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quinta-feira, 15 de abril de 2010

A volta do ogro

Foi divulgado o pôster do mais novo e último filme do Shrek, o maior anti-herói das animações do cinema. Depois de se casar com a princesa-ogra Fiona, de ter problemas com os pais da moça e enfrentar uma fada nada boazinha e de ter que arrumar um sucessor pro trono do reino de Tão Tão Distante impedindo que o Príncipe Encantado seja coroado rei, o ogrão verde vem aí num quarto filme que promete a mesma diversão dos seus antecessores, todos muito bons.


O elenco que dublará o filme original em inglês continuará caprichado sem grandes mudanças. Mike Myers emprestará sua voz ao monstrão, Eddie Murphy segue sendo o interlocutor do Burro, Antonio Banderas fará as vezes do Gato de Botas e Cameron Diaz falará por Fiona. Além deles, o casting de dubladores conta com gente graúda como Julie Andrews (a eterna Mary Poppins), Justin Timberlake, Rupert Everett além do ex beatle Paul McCartney. Um timaço, sem dúvida alguma.


Para a versão brasileira do filme, a voz de Shrek ficará, certamente, a cargo de Mauro Ramos, que dublou Shrek no terceiro filme. Nada contra a atuação de Mauro, que trabalhou com competência, mas, para quem acompanhou o primeiro e o segundo filme da série, fica muito difícil ver o Shrek e não ouvir a voz do Bussunda, falecido em 2006, O próprio humorista declarou que, após as dublagens, teve que desincorporar o personagem. Uma pena que nós, brasileiros, não tenhamos mais uma chance de ouvir a dublagem que marcou o personagem. Para os saudosistas, fica aí um pouquinho do Bussunda no papel mais divertido de sua vida. Ou, pelo menos, muito melhor que suas últimas participações no Casseta e Planeta.




domingo, 7 de março de 2010

And the Oscar goes to...

Hoje é dia do Oscar, a grande festa da sétima arte em Hollywood e tal. Pessoalmente, não gosto da cerimônia nem mesmo do prêmio. Tentam reviver algo, um brilho que não existe mais. Talvez porque não haja mais filmes clássicos ou épicos dignos de tantos oscares como havia antigamente.

A industria cinematográfica de hoje pouco se preocupa com atuações, com roteiros, com o lado humano do negócio. O principal filme da noite, com nove indicações ao Oscar, é Avatar, um filme de roteiro meloso, básico, mas recheado de efeitos gráficos. Ao seu lado, Guerra ao Terror também conta com nove indicações, mas mostra a incurável mania dos estadunidenses de se registrarem como os guardiões do mundo, os heróis civilizadores. Um como o outro são filmes medianos.


Pior que isso é a apresentação. Numa cerimônia tediosa, arrastada, falsamente glamurosa e cheias de premiações descabidas, o Oscar é transmitido para todo mundo, embora pareça que os roteiristas e os organizadores da festa se esqueçam disso. As piadas, aquele típico humor ianque cheio de gagues sem graça, mas que fazem rir os comedores de hambúrgueres bem como os macaqueadores do Tio Sam são locais demais, elitistas demais e dane-se que alguém nos cafundós da China ou do Brasil assista aquilo. Eles têm que assistir e bater palmas, mas não entender.


Mas há um filme interessante na premiação hoje. Recomendo Precious, que conta a história de uma adolescente negra, analfabeta e obesa que vive o diabo com sua família no Harlem. Pelos trailers que vi, é um que merece ganhar o Oscar. Apesar do Lenny Kravitz, o Carlinhos Brown dos EUA.



quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Interessantinho

Essas coisas de tablóide, eu não gosto muito. Aliás, a palavra é pejorativa. Mas gostei do enfoque que foi dado ao filme Avatar nesta crítica do UOL Tablóide. Eu assisti, achei legalzinho, nada surpreendente. A história é meio batida, mas a protagonista vale a pena.


"Avatar" no Imax: uau, um faroeste estrelado pelos Thundercats!


O Editor do UOL Tabloide gosta de aprender. Ele acha que a vida é uma escola e que ele está tirando férias, mas isso não o impede a experimentar novas sensações antropológicas. No caso, assistir a "Avatar" em 3-D em uma sala Imax - o que, convenhamos, até se parece com ir ao cinema, mas é um pouco diferente.


Antes de tudo, convem explicar alguns termos do parágrafo anterior. Sala de cinema iMax é uma sala comum, mas com a tela de exibição muito, muito grande (saiba mais sobre salas Imax aqui). Filme em 3-D é, bom, filme em 3-D (mas se você quer saber mais, clique aqui). E "Avatar" é aquele filme que, a julgar pelo sucesso que está fazendo, deve ser o primeiro filme que, indicado a nove categorias do Oscar, deve vencer umas 11, pelo menos.


