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quinta-feira, 15 de abril de 2010

Aqui, não!

Saiu na UOL


Prefeitura do Rio proíbe "pulseiras do sexo" e bonés em escolas públicas


A Secretaria Municipal de Educação do Rio baniu o uso das "pulseiras do sexo" e boné ou similar entre alunos das escolas da rede pública. O veto dos adereços foi publicado nesta quinta-feira no Diário Oficial do município. (...)


Com a decisão da Prefeitura do Rio, agora somam ao menos seis cidades em que é proibido o uso das "pulseiras do sexo". As outras cidades que também baniram o adereço são: Manaus, Campo Grande e Londrina, onde está proibido a venda e o uso. Além de Maringá (PR) e Navegantes (SC), onde o uso das pulseiras está proibido nas escolas.


As pulseiras surgiram na Inglaterra e, recentemente, viraram mania no Brasil. O enfeite também é usado em um "jogo". Quem arrebenta o acessório recebe uma retribuição sexual da dona da pulseira. Se ela for roxa, vale beijo de língua; a preta, sexo.


Comentário – A ideia, lógico, é válida. Eu já vi várias meninas de, pelo menos, uns treze anos até uns dezoito ou dezenove usando esse adorno que não é dos feios, é apenas uma pulseirinha fininha e fácil de arrebentar. O problema todo está na semiótica da coisa, com cada cor tendo seu respectivo significado. Interpretado por esse viés, a “brincadeira” deve, sim ser coibida e afastada, pelo menos, das escolas, locais que deveriam ser utilizados estritamente para a educação e instrução dos alunos bem como um meio de socialização. O problema, nessa proibição é o poder de sedução da clandestinidade, que tem no adolescente um grande alvo, e sua criatividade. É difícil acreditar que, banida esta moda das escolas, mentes hábeis e criativas não lancem mão de outra moda com qualquer outro tipo de significação. Estes elementos somados à facilidade de comunicação entre os jovens se espalhariam rapidamente por entre as escolas. Inevitável. Não se condena aqui o uso das pulseirinhas como mera decoração (e já vi crianças as usando sem, supostamente, saber o que elas queriam dizer), mas sim o uso delas bem como o seu significado em lugares mais formais como a escola. De resto, cabe aos pais, primeiro, e aos professores, como apoio, prestar esclarecimentos aos adolescentes sobre todos os prazeres e perigos que o sexo proporciona bem como a forma de lidar com eles. Mas a prefeitura do Rio, como a de outras cidades que baniram o uso da pulseirinha nas escolas, acertou em cheio nessa proibição.



quarta-feira, 24 de março de 2010

Ah, esses democratas...

Deu na UOL:


PM prende professores que protestavam contra Serra


A Polícia Militar prendeu hoje três professores da rede estadual de ensino que integravam um grupo de cerca de 30 docentes que protestava durante inauguração do Centro de Atenção à Saúde Mental, em Franco da Rocha (SP). O centro foi inaugurado pelo governador de São Paulo, José Serra (PSDB). Participaram da ação de hoje cerca de 40 soldados da PM e integrantes da Força Tática, de acordo com o comandante do 26º Batalhão da PM, José Carlos de Campos Júnior.


Comentário – Bem... Essa é a democracia do Serra, candidato a presidência do Brasil. Proteste contra ele e tome porrete na cabeça. Esse é o mesmo Serra do mesmo partido que critica o Hugo Chávez e é apoiado pela mesma Veja que enche a boca pra falar sobre a ditadura venezuelana, de Cuba, das ditaduras comunistas... Realmente, seu Serra aprendeu bem na terra de Pinochet como ser democrata.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Vingança

Confesso que, como professor, não foram as poucas vezes que me de vontade de fazer isso: Dar umas boas porradas em alunos aparecidinhos.


Se bem que no caso desse sujeito, o cara merece. É o supra-sumo da falta de vergonha alheia o cara chegar na escola vestido de galinha e fazer a dança do pintinho. Porrada só não basta. É logo no tiro.


terça-feira, 19 de janeiro de 2010

A imbecilidade em foto

Confesso que isso é uma coisa que me assusta. Que seja feita por débeis mentais em muros de terrenos baldios, casas alheias e a esmo ameniza, embora não salve nem absolva quem o faça, afinal racismo e ofensas racistas são imperdoáveis e seus autores deviam sofrer pela burrice que defendem. Mas numa universidade pública e séria como a UERJ é mais inadmissível ainda. São pessoas que têm acesso ao campus e, certamente, são estudantes que defendem isso. Alunos a caminho da formação superior que pensam como mulas desprovidas de cérebro, com todo respeito às mulas. Que a reitoria da UERJ vá atrás dos culpados e não só os expulsem de suas fileiras, mas joguem-nos na cadeia. De preferência com vários negros pra que eles sintam como é bom e gostoso ser racista.



terça-feira, 24 de novembro de 2009

Eis os nossos universitários...

Ainda na onda da Geysa Arruda, depois da loirinha participar do Casseta e Planeta terça feira passada, ontem, ela deu o ar da graça no CQC participando do quiz sobre cultura geral do programa. A moça pode lá ser o que for, mas provou o quanto é bom o nível dos alunos da Uniban. Antes que falem, especificamente dela, é preciso saber que, apesar da infra-estrutura, instituição é a décima sexta pior do Brasil. Calcula o vestibular deles como deve ser.




