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terça-feira, 18 de maio de 2010

Programa pro seu fim de semana

Saíram os três shows principais que movimentarão a Virada Cultural em Prudente. Lobão, Detonautas e dona Ivone Lara virão se apresentar entre esse sábado e domingo. Não são lá o tipo de show que me satisfaz. Lobão é um cara de quem já fui mais fã, mas que desde que começou a fazer parte da grade da MTV (a começar com um Acústico, projeto que ele disse numa entrevista que nunca faria) e, dessa forma negar tudo o que pregou, passou a ser um cara de quem desacreditei geral. Mas não descarto a qualidade do velho Lobo, roqueiro de primeira hora com vários clássicos como Vida Bandida e Rádio Blá dentre outras pérolas. Assim, creio que valha a pena colocar a antipatia de lado e curtir o decano roqueiro. No encerramento, tem Dona Ivone Lara, sambista das genuínas, daquelas que falam do morro como gente do morro. Com a qualidade que só se encontra em gente do calibre de Jovelina Pérola Negra ou Clementina de Jesus, dona Ivone Lara é uma sobrevivente que ainda guarda o legítimo e delicioso carioca.


O lado ruim é o outro show. Escalados, os Detonautas virão pra Prudente com seu rock pasteurizado, a voz horrível do vocalista Tico Santa Cruz, personalidade no Twitter e que faz sucesso mais entre adolescentes e a geração MTV que se encanta com qualidade duvidosa que sobrevive a base dos jabás. Mas não é de todo ruim. Os mesmos fãs do grupo formado pela Internet poderão se divertir com os personagens que eles viraram graças aos humoristas Paulo Bonfá e Marco Bianchi. Dessa forma, o “inesquecível” time que conta com Coala (Tico), Brasil e, claro, o astro CLÉÉÉÉSTON subirá ao palco. Melhor rir da piada que eles viraram do que com a música sofrível que fazem.

sábado, 15 de maio de 2010

Inveja mata?

Hoje tem Virada Cultural em Sampa. Sempre que tiver, inevitavelmente, colocarei aqui um post deixando clara a minha inveja dos paulistanos e lamentando não morar na Capital. Ok, ok, daqui algumas semanas haverá a Virada Cultural no Interior e o Rincão está incluído nessa e eu, como puder, irei aproveitar. Mas confesso que a de Sampa, por ser uma cidade maior, é mais divertida, tem um clima diferente... Sei lá.

Mas tudo bem... Só espero que aqui em Prudente também role atrações internacionais como os diversos regueiros da Jamaicas e, principalmente, Abba e Living Colour. Quanto a Mallu Magalhães, essa a gente passa, muito obrigado.



terça-feira, 11 de maio de 2010

Programão


Um programa que eu adoro ouvir na rádio é o Esporte em Discussão, que passa na Joven Pan a uma às duas da tarde. Não raro enquanto blogo aqui estou ouvindo o programa e dando risada dos bate-bocas que acontecem lá. Eu sempre quis saber como é o programa enquanto ele rola. O rádio te proporciona esse exercício de imaginação. Mas alguém resolveu filmar um dia o programa e jogou na Net. Eu imaginava que a coisa fosse mais organizada, mas ver um monte de gente de pé disputando microfone, eu não pensava que era assim. Mas o programa em si é divertido e o espírito descontraído impera, claro que, às vezes, com algumas explosões. Mas vale a pena ouvir.


sexta-feira, 19 de março de 2010

Diversão garantida

Começou hoje em São Paulo, na Bienal do Ibirapuera, o Risadaria, evento que reunirá humoristas de diversas mídias. Desde cartunistas como Adão Iturrusgarai passando por gente do estandape (sim, aportuguesemos a palavra) como Rafael Bastos passando por blogueiros como Antonio Tabet do famoso Kibe Loco. É um evento interessantíssimo. Hoje, com o advento da Internet e a disseminação do You Tube, que nos apresentou e apresenta diversos nomes do estandape como humoristas anônimos, o gênero vem ganhando força e se renova. Sim, afinal, o humor brasileiro, que não deve em nada aos colegas de fora – até os supera em certas frentes –, é riquíssimo. E na noite de hoje, já de saída, já tem a participação do grande humorista vivo: Chico Anysio, que já há anos fazia o que hoje resolveu se chamar stand up. De qualquer forma, o evento promete muito riso para este fim de semana. De sexta a domingo, uma ótima pedida.

domingo, 7 de março de 2010

Use (bem) sua Ilusão


Começa hoje, em Brasília, a sessão brasileira da turnê do show Chinese Democracy, último disco dos Guns n’ Roses. A banda estadunidense liderada pelo controverso vocalista Axl Rose volta ao Brasil depois nove anos, quando tocou no Rock in Rio em 2001.