A experiência


A maioria dos fãs de "Avatar" entra - e sai - do cinema com o mesmo discurso: "o visual e o ritmo são tão sensacionais que o enredo é o de menos". Por isso, o Editor do UOL Tabloide foi ver o filme com um pé atrás. Afinal, ele (o Editor, não o James Cameron, diretor do filme) tem uma fama de chato a manter.


E o que ele viu é: o filme é muito legal mesmo. Quem imaginaria que um faroeste estrelado pelos Thundercats poderia resultar em um divertido filme de ficção científica?


Opa!, dirá o internauta. Como assim, um faroeste?


Uma cultura "avançada" chega a um território desconhecido e perigoso habitado por "selvagens" que vivem em comunhão com a natureza, não falam inglês direito e defendem-se por meio de flechas. Te lembra algum gênero do cinema?


Detalhe: não é o primeiro filme recente a levar bangue-bangue (alguém ainda usa essa palavra?) ao mundo da FC (alguém já usa essa sigla como sinônimo de ficção científica?) entre as produções recentes de Hollywood. O divertido "Fantasmas de Marte", estrelado pela gata canadense Natasha Henstridge e dirigido por John Carpenter, já cavalgou nesta direção.


Opa! 2 - a missão, dirá o internauta. Como assim, Thundercats?


Repare no visual dos personagens do simpático planeta Pandora, internauta. Os olhos felinos, o visual alongado, a maneira como rosnam e mostram os dentes quando ameaçados. São, definitivamente, felinos em formas humanas. Só faltou o Olho de Thundera brilhando lá no céu. Como Pandora é um mundo imenso, não me espantaria se alguma floresta desconhecida fosse, na verdade, Nova Thundera.


O fato de ser um faroeste ou de ser estrelado pela versão azulada dos Thundercats estraga alguma coisa do filme? Não, lógico que não. O enredo não é de todo original.


Há casos bem recentes de "humanos" que assumem formas de "aliens" para entender melhor o "inimigo" - caso do recente sucesso "Distrito 9", por exemplo. Também há cenas em que você dirá "ele se salvará assim", e acertará. Mas, e daí? Você vai se divertir. Afinal, o visual e o enredo são tão sensacionais... E o enredo diverte.


A menos, claro, que você não goste de visuais surpreendentes ou ficções científicas. Neste caso, por que não alugar um documentário iraniano? O enredo é tão sensacional, que o cenário e o ritmo são o de menos...



sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Nunca antes na história desse país

Hoje, dia 1º de janeiro, estréia nos cinemas o polêmico filme Lula, o Filho do Brasil. Desde seu anúncio e sua avant-premiére a nossa inteligentíssima oposição tem acusado o filme de ser politqueiro, de ser objeto de campanha. Bobagem. Para os que dizem isso, fica a pergunta, antes de qualquer discussão: O Lula é candidato a quê? Ao que me consta – e apesar dessa mesma oposição ficar dizendo que o presidente queria um terceiro mandato, o que foi negado pelo próprio Luís Inácio – a candidata a presidente é a Dilma e ela não tem nada a ver com o filme. E pra eles é meio complicado imaginar que o sujeito não vai sair da sala de cinema direto pra votar. Em outubro é capaz do filme até ter saído de cartaz.


Uma coisa é preciso reconhecer desde que não se seja burro ou ignorante historicamente (nem vou falar político porque a coisa transcende o tema): O presidente Lula entrou pra história do País. Não por ser o presidente, mas pela sua história de vida. A presidência foi apenas a coroação de sua perseverança política. E ela é apenas o grand finale da sua vida. Tanto que o “presidente” sequer entrou no filme. A parte mais importante, sua liderança num tempo em que sindicatos eram malvistos. O resultado foram as prisões, (na qual segundo um idiota a quem só a Folha deu ouvidos e só insensatos deram crédito o presidente cometeu um estupro), o preconceito e uma forja política meio na porrada. Seria difícil que um cara que via o operariado tomando na cabeça por contas do patronato e das multinacionais tomasse partido deles. Seria uma grande canalhice. Infelizmente, só os canalhas o criticam.


