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sábado, 29 de maio de 2010

Som na Caixa


Depois de apresentar Julieta Venegas na semana passada, ainda sobre grandes nomes latinos, fica aí o ótimo grupo, também mexicano, Mana com uma de suas melhores músicas.


terça-feira, 18 de maio de 2010

Programa pro seu fim de semana

Saíram os três shows principais que movimentarão a Virada Cultural em Prudente. Lobão, Detonautas e dona Ivone Lara virão se apresentar entre esse sábado e domingo. Não são lá o tipo de show que me satisfaz. Lobão é um cara de quem já fui mais fã, mas que desde que começou a fazer parte da grade da MTV (a começar com um Acústico, projeto que ele disse numa entrevista que nunca faria) e, dessa forma negar tudo o que pregou, passou a ser um cara de quem desacreditei geral. Mas não descarto a qualidade do velho Lobo, roqueiro de primeira hora com vários clássicos como Vida Bandida e Rádio Blá dentre outras pérolas. Assim, creio que valha a pena colocar a antipatia de lado e curtir o decano roqueiro. No encerramento, tem Dona Ivone Lara, sambista das genuínas, daquelas que falam do morro como gente do morro. Com a qualidade que só se encontra em gente do calibre de Jovelina Pérola Negra ou Clementina de Jesus, dona Ivone Lara é uma sobrevivente que ainda guarda o legítimo e delicioso carioca.


O lado ruim é o outro show. Escalados, os Detonautas virão pra Prudente com seu rock pasteurizado, a voz horrível do vocalista Tico Santa Cruz, personalidade no Twitter e que faz sucesso mais entre adolescentes e a geração MTV que se encanta com qualidade duvidosa que sobrevive a base dos jabás. Mas não é de todo ruim. Os mesmos fãs do grupo formado pela Internet poderão se divertir com os personagens que eles viraram graças aos humoristas Paulo Bonfá e Marco Bianchi. Dessa forma, o “inesquecível” time que conta com Coala (Tico), Brasil e, claro, o astro CLÉÉÉÉSTON subirá ao palco. Melhor rir da piada que eles viraram do que com a música sofrível que fazem.

Barbas e sonzeira

Nesse fim de semana, o ZZ Top começa por São Paulo uma pequena turnê pela América do Sul, onde o grupo jamais tocou. Depois Porto Alegre receberá os barbudos, característica mais marcante do trio texano – mais propriamente do guitarrista Billy Gibbons e do baixista Dusty Hill.


Mas o trio, que conta ainda com o baterista Frank Beard, é bem mais do que dois caras barbudos e um não (justamente aquele cujo sobrenome Beard significa “barba”). Estamos falando de um grupo que toca o melhor do rock com ótimas doses de blues. Há também influências de country em sua música. Um grupo não tão palatável quanto outros tantos, mas com uma fidelidade marcante. São quarenta anos de uma carreira sólida e de formação intocável.


E os shows do ZZ Top são crus. Diferente de um show do Pink Floyd ou mesmo do, também estadunidense, Kiss em que a música é apenas um elemento no meio de tantos jogos de luz e efeitos visuais, os texanos vão apenas com seu som poderoso. Certamente clássicos como Gimme All Your Lovin’ e La Grange tirarão o atraso do público brasileiro. Uma ótima pedida para os fãs do verdadeiro rock.



domingo, 16 de maio de 2010

Substituto de peso

Caraca, acabei de ler que o Ronnie James Dio morreu! Câncer no estômago. Sabe quem é ele? O cara foi vocalista do Black Sabbath entre 1979 e 1983 e voltou brevemente em 1992. É certo que o Sabbath foi um grupo de diversas formações e inúmeros membros, principalmente vocalistas, mas tudo gente de calibre como Ian Gillan, do Deep Purple ou Rob Halford, do Judas Priest. Ou seja, ainda que com várias formações, a voz do Sabbath sempre esteve em boas mãos.


O lance é que a maioria dos vocalistas do Sabbath foram mais tapa-buracos ou oportunistas que fizeram do grupo um verdadeiro frankenstein. Dio, pelo contrário, foi o cara que deu uma nova cara para a banda. Tanto que depois dele e até a reunião do grupo original, o Sabbath ficou no limbo do rock.


E Dio segurou um belo rojão. Entrou no lugar do lendário Ozzy Osbourne quando o Sabbath já era um grupo clássico do metal com dez anos de carreira muito bem construídos a base de clássicos como Paranoid, War Pigs, Iron Man entre outras. Uma situação, realmente, desafiadora que não é pra qualquer um. Mas Dio veio do Rainbow e trouxe ao Black Sabbath uma técnica que Ozzy não tinha além de uma voz mais operística, mais clássica que não deixou a bola cair. Mesmo com pouco tempo, Ronnie James Dio conseguiu cravar alguns clássicos como Neon Knights e Children of the Sea, que não foram revividos na volta do Sabbath original, mas que não podem ser esquecidos. Dio conseguiu manter acesa, mesmo que com outro combustível a chama de um dos maiores grupos do metal. Vai fazer falta.



Do fundo do baú (do brechó)


Taí um vídeo pra jogar seu domingo pra cima. Uma boa seleta de cantores populares (pra não dizer bregas). Confesso que, mesmo conhecendo a maior parte dos mostrados, teve uma galera que nunca ouvi falar. Fábio, Paulo de Paula e Julio Cesar, por exemplo. Foram apresentados nesse vídeo. Mas o melhor é o naipe da galera. Ok, eram os penteados da época, mas... O tal de Frankito Lopes conseguiu se superar... JIIIISUIS!