No entanto, para os fãs da velha geração, entre os quais se encontra este blogueiro, o show não traz nada. Nem nostálgico. Primeiro porque o que sobrou daquele Guns que apareceu ao mundo e conquistou uma leva de fãs foi apenas Axl num novo e estranho look. Nada mais. O que o acompanha é uma formação de apoio que participa de uma grande picaretagem caça níqueis. A qualidade desse apanhado não chega sequer aos momentos mais sofríveis da formação clássica dos anos 90.


Para quem não conheceu, o Guns n’ Roses, o legítimo, surgiu nos fins dos anos 80 e foi catapultado ao sucesso com o disco Appetite for Destruction (1987), um clássico dentro do rock com clássicos como Sweet Child O’ Mine e Paradise City. O sucesso foi sedimentado com Lies, de 1988, que apresentou Welcome to the Jungle. Com os dois ótimos discos, o Guns garantiu seu lugar dentro do hard rock. Daí, a primeira apresentação do grupo no País, em 1991 no Rock in Rio II. A fama estava garantida e as confusões também.


Aliás, confusão é a palavra que mais acompanhou o grupo por toda sua história. Pior que o carinha da Sessão da Tarde, Axl foi rei de se envolver em brigas, encrencas e problemas com a lei. Manso ao ponto de quebrar garrafas em mulheres e brigar com fãs, não era menos encrenqueiro que os seus colegas de banda, também famosos por brigas e mau comportamento. Ao largo disso, em 1991, o grupo grava dois discos, os Use Your Illusion que truxeram mais clássicos para o currículo da banda Obras primas do hard rock como Dead Horses, Coma e You Could Be Mine (cujo clipe contou com a participação de Arnold Schwarzenegger) se intercalam com baladas deliciosas como November Rain, Estranged e Don’t Cry, que embalou muito beijo e muita dança.


Em 1993, o Guns gravou Spaghetti Incident com várias covers de grupos. Depois disso, foram dezessete anos de espera até a chegada desse Chinese Democracy. Nesse longo tempo, a banda se desfez. Slash, guitarrista do grupo, co-compositor de várias músicas com Axl siu brigado. Duff McKagan, baixista que compunha a espinha dorsal da banda, também caiu fora e Axl ficou com a marca, a banda e sua arrogância. Durante esses 17 anos, Axl montou diversas bandas e não se contentou com nenhuma ficando com a atual formação. O disco fez sucesso e vendeu bem. No entanto o público do Guns de hoje é diferente daquele que se emocionou com os solos de guitarra da Estranged. Que os novos fãs curtam, pois este velho fã passará longe.

BomBlog


Já falei aqui sobre o blogue Humorarte do cartunista chileno Karlo. Seu trabalho me apetece muito porque saber fazer humor sem palavras, só com imagens é difícil. Assim, tanto para um iraniano quanto para mim, que conheço algo de espanhol, a mensagem fica clara e podemos ler e nos divertir com as tiras. Muito bem, o citado cartunista desmembrou num blogue próprio um de seus personagens mais engraçados, o velhinho Don Serapio, que não deve nada a nenhum dos tantos tiozinhos no Brasil que ainda gastam tempo na praça jogando milho aos pombos. Claro que nem todos os pombos são tão agradecidos como este da tira. O blogue vale uma visita.




sexta-feira, 5 de março de 2010

Rapaz de bem?

Passará amanhã, às nove da noite, no Canal Brasil, canal fechado de filmes e documentários nacionais da GLOBOSAT, o documentário Ninguém Sabe o Duro que Dei dirigido por Claudio Manoel, Calvito Leal e Micael Langer. O filme versa sobre Wilson Simonal. Simonal foi uma figura controversa da música brasileira. Dono de um suingue contagiante, o homem marcou época nos anos 60 e 70 com apresentações e músicas sensacionais como Meu Limão Meu Limoeiro, País Tropical, Nem Vem que Não Tem e Mustang Cor de Sangue. Rivalizando com Tim Maia e Jorge Benjor, antes só Ben, ele encheu estádios, lotou shows e tornando-se uma das figuras mais famosas da recém criada MPB. Mas o filme, mais do que mostrar o lado de sucesso de Simonal joga luz sobre um polêmico tema: Afinal, Simonal era ou não era um agente do regime militar no meio artístico? Desde aquela época, há uma grande celeuma que acusa Simonal de “entregar” dissidentes à Ditadura Militar que imperava naquela época. As acusações nunca foram verificadas, mas Simonal morreu com a pecha de inimigo da resistência. Numa época em que Chico Buarque escrevia pérolas românticas contra os generais ora como Chico Buarque ora como Juninho da Adelaide, Simonal remava contra a maré.


