo Absurdo

Aqui onde moro, em Prudente, a música sertaneja, mais do que uma preferência, chega quase a ser uma imposição. Ou se gosta ou você fica fora das rodas e das melhores (?) festas, das melhores baladas. Pessoalmente não gosto, mas fora piadas eventuais e comentários ácidos sobre a nova onda do sertanejo, o famigerado sertanejo universitário, quero que eles façam lá o sucesso deles desde que não invadam minha casa.

Gosto do sertanejo, mas o sertanejo antigo, aquele casto, rústico, simples em que era preciso duas violas, lembranças do chão onde se mora ou morava e amores, a maioria bem sucedidos e não essa dor de corno assumida a nos impingir choradeira. Das duplas novas, todas iguais, não distingo nomes (Jorge e Mateus é quem e Victor e Léo é qual?) e muito menos músicas, todas sem-vergonhamente iguais.

Então ao ouvi-los por osmose, logo recorro a Tonico e Tinoco, Tião Carreiro e Pardinho, Belmonte e Amarai, vou vindo e encontro José Rico, Matogrosso e Mathias, Gilberto e Gilmar, os novatos Chitãozinho e Xororó. E paro por aí. O que vem depois não me diz nada. Virou coisa cornomântica, sem graça, sem sentido.

Claro que, dentre uma maravilha e outra, encontro músicas que prenunciaram o que estaria por vir, como esta, O Último Pôr do Sol, do Gilberto e Gilmar, que eu não conhecia, mas que alguns amigos, em roda de conversa e gozação, me mostraram com atenção especial à parte sublinhada:

Pra ficar numa boa,

Conquistar uma pessoa,

De mim dei tudo,

Meus cabelos enrolei,

Nas orelhas coloquei

Um brinco absurdo

Minhas roupas bonitas

Troquei por esquisitas,

Não me sentia bem.

Eu que tinha tudo

Mudei meu mundo

E o visual também.

Falando na gíria

Contando mentira

Fui chegando

Cigarro aceso

Queimando meus dedos

Chiclete mascando

Então me declarei

Mas nunca pensei

Que fosse assim

Ouvi da sua boca

Dá o fora trouxa

Sai de mim

Hoje eu quero voltar

Ao meu lar e ser como sou

A família rejeita, não me aceita

Pra eles perdi o valor

Vivo pedindo carona

A procura de um lugar melhor

Agora só resta ver o último pôr do Sol.

A letra não é de toda ruim. Conta mais um caso de amor fracassado, mais uma vez que um cara (ou uma mulher, pelo que julguei, perfeitamente aceitável. Veja só, música sertaneja com eu-lírico feminino) que tomou o pé na bunda da mulher, o que seria freqüente nas composições a seguir. Mas atenhamo-nos à parte citada especificamente. O que, cargas d´água, vem a ser um brinco absurdo? Alguém já viu um brinco absurdo na vida? Imagine uma mulher numa loja:

- Boa tarde, eu queria comprar um par de brincos, mas eu queria um brinco absurdo.

- Temos este aqui, senhora.

- Não. Este só está feio.

- E este aqui?

- Não, não, esse nem chega a ser ridículo!

- Então me desculpe, senhora, mas brincos absurdos nós não temos. Mas vai chegar na segunda.

- Então, eu volto segunda. Obrigada.

- Disponha.

A rima é falsa como outras na música (gíria-mentira, tudo-mundo), mas a escolha da palavra absurdo pra essa ocasião foi extremamente infeliz. Tudo bem, como disse, a julgar pelo que veio depois, esta música pode ser considerada uma linda poesia na qual alguém pudesse se inspirar e escrever coisas como “Eu vou fazer um leilão/Quem dá mais pelo meu coração” ou, claro o “Seu guarda/ Eu não sou vagabundo/ Eu não sou delinqüente/Eu dormi na praça/Pensando nela”.

