Mostrando postagens com marcador Copa. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Copa. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 3 de março de 2010

Questão de ordem?

O que vale mais? Ganhar de 2-0 da Irlanda ou de 1-0 da Alemanha? No quesito “amistoso”, ainda que tivesse tomado pressão da Alemanha jogando em Munique, a Argentina saiu na frente do Brasil, que ganhou da Irlanda com lance impedido, gol contra, jogando feio e tomando sufoco. Essa El Gordito Maradona levou, Dunga.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Canelada de classe

Numa entrevista coletiva ontem, o lateral Roberto Carlos dá uma cutucada certeira num célebre locutor e psuedo-formador de opinião deste país.



Não sou fã do Roberto Carlos. Apesar de ser o maior lateral de clubes como Real Madrid e Palmeiras, na seleção ele nunca foi essa fanta toda. Em 98, o homem afundou o time numa máscara de dar ódio e ainda ficou todo irritadinho quando o time perdia a final. Em 2006 foi responsável por não marcar o Henry e pelo Brasil perder. Isso é fato. Mas o que o Galvão fez em sua transmissão foi superdimensionar a coisa numa proporção tão absurda que ele virou o principal responsável em uma equipe completamente desinteressada. Ronaldo não jogou nada, Robinho não jogou nada, Adriano, como sempre, inexistiu. Quem resolveu lutar contra a apatia foi Kaká, mas ganhou um cala-boca nos vestiários. Além disso, a Globo transformou a concentração brasileira na Alemanha num verdadeiro big brother. Acordava jogador às três horas da manhã pra dar entrevista no Jornal nacional ao vivo. Isso, claro, nunca na Globo ninguém lembra. Roberto Carlos está coberto de razão.


terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Meu calendário ideal - preâmbulo

Em tempos de campeonato mundial de clubes em que a imprensa desce o malho no nível técnico inicial da competição por colocar no mesmo saco um estrelado Barcelona e uma equipe semi-profissional como o Auckland, da Nova Zelândia, acho legal gastar algum tempo falando sobre aquilo que eu acharia ideal para o futebol mundial. Quem sou eu? Ninguém além de um apaixonado seja pelo alto garbo do esporte disputado quadrienalmente em Copas do Mundo ou anualmente em campeonatos de alto nível e por partidas entre os alternativos, os desconhecidos, os marginais. E digo. Nada é mais saudável do que a mescla entre os dois níveis.


Pra começo de conversa e desmontando a tese dos elitistas da bola que defendem um mundial entre o campeão da América do Sul e da Europa, como era nos moldes antigos, é preciso lembrar que a Copa do Mundo, disputada desde 1930, levou trinta e três anos pra ver uma seleção asiática surpreendendo o mundo quando a Coréia do Norte venceu a Itália e quase desbancou Portugal de Eusébio na Inglaterra, além disso, levou quarenta e oito anos pra ver a Argélia ser o primeiro país africano a vencer na Argentina e cinqüenta e seis pra ver o Marrocos ser a primeira equipe africana a se classificar para as oitavas de final, no México. Ou seja: com o andamento dos anos, equipes menos visadas passaram a ser surpresas e despertaram cuidados dos principais centros. Hoje, é consenso que um grupo com Costa do Marfim e Portugal não é tão barbada quanto imaginariam os corneteiros de trinta anos atrás.


Mas se isso é fato por se aplicar a seleções cujos grandes astros jogam na Europa em campeonatos competitivos e em clubes de ponta, não menos verdadeiro é que clubes de outros centros possam, com o tempo, emparedar os golias. Todo torneio que mescla a fina classe do futebol com sua arraia-miúda tem suas surpresas. Quando e quem alguém podia imaginar que a LDU, do distante e subestimado Equador, bateria o Fluminense numa final continental? Uma não, duas. Isso se deve à troca, ao aprimoramento, à melhora. E nada fortalece mais o fraco do que enfrentar o forte. No Mundial de clubes deste ano tivemos, já, uma agradável surpresa ao ver o já citado Auckland vencer o time dos Emirados Árabes. Se não é lá algo pra contar pela vida inteira, vale o mérito de bater uma equipe de xeiques endinheirados que trazem para suas canchas grandes nomes já em final de carreira. O time neozelandês, por sua vez, é composto por profissionais de outras áreas que batem sua bolinha no final da tarde em partidas que valem um campeonato nacional.