O filme é muito bom e faz uma defesa de Simonal além de apresentá-lo às novas gerações. Se ele foi ou não um alcagüete, cabe muita discussão e jamais saberemos, de fato, a verdade, mas que ele era um artista completo que as circunstâncias demonizaram, disso não resta qualquer dúvida. O filme é um programa excelente. Quem tiver canal fechado, vale a pena assistir.



terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

BomBlog

Já falei algumas vezes sobre o BomBlog, que não consigo “encaixá-lo”. Vou terminar transformando uma sessão com potencial num vaga-lume, o que é um absurdo. Mas esses dias fui apresentado ao ótimo blogue Janelas Paulistanas em que o repórter fotográfico Hélvio Romero clica diversas fotos das janelas dessa cidade maravilhosíssima que é São Paulo, como essa na Praça da Sé. E o autor foi de uma democracia plena pegando desde lugares requintados quanto outros mais marginalizados. O resultado é esse belo trabalho transformando em arte algo cotidiano. São aquelas coisas que olhamos todos os dias sem a preocupação de ver, de contemplar, de gastar algum tempo encarando. São só janelas? Certo, mas na simplicidade do comum está a beleza que tento reclamamos não existir. Uma ótima forma de conhecer essa Paulicéia.



segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Por homens e livros


Pesquisa diz que o brasileiro lê menos do que há dois anos. Uma pena, mas apenas reflexo de um tempo em que vivemos.Pode-se acusar o que for, a Internet, a televisão, o sistema. Na verdade, tudo junto e equacionado tem culpa nesse desinteresse, mas onde entram os professores nisso? É uma obrigação quase a que nossos docentes têm em incentivar nos alunos o hábito da leitura. E não a leitura cotidiana de jornais, revistas, blogues, úteis também, mas a leitura de livros mesmo. De papel. E não os abjetos romancinhos Júlia e Sabrina ou as sumidas (faz tempo que não vejo) histórias de faroeste que vinham naqueles livretos de bolso baratinhos. É livro mesmo. Digno do nome.


Minha geração, de trinta anos atrás, foi a última que saiu nos anos de ditadura militar. Na verdade, nem sabíamos disso. Quando éramos crianças, a ditadura já caducava e cairia cedo ou tarde, mas os reflexos da castração intelectual produzida pelos seus dias de vigor nos acompanharam e nos acompanharão pelo resto de nossas vidas. É algo pessoal, claro. Há os que amem ler como os que amam jogar bola, ir pra balada, encher a cara e por aí vai. Mas é um hábito que deve ser praticado, se não cotidianamente, com uma freqüência muito maior que é a de hoje. Infelizmente, tudo joga contra.


Hoje a ler um bom livro de Machado de Assis, só pra ficar num exemplo pessoal, que foi por onde comecei a tomar o gosto pela leitura, o moleque de dezesseis anos prefere ou ver os clipes da MTV ou assistir as trocentas bobagens que a TV oferece. E tome BBB, tome novela, tome filmes que pintam o hábito da leitura como algo vazio, algo sem sentido, quase um anti-exemplo. Me contaram de uma novela, um filme, um programa, sei lá, em que havia uma escola onde, para o aluno que transgredia regras, ele deveria ficar lendo um livro. Ou seja, de um prazer saudável e engrandecedor, a leitura virou um castigo, uma pena. Ou você se comporta ou vai ler.


E não há verdade mais absoluta que quem lê mais fala melhor, se comunica melhor, escreve melhor e, sobretudo, pensa melhor. Pode ter certeza que grandes escritores de qualquer nacionalidade eram leitores ávidos. De novo falando do meu professor Machado de Assis, tinha uma leitura tão vasta que seus livros eram verdadeiros diálogos entre seus personagens e as obras lidas por ele. Chico Buarque, um de nossos maiores compositores musicais e grande escritor, usava demais da literatura em suas letras (“Devolva o Neruda que você me tomou/E nunca leu”) mesmo na sua literatura. Sua adaptação d’Os Saltimbancos vem de Victor Hugo e seu livro Fazenda Modelo é baseado em A Revolução dos Bichos. Todo esse cabedal transformou o velho Francisco Buarque de Hollanda no Chico Buarque que conhecemos e admiramos.