Mas ninguém mora lá. Por que é tão grande?


Pensem nisso nas próximas duas horas.


sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Monica's Gang and la Pandilla de Mónica


Esse mês, a editora Panini lançou duas revistinhas da Mônica especiais. Edições em inglês e espanhol com algumas das melhores historinhas da turma. Algo interessante, mas um tanto preocupante. É claro que, como preocupado com a educação como sou, valorizo a necessidade quase obrigatória nos dias de hoje de se falar outro idioma. Mas a quem essas revistas se destinam?


Da mesma forma que acho imprescindível que se fale um segundo ou até um terceiro idioma, acho mais imprescindível, aliás, primordial, que se aprenda o idioma pátrio. Então, acho que essas historinhas deveriam ser, sim aconselhadas, mas pra crianças mais velhas. Porque hoje em dia, vejo crianças, sobretudo as criadas em escolinhas particulares, de oito anos muito afiadas em inglês, mas pouco afeitas ao português. Graças à geração Net, escrevem errado, trocam letras, mas dominam bem uma terminologia técnica ou mesmo cotidiana em inglês.


Louco esses gibis em inglês e espanhol porque, mais do que ajudar as crianças, enriquece o vocabulário de interessados em aprender o idioma e de fãs desta sadia diversão, mas sempre tomando o cuidado de entender que, sim, os gibis trazem uma forma lúdica de aprender, mas desde que o nosso idioma já esteja bem aprendido. Do contrário, que seja apenas uma forma de apresentar o ótimo trabalho de Maurício de Sousa para outros países, o que não seria de todo mal, afinal – salvo a fase atual exagerada no politicamente correto – as histórias da turma da Mônica não deixam nada a dever para quadrinhos internacionais.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Assim caminha nossa

Por essas e outras, tenho medo das gerações que vão sair das escolas da nossa Paulicéia.

Sabe onde isso saiu? No site da revista Veja, a predileta de onze entre dez paulistas da classe mé(r)dia paulista. Se jornalistas que trabalham numa revista dita renomada fazem uma besteira dessas, imagina os que lêem. E a Veja é material de trabalho escolar e fonte de consulta em muitas escolas públicas. E nas mais requintadas escolas particulares.


Mas, como pra paulistada dos Jardins ou mesmo de Pinheiros, “pra cima de Minas, todo mundo é baiano” (erro absurdo que ouvi de um colega da faculdade de geografia. Que se formou comigo!), tanto faz se o Ceará é o Ceará mesmo ou o Maranhão ou se o Maranhão é ou não é o Maranhão. Pará... tanto faz. Dane-se. É tudo gente que estraga o Brasil.


Pode parecer um mero deslize bobo, mas para um professor de geografia, isso é um tapa na cara.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Educação é tudo

Olha só isso:

SP distribui a escolas livro com palavrões
da Folha Online - 19/05/2009 - 08h37


Livros contendo expressões como "chupa rola", "cu" e "chupava ela todinha" foram distribuídos pelo setor de educação do governo José Serra (PSDB) como material de apoio a alunos da terceira série do ensino fundamental (faixa etária de nove anos), segundo reportagem publicada na edição desta terça-feira (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal) assinada pelo jornalista Fábio Takahashi.

O texto informa que o governo estadual reconheceu o erro na distribuição dos 1.216 exemplares e determinou o recolhimento das obras.

O livro contém 11 histórias em quadrinhos produzidas por Caco Galhardo --também quadrinista da Folha. Uma das histórias mais criticadas por especialistas traz uma caricatura de um programa de mesa-redonda de futebol na TV.

Enquanto o comentarista faz perguntas sobre sexo, jogadores e treinadores respondem com clichês de programas esportivos, como "o atleta tem de se adaptar a qualquer posição".

De novo

Esta não é a primeira vez que o setor de educação do governo Serra se equivoca em relação aos livros distribuídos a alunos.

Em março deste ano, a pasta de Educação foi duramente criticada por professores da rede estadual por causa de erros em 500 mil livros didáticos distribuídos.

Um livro didático de geografia, usado por alunos da 6ª série do ensino fundamental nas escolas públicas, mostrava o Paraguai duas vezes em um mapa da América do Sul e exclui o Equador. O problema aparece tanto nos livros destinados aos estudantes quanto nas publicações destinadas aos professores.

À época, a secretaria creditou o problema a editora que o produziu e informou que determinou a troca das publicações com erros.

Em nota, o governo admitiu o erro ao distribuir a publicação e diz que o montante de 1.216 exemplares compõem apenas 0,067% dos 1,79 milhão de exemplares distribuídos aos alunos da rede.

A secretaria informou ainda que a obra é só uma entre as 818 escolhidas.

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É o que eu digo. Essa educação do governo Serra é uma coisa do caralho! Vá tomar no cu esse bando de filhos da puta dessa Secretaria de Educação de bosta!

- Que boca suja! Onde você aprendeu isso, menino?! É essa a educação que eu te dou em casa?

- Não, mamãe. Essa é a educação que eu aprendo na escola com os livrinhos que a tia manda a gente ler.