As semifinais do Mundial de clubes começarão hoje com o Pohang Steelers, da Coréia do Sul, enfrentando o Estudiantes da Argentina e se fina amanhã com o Atlante mexicano medindo forças com o Barcelona. A tendência, claro, é que os europeus e sul-americanos se classifiquem, mas o futebol é sensacional pela sempre possibilidade do improvável. Deixemos que a fórmula do Mundial seja esta para que tenhamos surpresas futuras. Mas, também, divaguemos sobre como seria o calendário perfeito para clubes e seleções. A partir de amanhã e até sexta, discorrerei melhor sobre o tema.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Agora é só esperar.



Foram sorteados os grupos da Copa de 2010. Agora, as 32 seleções sabem contra quem jogarão. Não se pode dizer que houve, exatamente, nenhuma barbada, mas em vários grupos, as forças estão muito pareadas e é difícil dar como certo os classificados. Vamos analisar cada um dos oito grupos definidos na bela cerimônia que teve a participação da ótima cantora Angelique Kidjo e da bela atriz Charlize Theron além de outros astros africanos.

Grupo A – África do Sul, México, Uruguai e França – Os donos da casa abrirão o Mundial contra o México, mas o sorteio não foi feliz para os sul-africanos. Ainda que estejam em baixa em seus continentes – o México, principal potência da Concacaf, garantiu a vaga nas últimas rodadas estando ameaçado, até de não ir à Copa e a França, na repescagem de forma irregular –, os Bleus e os mexicanos são equipes fortes e tradicionais que podem por em risco a tradicional classificação do país sede. Correndo por fora e com um time também tradicional, mas também enfraquecido, o Uruguai também pode endurecer, mas dos três adversários é o mais “fácil” de ser vencido pelos comandados de Carlos Alberto Parreira.

Grupo B – Argentina, Nigéria, Coréia do Sul e Grécia – Em condições normais, poderia-se dizer que a Argentina é franca favorita num grupo relativamente fácil. O problema é que a Argentina está longe do seu melhor futebol e assusta até o mais afincado torcedor. Figurando como segunda força do grupo, a Nigéria também não tem mais os grandes times dos anos 90, quando se cogitou, até, em vencer um Mundial. Mesmo assim, em tese, a habitué Coréia do Sul e a cascuda e retrancada Grécia não parecem desafios a altura. Se Messi e seus colegas jogarem tudo o que sabem, a Argentina vence fácil o grupo. Se não...

Grupo C – Inglaterra, EUA, Argélia e Eslovênia – Apontada como uma das favoritas ao título e com um time muito bom, a Inglaterra acha-se num grupo sem muitos problemas. O maior adversário será os Estados Unidos, que chegaram à final da Copa das Confederações engrossando a vida do Brasil. Ou seja, os ianques não têm medo de camisa. A Argélia se classificou de forma dramática contra o Egito e a Eslovênia surpreendeu o mundo batendo a Rússia na repescagem européia. Com muito esforço, podem brigar pela segunda vaga. Mais do que isso seria utopia.

Grupo D – Alemanha, Austrália, Sérvia e Gana – Um dos grupos da morte desse Mundial. A Alemanha está longe dos esquadrões que montou no passado e vem se mostrando uma equipe inconsistente em amistosos e, mesmo nas eliminatórias. É a virtual favorita. Contra ela, foram sorteadas uma emergente Austrália, que teve uma boa participação na última Copa, a depurada Sérvia, que tem grandes craques atuantes pela Europa e mundo afora e, agora, sem jogadores da ex-Iugoslávia e Montenegro e uma boa Gana, uma das melhores equipes africanas do momento. Uma das vagas é da Alemanha, a outra está em aberto.

Grupo E – Holanda, Dinamarca, Japão e Camarões – Outra favorita para o Mundial, a Holanda tem contra si a história de morrer na praia mesmo com grandes times. No entanto, a atual geração holandesa é muito pródiga em talento. A Dinamarca se classificou em primeiro lugar no seu grupo jogando Portugal para a repescagem e eliminando a Suécia de Ibrahimovic. Ou seja, não são bobos e a história mostra isso. Sempre que foram pra Copas, a Dinamarca foi bem. Camarões, por sua vez, se não tem mais os craques de outrora, conta com Eto’o, um dos atacantes mais decisivos do futebol atual, o que pode ser o suficiente ou muito pouco. Por fim, o Japão não parece assustar.

