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sábado, 13 de março de 2010

Um sorriso a menos

Angeli, de preto, e Laerte, lá atrás, de branco, para o último encontro presencial dos Três Amigos. Normalmente eram encontros divertidos que deixava alguma coisa de bom, uma piada que fosse. Ainda é meio foda pensar no crime, como aconteceu... Tudo. Quatro tiros no Glauco e no filho? E o cara parecia ser conhecido da família? Só não falo que esse é um mundo cão porque os cachorros não seriam capazes, nem se lhes fosse dado o dom da inteligência, do raciocínio, de pensar em algo tão nojento. Logo teve quem associasse ao crime ao chá do Santo Daime, fé que o cartunista professava. Balela... Gente sem qualidade não precisa de aditivos, de nada. Faz porque quer. Fica, pelo menos, uma recordação dos Três Amigos sorridentes, que é a lembrança que devemos guardar dos caras.



sexta-feira, 12 de março de 2010

Um gênio a menos


Que morte idiota essa do Glauco! E bárbara também. Um assaltante filho da mãe entra na casa do cara, assalta, rende o cartunista, tenta seqüestrar e ainda mata ele e o filho? Que mundo é esse? Uma pena que isso tenha acontecido. Ficam agora dos três, dois amigos, Angeli e Laerte, mestres do cartum. Prefiro guardar, nessa tragédia toda, o rosto sorridente do Geraldão, personagem com quem sempre me identifiquei. Sujeito criado pela mãe, boa vida e boa praça, é um cara no qual eu me vejo, mas contra o qual eu luto. Admito que, entre os três, o Glauco era o que eu menos gostava, mas sempre respeitei seu trabalho, que vinha meio repetitivo. Sem dúvida, vai fazer falta.



quinta-feira, 11 de março de 2010

Geografia Exótica

Andando pela Blogosfera (da qual um dia espero ser considerado membro), no ótimo blogue Underflash, achei uma coisa legal pra mostrar pra vocês. Com isso, o nome da série Geografia Inútil passará a ser Geografia Exótica. Exótica porque, além de nomes de cidades engraçados, certos episódios retratados aqui serão curiosos como por exemplo o lance das cidades fantasmas.

Eu sempre imaginei cidade fantasma como algo de filme de faroeste ou filme de terror, aquele vilarejo que foi esvaziado ou por bandidos perigosos ou por monstros, mas, sim, elas existem na vida real. Uma delas é essa Oradour-sur-Glane, na França. A cidade, da qual restam apenas os destroços, foi atacada na II Guerra Mundial e 642 habitantes foram mortos. Vale colocar que, na França, existem cidades de população diminuta. Nesse ataque, homens foram torturados e mortos e mulheres e crianças queimadas vivas. A cidade existe como uma espécie de museu a céu aberto com justas homenagens aos mártires daquela hora massacrados pela escória alemã.



segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Péssima notícia

Coisa chata essa que aconteceu com o paraguaio Salvador Cabañas, que joga no América do México. O atacante do América foi baleado na cabeça num bar na Cidade do México e será operado para extrair a bala. A quem não se lembra, o atacante paraguaio ficou famoso por sua forma roliça e por ter eliminado Flamengo e Santos na Copa Libertadores de 2008 bem como ter liderado o Paraguai numa contundente vitória sobre o Brasil de Dunga naquele mesmo ano. Certo é que o Paraguai perdeu seu Ronaldo para a Copa. A comparação, grosso modo, é cabível. Afinal, como o nosso gordo, o deles também é um atacante matador e que salvou o Paraguai de poucas e boas. Agora vale torcer para que ele saia dessa e volte, se não a jogar futebol, a ter uma vida normal. E a verdade que a violência que os brasileiros tanto querem evitar jogando fora daqui não é exclusividade nossa.



terça-feira, 19 de janeiro de 2010

A imbecilidade em foto

Confesso que isso é uma coisa que me assusta. Que seja feita por débeis mentais em muros de terrenos baldios, casas alheias e a esmo ameniza, embora não salve nem absolva quem o faça, afinal racismo e ofensas racistas são imperdoáveis e seus autores deviam sofrer pela burrice que defendem. Mas numa universidade pública e séria como a UERJ é mais inadmissível ainda. São pessoas que têm acesso ao campus e, certamente, são estudantes que defendem isso. Alunos a caminho da formação superior que pensam como mulas desprovidas de cérebro, com todo respeito às mulas. Que a reitoria da UERJ vá atrás dos culpados e não só os expulsem de suas fileiras, mas joguem-nos na cadeia. De preferência com vários negros pra que eles sintam como é bom e gostoso ser racista.