Mas conhecemos e admiramos porque entendemos suas letras, que nem sempre são rebuscadas ou pedantes, apenas usam um vocabulário, digamos, mais intermediário e que não é compreendido pela massa, justamente pela falta de leitura. E quando falo massa, não me refiro a classes baixas, marginalizados. Acredite ou não, mas gente da nossa arrogante classe média é tão iletrada e tão funcional ou culturalmente analfabeta quando a “gentalha” que eles adoram esculachar. As pessoas de classes mais baixas têm como atenuante todas as dificuldades que a vida e sociedade lhe impõem. Os mais endinheirados um pouquinho o são por pura preguiça e descaso. E se orgulham disso. Já vi gente de mais grana dizer que ler é perda de tempo.


A pesquisa fala que o brasileiro também perdeu o interesse por programa culturais em geral como teatro e exposições. Dizer que são programas caros seria uma explicação plausível se não houvesse as ótimas iniciativas de entidades como o SESI ou o SESC, que trazem exposições e peças teatrais gratuitas ou a preços mais acessíveis. Pode não ser uma ida ao Guggenheim ou uma peça grandiosa, mas são tão boas quanto. Em Sampa, cansei de ir em ótimas exposições e em cenas teatrais que nada deixam a dever a uma congênere de duzentos paus a entrada. Infelizmente, a verdade é que, diferente das gerações anteriores, as atuais se acomodam demais diante da televisão e são catequizados numa forma de cultura mais pasteurizada, mais rasteiras. Daí saem as duplas sertanejas universitárias (que luxo, hein?) que adoram beber até cair, os grupinhos de rock que baseiam toda sua composição num refrão fácil que pegue e faça sucesso vendendo discos. Falar de rappers e de funqueiros poderia ser um ataque fácil, mas eles são apenas produtos do seu meio. E dentro da rap, vide Racionais MCs e outros, há quem faça verdadeira poesia dentro do estilo. Os funks são aquilo que acontecem nos bailes. Mas há quem consiga fugir do batidão cansativo e das letras descartáveis. Esses, infelizmente, não vendem, não passam na televisão nem chamam a atenção. Do que se conclui, definitivamente, que mesmo nas partes mais baixas de nossa sociedade há uma vontade de fugir da pior pobreza que existe, a de espírito, e indo atrás, mas essas têm menos chance de lutar contra as imposições culturais rasteiras dadas pelas grandes mídias, essas, sim, sinônimo de cultura para a maioria. Infelizmente.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Ah, esses desocupados...

Net é uma coisa legal, as redes de relacionamento, Orkut, Facebook, Twitter e quetais, são ótimas ferramentas para conhecer pessoas, recuperar contatos e estreitar amizades bem como instrumentos pra você pôr a par da sua vida e de sua família aquele seu primo que mora no Pará e seu tio que mora nos rincões do Rio Grande do Sul e você viu naquele Natal de 1995 pra nunca mais. Aí você monta todo feliz um álbum pra mostrar como a festa que você foi estava massa e como você se divertiu nela.


Mas além desses contatos, vem sempre aquele grandessíssemo FILHO DA PUTA e faz com suas fotos algo parecido com o que fez com a dessa moça.


Sacanagem!


Essa é a foto original






Já deu uma olhada no Insoonia? Tá perdendo um puta blogue legal que deu essa dica. Eu só tô ajudando a espalhar. Cuidado com suas fotos. A próxima vítima pode ser você





sábado, 20 de fevereiro de 2010

Som na Caixa


Hoje, fui ao SESC Thermas, aqui em Prudente assistir ao show da ótima cantora paulistana Nô Stopa com seu segundo disco Novo Prático Coração. A mulher tem pedigree. É filha do cantor Zé Geraldo e tem composições muito boas. Adoraria dividir algo do ótimo programa que tive hoje. Então deixo com vocês com esse presente maravilhoso que eu achei. A boa Nô Stopa cantando com o ótimo grupo O Teatro Mágico, o fino da nova música brasileira que a mídia não dá a devida atenção, talvez por ter letras boas demais ou mais complexas do que “é rebolation, é rebolation”. Para quem quiser conhecer mais sobre o trabalho desse talento é só dar uma fuçada no MySpace da moça.