Grupo F – Itália, Paraguai, Eslováquia e Nova Zelândia – A atual campeã mundial enfrenta um momento complicado. O time é envelhecido e os novos e promissores nomes ainda não estouraram. Gente como Cigarini, o temperamental Ballotelli, que pode ser o primeiro negro a vestir a Azzurra, Iaquinta e o brasileiro Amauri, provável reforço, e outros ou ainda estão devendo ou são incógnitas. Para enfrentar o Paraguai, a atual terceira força sul-americana que pode aprontar, e a surpreendente seleção eslovaca, o outro lado da Revolução de Veludo, camisa e melhor futebol podem garantir a Itália. A Nova Zelândia comporá o grupo apenas para tentar um empate num dos seus embates ou não fazer vexame.

Grupo G – Brasil, Coréia do Norte, Costa do Marfim e Portugal – Pelo começo do sorteio, quando veio a Coréia do Norte, a torcida brasileira sonhava com um grupo fácil ao estilo Turquia, China e Costa Rica, como em 2002. Ao final dele, a composição foi bem mais dura que se imaginava. Será uma chave com muitos craques. Gente do calibre de Kaká, Luis Fabiano, Cristiano Ronaldo e Didier Drogba, que estariam em qualquer seleção dos melhores da atualidade. A Costa do Marfim vem pra mostrar que a boa atuação em 2006, quando foi eliminada mesmo complicando as vidas de Holanda e Argentina, não foi casuísmo, mas competência. Tanto que chegou à África do Sul invicta nas Eliminatórias. Portugal foi irregular o tempo todo correndo o risco de não se classificar. Resultado, classificação suada contra a Bósnia na repescagem. A segunda vaga está aberta. Por fim, os norte-coreanos voltarão pra casa com a recordação de ter enfrentado grandes nomes do futebol mundial e alguns autógrafos.

Grupo H – Espanha, Suíça, Honduras e Chile – Apontada como uma das principais favoritas ao título, a Espanha chega à África do Sul com um time muito forte, mas com a velha pecha do “joga como nunca, perde como sempre”. Num grupo como este, a Espanha só precisa se preocupar com as fases seguintes. A Suíça, que teve uma participação honrosa nas eliminatórias e na última Copa, quando alcançou as oitavas de final, tem uma boa equipe e expectativas positivas com suas seleções de jovens. Um pouco abaixo, mas com possibilidades de surpreender, está o Chile, com uma equipe esforçada e que se fia muito mais em seu técnico, o argentino Marcelo Bielsa, e na estrela do ex-palmeirense Valdivia. Honduras vem pra ser o fiel da balança e pra roubar pontos dos favoritos.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Comentariozinhos das Eliminatórias

Ontem completaram-se as trinta e duas vagas pra Copa do Mundo. Por esse motivo, não teve nenhuma postagem no blog. Estava assistindo aos jogos decisivos. Seis vagas, quatro européias, uma africana e uma centro-sul-americana foram preenchidas e sobrou emoção pro mundo inteiro.



No Sudão, Egito e Argélia disputaram a mais tensa de todas as vagas em jogo. Se o Egito conseguiu em campo forçar a partida extra contra os argelinos e, fora dele, conseguiram uma vitória política levando a “nêga” para mais próximo de si (os argelinos queriam jogar na Tunísia), a Argélia mostrou em campo viver um momento mais feliz. Apesar da pressão, da tensão e dos ataques, o time magrebiano venceu os egípcios e garantiu uma vaga na Copa vinte e quatro anos depois de sua primeira participação.


Em Montevidéu, os uruguaios deram sopa pro azar ao permitir o empate da seleção da Costa Rica, que atacou desesperadamente nos últimos minutos. Mas não houve surpresa, os uruguaios fizeram valer a tradição e despacharam a emergente seleção costarriquenha da disputa. Depois da Copa na Ásia, a África do Sul verá todos os campeões mundiais em campo, primazia que a Alemanha não teve em 2006.