O diretor Fábio Barreto, perguntado sobre seu ponto de vista, disse que não era lulista nem simpático à Dilma. Apenas exerceu seu trabalho de diretor, o que faz com maestria. Pragmático em excesso? Talvez, pelo menos abriu uma concessão a um tema interessante sem cair pro ridículo como fazem diretores de esquerda ou direita quando querem heroificar ou demonizar mitos. O filme do Lula, pelo pouco que vi e ouvi falar, parece ter a medida certa. Sem excessos ou babação de ovo. A verdade é Lula, fosse presidente ou não, merecia um documento que registrasse sua história de luta. Quem enfrentou a ditadura, criou um partido de origem popular (ainda que hoje esteja bem afastado do seu escopo inicial, mas é a “maturidade”...) e batalhou pela presidência merece ser retratado. Se depois disso, ele colocou o Brasil no centro do cenário mundial e angariou 80% de simpatia popular, foi só conseqüência.



sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Fim de caso?




Saiu na UOL esta notícia:

  
Parece meio mal contada essa história de crime sexual do Polanski. Coisa de estadunidense que adora ferrar com quem não é dos seus e faz mais sucessos que eles em sua própria casa. Com Charles Chaplin houve caso parecido. Não absolvo o diretor, pois não ponho minha mão no fogo por ninguém. Mas de qualquer forma, prisão domiciliar num chalé na Suíça já dobrando o cabo da boa esperança... Não me parece algo ruim.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Mais uma morte

A atriz Leila Lopes, famosa por papéis tão diametralmente opostos como a professorinha Lu na novela Renascer, em 1993 e participar de um filme pornô, foi encontrada morta nesta madrugada. As causas da morte ainda são desconhecidas e estão sendo averiguadas. Esse blogue está começando a parecer obituário narrando mortes cotidianamente. Não que a atriz fosse um marco da teledramaturgia nacional, mas era uma mulher bonita e topou, mesmo depois de ter gostado do sucesso em interpretações ditas “normais” ir para o lado hardcore do cinema fazendo o filme Pecados e Tentações. Não a condeno por ter feito isso, afinal, ainda que muito marginalizado, o estilo existe e é tão bem remunerado quanto os filmes que você vê na Tela Quente. Claro que cada um deve ter seu espaço e seu público. Como deveria ser com 90% dos funks que empesteiam as rádios. E, sobre isso, achei um depoimento muito interessante da própria Leila sobre o filme, suas razões (bastante plausíveis) em fazê-lo. E o filme em questão nada mais é do que uma pornochanchada um pouquinho mais apimentada. No mais, que a bela Leila descanse em paz e goze do sucesso que teve e se livre da hipocrisia que a cercou.


terça-feira, 15 de setembro de 2009

Foto do dia

Em Londres, uma exposição homenageia Brigitte Bardot, uma das mulheres mais lindas e mais desejadas do cinema. Isso se deu nos anos 60, quando Bardot era uma diva. Hoje, aos 75 anos e engajada em causas ambientais, não desperta mais desejos em ninguém. Talvez nem naqueles que ela defende. Seja como for, a foto do dia é uma referência a La Bardot em seus tempos áureos. A beleza loura que encantou homens e excitou paparazzi e essa boca que foi desejo de muitos beijos aparecem no seu ápice.



quinta-feira, 10 de setembro de 2009

BomBlog

Uma das grandes manifestações culturais recentes e que vem ganhando dia a dia o mundo são os filmes Made in India. No Brasil, eles ainda não têm alcance e público como nas cercanias do país e na Europa e nos EUA, onde a população indo-descendente é numerosa. Seja como for, esse ano, Quem Quer Ser um Milionário, com elenco predominantemente indiano ganhou o Oscar de melhor filme. Isso mostra que as fitas de lá vieram pra ficar.


E vieram mesmo. Bombaim (ou Mumbai, como quiserem) é referência de cinema. A indústria que recebeu o nome de Bollywood é a que mais produz filmes por ano e já alcança escala mundial e, inclusive, a gaúcha Bruna Abdalah andou por aqueles lados e faz sucesso primeiro como modelo e hoje chama a atenção em pontas de filmes indianos.


E é sob a influência do país de Gandhi que uma brasileira, Alessandra Natividade, criou o excelente blogue Filmes Indianos. Nele, a mineira nos traz tanto as novidades do mainstream indiano quanto as do lado paralelo, produções regionais. Também temos a apresentação de atores e atrizes de Bollywood. Uma ótima porta de entrada pra quem pretende se aventurar por esse novo filão da sétima arte que está conquistando mais fãs com trabalhos que nada deixam a dever para os vindos dos grandes centros.



Momento VA

Este blogue não é homofóbico. Pelo contrário, luta pelo direito da igualdade dos direitos civis para casais de “iguais”, porque acha que, se há cumplicidade, seriedade e afeto entre duas pessoas, sejam elas o gênero que for, elas têm todo o direito de constituir uma vida a dois e usufruir de todos os direitos e garantias que a lei lhes dá.