sábado, 9 de janeiro de 2010

Violência no esporte

Ontem em Cabinda, Angola, às vésperas da Copa Africana de Nações (CAN), a seleção de Togo foi metralhada enquanto viajava de ônibus. As notícias são desencontradas e dão conta de um jogador alvejado no rim e em estado grave. Como é um lugar mais afastado e sem as “modernices” tecnológicas e informação expressa, as coisas se desencontram. Fala-se de mortes, da desistência da seleção togolesa do torneio. Certo é que o motorista, angolano, que conduzia o ônibus morreu. De qualquer forma, o fato de haver um atentado contra uma equipe de futebol é algo grave, muito grave, às portas do Mundial na África do Sul.


Longe de comparar Angola com a África do Sul. Esta é um dos países mais ricos e modernos do continente e merece a primazia de sediar o evento. Aquele é um país que vem de uma guerra civil recente e é um dos mais pobres do mundo, com um dos piores IDHs registrados e que ainda tem muitas feridas abertas. Mas a proximidade geográfica (Angola até há pouco, fronteirava com a Namíbia, ex colônia sul-africana e havia influência sul-africana num dos lados da guerra civil no País) e o clima de animosidade pede que se haja certos cuidados.


Para dar mais consistência ao já grosso caldo que embebe a tensão no lugar, Cabinda é um enclave angolano na República Democrática do Congo e uma região rica em petróleo. Há ali um grupo guerrilheiro, a FLEC – Frente de Libertação para o Enclave de Cabinda – que defende a independência da região e assumiu a autoria do atentado. Ou seja, ainda no século XXI temos conflitos separatistas que lançam mão de vidas inocentes.


Seria algo para cancelar o torneio? É uma resposta complicada. A organização da competição bem como a Confederação Africana de Futebol deveria, senão prever, pelo menos contar com a possibilidade de haver represálias armadas. O torneio de futebol seria uma ótima chance para mostrar que Angola se refaz bem dos anos de guerra civil que seguiram à independência do País. Angola vem recebendo volumosos e questionáveis investimentos estrangeiros, sobretudo chineses, e vai se reconstruindo. A aparição num torneio regional deveria ser um chamariz interessante. O País, certa forma, contava – como seus vizinhos – ser uma sub-sede de preparação para a Copa na África do Sul. O idioma português e a proximidade cultural com Brasil e Portugal seriam fatores de aproximação para as duas seleções. Infelizmente o atentado e o despreparo da organização quase atribuindo a culpa à seleção togolesa, que deveria se movimentar de avião e não de ônibus fazem com que as coisas sejam complicadas e que colocam em xeque a própria viabilidade do torneio.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Sobre a tal CPMI do MST

Texto genial pescado pela minha colega de Portal Luís Nassif, Leila Brito



A CPI DO MST – OS ESCRAVAGISTAS


Laerte Braga

13/12/2009


Quem quer que se dirija ao GOOGLE, pesquisa, digitar o nome do deputado Ronaldo Caiado do DEM (partido de José Roberto Arruda) vai encontrar, entre outras coisas, seu vínculo com o trabalho escravo. O deputado é contrário à emenda constitucional que pune com a perda das terras para fim de reforma agrária, o proprietário ou empresa que fizer uso de trabalho escravo. Ele próprio o faz.


Quem for procurar informações sobre a senadora Kátia Abreu (DEM, partido de José Roberto Arruda) vai encontrar que a senhora em questão encalhou no Senado Federal às custas de dinheiro da Confederação Nacional da Agricultura da qual era presidente e repassado àquela entidade para ser utilizado em financiamentos de projetos agrícolas.


Não são necessariamente corruptos por corrupção. São corruptos pelo que representam. Interesses do mais atrasado e boçal latifúndio brasileiro (se bem que não existe latifúndio não atrasado e não boçal).