Falando em campeões mundiais, França e Irlanda disputaram a partida mais emocionante da repescagem européia. Os Bleus conseguiram a proeza de perder a vantagem obtida na primeira perna, já que foram os únicos que conseguiram vencer fora de casa. Enquanto isso, o time da terra de Bono Vox jogou de forma estranha para os irlandeses buscando um segundo gol que garantisse a vaga. A prorrogação, a péssima arbitragem do juiz e La main de Dieu de Henry mancharam a classificação francesa. Mas não menos que o péssimo futebol apresentado pelo time.


A zebra correu na Eslovênia. Com uma equipe técnica, jogadores diferenciados que vêm brilhando no cenário internacional, a Rússia, a mais franca das favoritas na repescagem, perdeu a vaga para o inexpressivo time esloveno. Com o regulamento debaixo do braço e um gol em Moscou, o time da casa fez tudo o que precisava pra se garantir na África do Sul: o gol simples da vitória.


Portugal, mesmo sem Cristiano Ronaldo, venceu o bom time da Bósnia fora de casa. Os lusos não jogaram aquela partida magistral, mas deram conta do recado. A geração seguinte à Figo, João Pinto e Pauleta mostrou no conjunto seu principal elemento. A Bósnia, após o gol, não achou forças pra reagir, mas é um time pra ser melhor observado nos próximos anos.


Por fim, na partida menos interessante da série européia, a Grécia foi uma má visitante contra a Ucrânia. O time grego é botinudo, não joga bonito nem faz questão disso, não tem técnica, não tem aquele homem que desequilibre, é veterano, mas sob a batuta do alemão Otto Rehhagel ganhou uma Eurocopa de forma surpreendente contra Portugal – em Lisboa –, foi pra Euro seguinte e, agora, se classificou para uma Copa com um magro 1-0. Competência? Total, mas num pragmatismo cego e com um jogo feio de assistir, mas que alcança objetivos. Por outro lado, a Ucrânia já não é nenhuma fera que assuste. Schevchenko não é mais o goleador dos tempos de Milan e a sua geração também já passou do ponto. Hora de renovar. Pros dois times.

sábado, 14 de novembro de 2009

Haka na África

Mais uma vaga pra Copa foi definida. Jogando em casa, a Nova Zelândia bateu o Bahrein por 1-0 e se bateu o carimbo para a África do Sul. Num jogo pra lá de alternativo, os neozelandeses reverteram o aparente favoritismo dos barenitas que, por sua vez, morreram na praia pela segunda vez consecutiva. Em 2006, também numa repescagem, a ilhota do Golfo Pérsico ficou no caminho ao perder a vaga em casa para Trinidad e Tobago. Os neozelandeses vão para uma Copa após 28 anos e pode proporcionar ao torcedor sul-africano um possível grupo cheio de clássicos noutro esporte popular no país, o rúgbi. Imagine, pois um grupo entre África do Sul como cabeça de chave mais Austrália (classificada pela Ásia ainda que fique na Oceania), Nova Zelândia e Irlanda, caso esta se classifique batendo a França na repescagem européia. Difícil além de ser um grupo pouco interessante. Pelo menos, para os All Whites, como são conhecidos os neozelandeses, é uma chance para tentar incentivar o futebol, esporte que não causa furor naquele país.



segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Palpites das repescagens

Foram definidos os jogos da repescagem européia. Nela serão definidas as quatro vagas restantes do continente europeu. As partidas têm interesse já que envolvem a França, vice-campeã mundial e potências emergentes como Portugal e Rússia. Boa hora pra alguns palpites para esses jogos como a repescagem centro-sul-americana envolvendo Uruguai e Costa Rica e a partida final entre Bahrein e Nova Zelândia.


França x Irlanda – Uma França conturbada e sem identidade enfrenta uma boa Irlanda, mas que não tem qualquer vocação para o ataque. Do lado dos Bleus, que terminaram atrás da Sérvia, a lacuna deixada por Zidane como craque, como referência e mesmo como líder não foi preenchida. Benzema ainda está verde assim como Nasri. Os outros jogadores não parecem ser aqueles que chamam a responsabilidade pra si para desequilibrar. A Irlanda ficou atrás da Itália e terminou o grupo invicta. Quatro vitórias e seis empates. Pouco. Apesar dos problemas, a França é favorita.