Assim segue a música brasileiro procurando mais e mais o seu fundo.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Ainda falando de mortes

Saca só esta notícia que saiu na UOL

Chihuahua de ator Mickey Rourke morre na semana do Oscar

LOS ANGELES (Reuters) - A adorada cadela chihuahua do ator Mickey Rourke morreu na mesma semana em que um Oscar pode coroar a ressurreição profissional dele.

Loki, de 18 anos, que acompanhou o astro de "O Lutador" no último Festival de Veneza, em setembro, morreu na segunda-feira à noite, confirmou um representante de Rourke ao "E! News".

Pondo à parte a relevância da notícia que, sem dúvida, já derrubou as bolsas de Tóquio e Nova Iorque, ameaça seriamente o instável cessar-fogo na Faixa de Gaza e definitivamente instaurou um divisor de águas na história do cinema mundial (jamais será o mesmo), fico pensando o que leva a Reuters, agência de notícias respeitadíssima, a coligar a morte da cadelinha ao desempenho de Rourke (aquele que comeu ovos com bacon temperados com Kim Bassinger depois de lambuzá-la com gelo) e a pensar que a vida privada do moço, que, sozinho, tá, mesmo tendo só sua cachorrinha, tá, importe pra meio mundo.

Juro que são por essas e outras que o noticiário cultural da atualidade não me atraem nem um pouco a atenção. Agora se a Academia, daqui até domingo, resolver dar à cadelinha, um Oscar póstumo também, eu assisto à premiação.





And the Oscar goes to...

Why so tetric?

Com a proximidade da entrega do Oscar, muito vem se falando do prêmio póstumo que, provavelmente, será entregue pela atuação do Heath Ledger no filme Batman – O Cavaleiro das Trevas na pele de um impagável Coringa.

Pessoalmente, acho essa coisa de premiação póstuma muito mórbida. Ok, Ledger teve uma participação sensacional no filme e morreu antes de seu lançamento. Não seria melhor uma homenagem a ele que não envolva diretamente um prêmio?

Existem mortos célebres em diversos campos que jamais receberam uma premiação post-morten. Mahatma Gandhi merecia um Nobel da Paz e nunca o ganhou nem mesmo morto. Guimarães Rosa foi indicado várias vezes para o Nobel de Literatura e também jamais o ganhou nem vivo e muito menos morto.

Eu não simpatizo muito com o Oscar. Normalmente os filmes vencedores são verdadeiras bombas (vide Titanic) e há premiações absurdas além de homenagens de mau gosto como foi, por exemplo, o Oscar honorário a Elia Kazan, macarthista declarado e odiado, pelo conjunto da sua obra. Some a isso, cenas de gosto duvidoso como a empolgação ensaiada de um Roberto Benigni ao ouvir seu nome trinar da boca da Sophia Loren em 1999. O Oscar há muito virou entretenimento de estadunidense feito pro seu povo e vendido a peso de ouro pro mundo todo e acompanhado com sanha sem igual por cinéfilos que crêem na magia da estatueta. Agora querem premiar um morto como já o fizeram em 1976 laureando Peter Finch por Rede de Intrigas.

Heath Ledger ganhou o prêmio de melhor ator em 2006 por Brokeback Mountain. Certamente, uma homenagem com seus grandes momentos no cinema, uma salva de palmas, um minuto de silêncio agraciariam muito mais o bom ator do que um prêmio póstumo que sua filha de três anos só poderia receber daqui quinze, já que é preciso ter dezoito anos pra assinar as formalidades necessárias que envolvem a entrega. Todos os prêmios de Ledger foram ganhos em vida pelo seu público e pela crítica. E um prêmio póstumo já lhe foi conferido, o Globo de Ouro. Agora é deixar ele descansar.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Coisas do Brasil

Eu sei que é o sobrenome do nobre senador, mas que é estranho, depois de todo o imbróglio que apeou o salafrário do Cássio Cunha Lima da cadeira de governador, ler uma manchete assim, é:

Maranhão deve deixar Senado hoje para assumir governo da PB

Para um leigo (ou um gozador), um Estado renuncia aos seus três senadores na Câmara para tomar o governo de outro. Praticamente uma Guerra Civil entre cabras machos.