Kátia Abreu responde a processo por desvio de recursos da Confederação Nacional da Agricultura, tanto quanto por ter lesado um lavrador em sua região, tomando-lhe a terra num típico conto do vigário.


Nem a senadora e nem o deputado descobriram ainda a existência de garfo e faca, por exemplo, para se possa comer. Conhecem chicote, pelourinho, senzala e toda a sorte de boçalidades possíveis em termos de se tratar escravos.


Ronaldo Caiado e Kátia Abreu associaram-se a empresas estrangeiras, a MONSANTO principalmente, entupindo a mesa do brasileiro e lá fora também, de produtos transgênicos, sabidamente nocivos à saúde e que para muito além disso transformam num curto prazo qualquer terra em imprestável ao plantio do quer que seja, mas aí, suas contas bancárias já estarão aptas a lhes garantir futuro tranqüilo e risonho.


A CPI do MST tem dois vieses que se casam. O primeiro deles assegurar a permanência do regime de escravidão mantido pelo latifúndio brasileiro e o segundo assegurar a posse da terra a empresas estrangeiras, logo, ferindo de morte a soberania nacional, tal a extensão de terras em poder desse tipo de gente.


Se a agricultura brasileira, sustentada na prática pelo pequeno e médio produtor rurais, vai se lascar e o “celeiro do mundo” virar um grande deserto dentro de alguns anos, gerando fome e doenças, isso não é problema deles, pois não são humanos, são figuras desprezíveis e abjetas em todos os sentidos.


O patriotismo deles é aquela forma canalha a que se refere o pensador inglês Samuel Johnson.


A CPI é simples. Estigmatizar o MST com apoio da mídia (a grande mídia GLOBO, FOLHA DE SÃO PAULO, VEJA, BANDEIRANTES, etc) venal e serve aos mesmos patrões, assegurar os privilégios dos latifundiários entre eles o de não pagar suas dívidas com o Banco do Brasil e outras agências de fomento do governo (nunca pagaram e nem pensam em pagar, são caloteiros por natureza), garantindo que permanecerão senhores de escravos e a serviço de potência estrangeira.


São bandidos, bandoleiros lato senso.


Não têm escrúpulos e nem têm nada além da capacidade de urrar e rosnar asneiras.


Que tenham recebido apoio expresso e público do deputado Ônix Lorenzoni, também do DEM (partido do governador José Roberto Arruda) não é novidade. O Rio Grande do Sul embora seja um dos estados mais próspero do País, terra de Mário Quintana entre outros, tem o latifundiário mais brutal e estúpido do Brasil. Ainda desconhecem a existência da roda, mas conhecem a da pólvora com que seus pistoleiros assassinam trabalhadores rurais e pequenos produtores.


E todos eles são financiados tanto por recursos desviados da Agricultura, como por empresas estrangeiras.

A senadora Kátia Abreu, uma espécie de pré-ornitorrinco, tal e qual Ronaldo Caiado. Lorenzoni não. É só um sem vergonha querendo aumentar o por fora. Foi eleita “miss desmatamento.”


Por que não levantar os débitos dessa gente com as agências de fomento à agricultura do governo federal? Os assassinatos cometidos por seus pistoleiros? Será que o brasileiro comum faz idéia de quanto um pilantra como Agripino Maia deve aos cofres públicos de financiamentos para a agricultura e usado em especulação financeira, mas que a GLOBO não informa, pois chega ali boa parte da grana?


A turma de abóboras que gosta de bom dia e escolher a gravata do Bonner?


O que está por trás da CPI do MST? Num primeiro momento garantir privilégios de bandidos como Kátia Abreu, Ronaldo Caiado. Num segundo atender a interesses de grupos econômicos estrangeiros e num terceiro, finalmente, inscrever o Brasil no rol de colônias da corte de Washington, à qual servem com devoção e altos salários.


Isolar um movimento popular que luta por algo que até um general fascista como Douglas MacArthur fez ao final da guerra, no Japão, a reforma agrária.


Quando a fome bater em “grandes plantações”, como afirma Vandré em sua canção “pra não dizer que não falei de flores”, não adianta mandar o xerife atrás desses bandidos. Já estarão longe e o Brasil já será BRAZIL.