Portugal x Bósnia – Embate interessante que envolve uma seleção portuguesa com bons talentos individuais, mas longe daquela que brilhou na Copa de 2006, e uma Bósnia com jogadores de destaque em seus times. Portugal vacilou demais no seu grupo relativamente fácil empatando com Albânia e Suécia, perdendo pra Dinamarca. Por outro lado, a Bósnia ficou atrás da ótima Espanha superando a tradicional Bélgica e a cascuda Turquia. Se Portugal tem Cristiano Ronaldo, que não é na seleção o craque dos clubes, a atual geração de jogadores bósnios é muito boa. Gente como Dzerko, Misimovic e Ibisevic são destaques em seus clubes e tem feito chover. Se Portugal acertar os ponteiros leva, mas a Bósnia vai ser adversário cascudo.


Grécia x Ucrânia – A Grécia chega à repescagem com o título de 2004 na Eurocopa. Não quer dizer muita coisa, uma vez que o time desde lá mudou pouco. Um time truncado e fortemente defensivo enfrenta uma Ucrânia que fez bom papel na última copa. O problema é que o motor daquele time, Schevchenko, não encontra seus grandes momentos desde então. Em três anos, perambulou por Chelsea, Milan e voltou ao Dínamo de Kiev sem nenhum destaque. É uma partida nivelada, mas difícil pensar que, Scheva, mesmo longe do ideal, não supere Seitaridis e seus colegas ou o ótimo goleiro Nikodopoulos.


Rússia x Eslovênia – Se tem um jogo com franco favorito é este. O time da Rússia vem mostrando uma ascendente impressionante. Uma jovem geração comandada pelo excepcional Arshavin perdeu a classificação garantida na última rodada em casa num jogaço contra a Alemanha, o que não é vergonha nenhuma. A surpreendente Eslovênia, que deixou a envilecida seleção tcheca fora da Copa, não parece ser um desafio intransponível.


Uruguai x Costa Rica – Na disputa entre o quinto sul-americano e o quarto colocado das Américas do Norte e Central, o time uruguaio parece ser favorito embora as eliminações de ambos fossem parecidas, gol nos momentos finais. O time costarriquenho deu uma arrefecida na boa geração que o levou a duas copas seguidas. O motivador René Simões, expulso em sua estréia contra os EUA, não comandará o time na primeira perna. Por outro lado, o Uruguai vem sendo habituée em repescagens. Participou das últimas duas contra a Austrália, ganhando em 2002 e perdendo em 2006. Um jogo igual que a camisa celeste pode pesar pro lado uruguaio.


Nova Zelândia x Bahrein – O segundo jogo da decisão entre o time asiático e o campeão da Oceania promete ser o menos interessante e mais alternativo de todos. O primeiro, no Bahrein, terminou em 0-0. Isso dá a vantagem do empate com gols ao time barenita. Um por um, ambos times se equivalem. Ser o primeiro lugar da Oceania não é exatamente um mérito. O Bahrein, com a vantagem e um pouco mais de malandragem no futebol, é favorito.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Comentariozinhos das Eliminatórias

Com as eliminatórias chegando ao fim, já temos quase metade dos times classificados para a Copa de 2010. Algumas surpresas despontaram como a Coréia do Norte, como já falamos aqui, e muitas manjadas como Inglaterra, Holanda e, claro, Brasil. Mas a rodada desse meio de semana deixou muita coisa definida e um outro tanto de situações rascunhadas. Para o bom e para o mau.


Portugal e França estão em situações de risco. A França está mais segura na vaga de repescagem de seu grupo, mas vem mostrando futebol indigno, inclusive, disso. O empate com a Sérvia, virtual classificada no grupo, mostrou que os Bleus carecem urgentemente de uma zaga sólida, um meio campo mais criativo e um Henry mais inspirado.


Do outro lado, Portugal vence a Hungria, mas não convence. Sua torcida já tem como possível a desclassificação da turma de Cristiano Ronaldo e seus colegas. Ronaldo, que – bem se diga – não mostra com a camisola encarnada um pentelhésimo do que joga no clube. O que salvou a nau lusitana foram os brasileiros naturalizados. Liédson e Pepe fizeram os gols dessa jornada.