Mas o caso aqui não envolve nem vem a denegrir os gays, mas um específico. Pense bem. A situação dita “convencional” seria igualmente ridícula. Ou quem acharia bonito uma repórter tirar a roupa diante do Brad Pitt ou um repórter fazer uma cantada chula para a Angelina Jolie?


Vergonha alheia à quinta!




Uma coisa pode se dizer. Esse rapaz de um furo e tanto. Interprete como quiser.


domingo, 19 de julho de 2009

Sessão Pipoca


Quem assistiu o filme Borat, viu o humor ácido e nada politicamente correto de Sacha Baron-Cohen. Pessoalmente, foi um dos filmes mais divertidos que vi, uma lufada de ar num tempo em que qualquer piada envolvendo qualquer minoria é sinal de dor de cabeça. Parece que seu novo filme Bruno segue a mesma linha. Vai abaixo um trailer. Quando sair nos cinemas desta província, certamente, eu irei ver.



quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Ainda falando de mortes

Saca só esta notícia que saiu na UOL

Chihuahua de ator Mickey Rourke morre na semana do Oscar

LOS ANGELES (Reuters) - A adorada cadela chihuahua do ator Mickey Rourke morreu na mesma semana em que um Oscar pode coroar a ressurreição profissional dele.

Loki, de 18 anos, que acompanhou o astro de "O Lutador" no último Festival de Veneza, em setembro, morreu na segunda-feira à noite, confirmou um representante de Rourke ao "E! News".

Pondo à parte a relevância da notícia que, sem dúvida, já derrubou as bolsas de Tóquio e Nova Iorque, ameaça seriamente o instável cessar-fogo na Faixa de Gaza e definitivamente instaurou um divisor de águas na história do cinema mundial (jamais será o mesmo), fico pensando o que leva a Reuters, agência de notícias respeitadíssima, a coligar a morte da cadelinha ao desempenho de Rourke (aquele que comeu ovos com bacon temperados com Kim Bassinger depois de lambuzá-la com gelo) e a pensar que a vida privada do moço, que, sozinho, tá, mesmo tendo só sua cachorrinha, tá, importe pra meio mundo.

Juro que são por essas e outras que o noticiário cultural da atualidade não me atraem nem um pouco a atenção. Agora se a Academia, daqui até domingo, resolver dar à cadelinha, um Oscar póstumo também, eu assisto à premiação.





And the Oscar goes to...

Why so tetric?

Com a proximidade da entrega do Oscar, muito vem se falando do prêmio póstumo que, provavelmente, será entregue pela atuação do Heath Ledger no filme Batman – O Cavaleiro das Trevas na pele de um impagável Coringa.

Pessoalmente, acho essa coisa de premiação póstuma muito mórbida. Ok, Ledger teve uma participação sensacional no filme e morreu antes de seu lançamento. Não seria melhor uma homenagem a ele que não envolva diretamente um prêmio?

Existem mortos célebres em diversos campos que jamais receberam uma premiação post-morten. Mahatma Gandhi merecia um Nobel da Paz e nunca o ganhou nem mesmo morto. Guimarães Rosa foi indicado várias vezes para o Nobel de Literatura e também jamais o ganhou nem vivo e muito menos morto.

Eu não simpatizo muito com o Oscar. Normalmente os filmes vencedores são verdadeiras bombas (vide Titanic) e há premiações absurdas além de homenagens de mau gosto como foi, por exemplo, o Oscar honorário a Elia Kazan, macarthista declarado e odiado, pelo conjunto da sua obra. Some a isso, cenas de gosto duvidoso como a empolgação ensaiada de um Roberto Benigni ao ouvir seu nome trinar da boca da Sophia Loren em 1999. O Oscar há muito virou entretenimento de estadunidense feito pro seu povo e vendido a peso de ouro pro mundo todo e acompanhado com sanha sem igual por cinéfilos que crêem na magia da estatueta. Agora querem premiar um morto como já o fizeram em 1976 laureando Peter Finch por Rede de Intrigas.

Heath Ledger ganhou o prêmio de melhor ator em 2006 por Brokeback Mountain. Certamente, uma homenagem com seus grandes momentos no cinema, uma salva de palmas, um minuto de silêncio agraciariam muito mais o bom ator do que um prêmio póstumo que sua filha de três anos só poderia receber daqui quinze, já que é preciso ter dezoito anos pra assinar as formalidades necessárias que envolvem a entrega. Todos os prêmios de Ledger foram ganhos em vida pelo seu público e pela crítica. E um prêmio póstumo já lhe foi conferido, o Globo de Ouro. Agora é deixar ele descansar.