A propósito, mesmo o ministro do Meio-ambiente, Carlos Minc, sendo um bobalhão, atrapalha interesses dessa gente e Kátia Abreu usou o recurso mais comum entre os seus. Ameaçou-o de morte por não aceitar assentar-se de quatro no colo do latifúndio.


A CPI do MST é isso. Uma traulitada no interesse nacional. O tal “terrorismo” do MST é uma luta legítima em favor do BRASIL, ao contrário dos que lutam pelo BRAZIL.


Há uma diferença fundamental entre um e outro.


Comentário - Acho que alguém que seja a favor de trabalho escravo e gente que represente tamanho retrocesso, defenda-o e se beneficie dele devia pensar, pelo menos, cem vezes antes de querer falar em combater crimesPerto do que essa turma faz, até a banda podre do MST, que existe, sim, mas é uma minoria perto do grande número de trabalhadores honestos e gente que só quer seu pedaço de chão pra poder viver, merecia ser absolvida. Já dizia Padre Vieira "O roubar pouco é culpa, o roubar muito é grandeza; o roubar com pouco poder faz os piratas, o roubar com muito, os Alexandres".

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Quem pergunta quer saber

Por que a imprensa faz esse estardalhaço todo em cima da torcida do Coritiba, que transformou o Couto Pereira em praça de guerra? Certo. Graças a ela, a imprensa, os torcedores baderneiros foram punidos, foram presos e por força dela, o Coritiba, mais que o rebaixamento, ganhou uma punição dura sendo proibido de jogar em seu estádio na Série B. Terá uma pena no bolso muito maior não jogando em casa. Agora, enquanto em Coritiba a porrada corria solta sob os olhares indignados dos jornalistas, no Rio de Janeiro a torcida do Flamengo quebrava o pau na frente do Maracanã e por toda a cidade e a torcida do Santos não deixou nada a dever em selvageria para os coxas na frente da Vila Belmiro. Por que a imprensa de São Paulo e do Rio não mostrou a cara dos marginais flamenguistas e santistas para que a Polícia corresse atrás. Incrível como a violência em São Paulo, muito mais freqüente, deixa, no máximo, revoltados nossos jornalistas. E só há mais efervescência se acontece alguma morte. Por que não tratar igual o Coritiba e os times grandes?



terça-feira, 10 de novembro de 2009

Dizem que ela existe pra ajudar...

Assis é uma cidade que fica perto de Prudente e sempre teve uns costumes meio absurdos, umas inovações um tanto polêmicas só pra aparecer no mapa. Uma delas foi uma lei que visa prender “pessoas em condições aptas a trabalhar e que não o estejam fazendo”. Para ver de perto uma lei tão estúpida, o CQC mandou para Assis o Danilo Gentilli e deu o que deu nesse vídeo abaixo.




Acho que não tem nada mais representativo da nossa classe mérdia média que isso. Sujeito que se veste de forma mais despojada, é cabeludo (quase sempre usa dreads) e tem uma filosofia de vida alternativa é tachado na lata de vagabundo, presa preferida de uma polícia truculenta e de psicopatas como os “otoridades” que prenderam, bateram e desrespeitaram o Danilo. Não que ele seja um santo. Ele é tão reaça quanto nossa classe média. Mas mesmo que fosse um mendingo, um indigente, seja lá quem fosse, é assim que deve se tratar uma pessoa? Na base da porrada? O mundo comporta todo tipo de gente. Desde os endinheirados até os miseráveis; desde os workaholics até os ociosos por opção. Alguém explicou para os legisladores de Assis que essa lei é, antes de tudo, inconstitucional por ferir frontalmente o ir-e-vir garantido pelo artigo 5º? E alguém mais culto pode explicar para essa turma de brucutus fardados que a lei, além de tantos, prenderia, se vivo fosse, o homem que empresta o nome à cidade? É, meu xará, gente como você, que prefere viver na simplicidade, para os edis e para a polícia de Assis, é tudo bandido, é tudo vagabundo. Enfim, essa é a polícia, o poodle da elite e da classe média que vira pitbull contra as classes mais baixas.


segunda-feira, 13 de julho de 2009

Deu na UOL - The revenge


Por que não consigo ter pena desses caras? Pior por que eu torço tanto pro touro pisar na cabeça de um sujeito desses? Deve ser porque na maioria das vezes, o homem não tem qualquer pena do touro também.

Então que o touro vá à desforra.