Situação parecida num aspecto amplo, o risco da Copa, mas muito pior num olhar mais restrito enfrenta a Argentina. Mais duas derrotas para a conta do grande jogador e péssimo técnico Maradona empurraram os hermanos lá pra trás. Terá dois jogos que precisa vencer. Um mais fácil, Peru, e outro encardido com o Uruguai, que tem as mesmas chances pra ir pra Copa. Ou seja, o Centenário vai tremer.


Espanha, Holanda e Inglaterra conseguiram suas vagas como era esperado. Alemanha e Itália estão quase lá. Os grandes times europeus estão fazendo bem o dever de casa. Se isso vai significar uma Copa bem sucedida é difícil responder. As camisas são fortes, mas, especificamente, Holanda e Espanha não se mediram frente a desafiantes exigentes.

Na Europa, as vagas atrás da repescagem também estão bem ranhidas. Rússia, Irlanda e Bósnia estão bem encaminhadas. Israel, Irlanda do Norte, Eslovênia, Grécia e Letônia ainda lutam. A Copa pode ter boas surpresas e algumas possíveis estréias. Pro futebol, isso é excelente.


Enquanto isso, na África, Camarões, que estava longe da sua vaga, bateu o Gabão, líder do grupo, e tomou a liderança. Ainda há duas rodadas para definir as vagas no continente, e, fora a anfitriã, só Gana conseguiu carimbar seu passaporte para a África do Sul. Gabão ainda tem chances assim como Nigéria e Egito que lutam pela posição contra Tunísia e Argélia respectivamente.


Pra encerrar, e pra desmentir a previsão feita por este blogue, a surpresa da rodada foi a eliminação da Arábia Saudita, participante assídua nos últimos quatro mundiais, pelo Bahrein na decisão pela vaga contra a repescagem contra a Nova Zelândia. Chance dos barenitas irem pra sua primeira copa. Na última, foram eliminados numa repescagem contra Trinidad e Tobago.


quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Palpites das Eliminatórias

Hoje tem rodada das Eliminatórias Sul-Americanas. Com o Brasil já garantido, restam ainda mais três vagas e uma a ser decidida numa repescagem contra o quarto lugar da América Do Norte, Central e Caribe. Dá pra fazermos alguns palpites já que a rodada que vem é decisiva.


Bolívia x Equador – A Bolívia não tem mais qualquer pretensão no torneio. Está numa das últimas colocações e será lembrada pelo chocolate de seis que deu na Argentina jogando em La Paz. Hoje, o time recebe o Equador, que ainda luta, pelo menos, pela repescagem. O fator altitude não assusta os equatorianos, que estão há alguns metros abaixo e entendem do riscado. Uma vitória dos visitantes não é absurda.


Uruguai x Colômbia – O Uruguai estava na briga por uma das quatro vagas garantidas para a Copa até perder pro Peru fora de casa na maior zebra da rodada. Em Montevidéu recebe os colombianos, que estão na quinta posição e são adversários diretos. A instabilidade que vivem as duas equipes impede de fazer qualquer prognóstico, mas a camisa e o fator casa, aparentemente, favorecem os uruguaios.


Paraguai x Argentina – Esse jogo atrai todas as atenções da rodada. Se o Paraguai ganhar, garante vaga pra Copa e deixa a Argentina numa situação delicadíssima. E a situação pré-jogo é a seguinte: O Paraguai é franco favorito por jogar em casa e viver um momento melhor. A Argentina vem de uma derrota para o Brasil, o técnico Maradona está num momento adverso e o time está em frangalhos. Uma vitória contra os paraguaios coloca o time na briga. Por isso, qualquer outro resultado significa fracasso.


Brasil x Chile – O Brasil vem em clima de festa pra Salvador com a classificação garantida em cima da Argentina e metade do time titular já dispensado. O Chile viaja com sua força máxima e pode se classificar pra Copa caso ganhe do Brasil. Mesmo com um time desfigurado, o Brasil é favorito, mas o Chile está quase lá.


Venezuela x Peru – Matematicamente, a seleção viñotinto Venezuelana tem chances de chegar à África do Sul. Com dezoito pontos, se ganhar, chega a 21 e pode brigar por repescagem e, até, pela quarta vaga. A partida contra o Peru, lanterna do torneio, é ideal pra isso. No entanto, os peruanos vêm embalados com a surpreendente vitória sobre o Uruguai. Surpresa que pode se repetir a julgar pelo jeitão instável dos venezuelanos e sua já sabida posição de saco de pancadas do continente. Mas se há a chance de mudar esse cenário é hoje.

domingo, 6 de setembro de 2009

Fácil, pero no mucho!

Como escrevi ontem, pra se classificar um jogo entre Brasil e Argentina como barbada é preciso que ele acabe. Nunca antes. Muito bem, o jogo acabou e a palavra pra definir a partida de ontem é “fácil”. Fácil, não ainda uma barbada. Por quê?


Porque o time da Argentina, a despeito de uma zaga medíocre, de um futebol talentoso ainda que inoperante e de um técnico absolutamente ignorante do riscado, dentro de suas possibilidades e enquanto houve esperança, os portenhos estiveram ao mesmo nível dos brasileiros. Tomaram a iniciativa da partida, atacaram com alguma eficiência, mas se desestabilizaram diante do primeiro gol. Ou seja, o time tem alguma qualidade, mas não a ponto de fazer diferença. Nem mesmo Messi, a quem teci elogios e de quem os argentinos esperam aquela magia do Barcelona, conseguiu fazer uma partida ao esperado. Tevez é outro que, simplesmente, não comparece como se espera. De resto, a Argentina é uma seleção medíocre. Verón é ídolo porque tem raça e porque procura chamar pra si a responsabilidade. Mas gente como Zanetti sobra nesse time. Falta renovação na Argentina. E renovação de qualidade.


E o Brasil? O time foi muito bem, bateu a Argentina com méritos próprios. Kaká jogou bem e mostra ser uma peça fundamental no time. Luís Fabiano é artilheiro e não há ninguém que lhe substitua com tamanho acerto. A zaga está absolutamente perfeita. Nunca uma dupla inspirou tanta confiança à torcida como Lúcio e Luizão que, alem de guardar a meta ainda oferece perigo ao adversário. Júlio César vem sendo a terceira peça de segurança. Por outro lado, e critico de novo, não entendo o que o Robinho ainda faz em campo. Qual a finalidade prática dele? Com a bola, ele não cria, quer resolver sozinho quando tudo está contra e quando tem a chance e tem uma bola boa erra. Fora isso, a insistência em ser malandro atrapalha. Mas ele deve ter algum ás na manga que convence o Dunga, mas não o técnico do Manchester City, que quer se livrar dele.


O que conta agora é que o Brasil se classificou pra Copa. Franco favorito? Não, mas se o time se mantiver azeitado e com essa pegada, será difícil segurar. Sem pachequices, mas vejo o Brasil como – se não melhor time – o mais completo.

sábado, 5 de setembro de 2009

Plantão - Terminou na Dinamarca

Liédson entrou e fez um gol empatando pra Portugal e o jogo terminou empatado em 1-1 em Copenhague. Portugal ganhou um ponto, mas a Suécia bateu a Hungria em seu jogo e ultrapassou Portugal. Estava em terceiro, agora está em quarto. Situação desesperadora pros lados das Ocidentais Praias Lusitanas.

Hoje tem crássico!

Hoje tem Brasil e Argentina em Rosário. E a situação faz desse jogo algo particularmente interessante. Primeiro porque se o Brasil ganhar, a Argentina fica numa situação delicada no que tange à sua classificação para o Mundial. Mais que isso, a Argentina poderá transformar Maradona, seu maior ídolo, num vilão imperdoável caso não chegue à África do Sul. Ou seja, a Argentina precisa ganhar ou vencer. Na pior das hipóteses, deve bater o Brasil. E para trazer a situação a seu favor, Maradona levou a partida de Buenos Aires para Rosário num estádio acanhado, um verdadeiro caldeirão. Tudo isso porque, mesmo com as bravatas, ele sabe (e Maradona pode ser maluco, mas não é burro) que nas atuais circunstâncias, sua seleção é inferior à brasileira.


Do lado de cada fronteira, há quem diga que o jogo contra a Argentina, por conta das bravatas, do time, das providências tome a partida como uma barbada. Ledo engano. Simplesmente porque jogo contra a Argentina NUNCA é uma barbada. Como disse um amigo, jogo fácil com a Argentina só pode ser considerado assim no final. Antes nunca. Por quê? Porque a Argentina, mesmo capenga, com time fraco, em dificuldades (e, principalmente assim) ou posto em questão sempre é a Argentina. E é bom que se diga: os hermanos podem não ter um timaço, mas tem jogadores diferenciais,


Na verdade, os grandes diferenciais a favor do Brasil hoje atendem pelo nome de Kaká e Júlio César. Este porque já salvou o time de goleadas certas e aquele porque é dele que pode vir um lampejo de criatividade que salva da mediocridade. Não se olvide também o oportunismo de Luís Fabiano, artilheiro em que a camisa amarela caiu muito bem. Mas do outro lado, Messi atravessa um grande momento e Tevez é um homem que, quando quer, saber ser decisivo. Além deles, Agüero cresce dia a dia, dentro da seleção, inclusive. Alguém pode dizer que Messi não joga na seleção o futebol de Barcelona. Kaká também, não.


O que vale dizer é que estamos falando do maior clássico do futebol sul-americano, uma das rivalidades futebolísticas mais acentuadas do mundo e que nunca é fácil pra qualquer um dos lados. A certeza é que hoje teremos um jogo muito bom e que valerá ser assistido. Se em Rosário, Buenos Aires ou onde for, isso não pode intimidar nenhuma das seleções. E Maradona, dele fica a certeza que ele foi mais um ato de desespero da cartolagem argentina do que uma solução equacionada. Pena pelos argentinos, pena por Maradona, que perde aos poucos a admiração que amealhou.

Plantão das Eliminatórias da Europa

Em Copenhage, a Dinamarca bate Portugal por 1-0. A turma de Cristiano Ronaldo corre sério risco de não ir pra Copa. A notícia boa é que o Liédson, aquele que jogou por Flamengo e Corinthians, e se naturalizou português estreou. Mas a situação dos Tugas é calamitosa.

domingo, 28 de junho de 2009

Copa das Confederações - balanço final

Acabou a Copa das Confederações. Hoje tivemos a final e a decisão de terceiro lugar. Dois jogões que coroaram o bom torneio e seu sucesso. Ok, a África do Sul teve problemas estruturais, estádios que ficariam vazios não fosse a distribuição de ingressos pela FIFA (e exigir que os sul-africanos comprem ingressos a cem dólares é maldade) e a polêmica acerca das vuvuzelas. Existem certos fatores que não serão resolvidos até a copa porque estão numa base que não se acerta em um ano, mas de resto, a Copa foi excelente. E os jogos foram prova disso.

A decisão de terceiro lugar foi um consolo pro time espanhol que chegou à África do Sul com status de franca favorita e tropeçou nas próprias pernas perdendo uma classificação fácil. E por pouco, também, não perde o terceiro lugar para uma África do Sul entusiasmada com um gol. Conseguiu manter a cabeça no lugar, marcar dois gols e, na prorrogação, selar o favoritismo conseguindo o esperado dentro da situação inesperada. Por outro lado, se é verdade a história dos vencedores morais do Claudio Coutinho, o desse jogo deveria ser a África do Sul, que jogou muito bem, mas perdeu pra sua inexperiência.

A final entre Brasil e EUA pode ser resumida numa palavra: Superação. Primeiro, a superação ianque que fez um primeiro tempo muito bom abrindo dois gols de vantagens jogando nos erros da seleção brasileira. Depois, a superação brasileira que correu atrás de uma vantagem na adversidade. E aí é que se conhece os craques. Nessa hora em que Kaká até tenta vibrar e Robinho se mantém apático surge um Luis Fabiano fazendo dois gols. Aparece um Lúcio soberano na defesa adversária. É essa superação que se espera na Copa ano que vem. A avant-premiére foi sensacional. Ano que vem tem mais.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Lo de siempre

E a Espanha perde sua invencibilidade de 35 jogos avalizada por 15 vitórias seguidas para os EUA. Certamente, muita gente hoje quebrou a banca. Mas quem perdeu?

Primeiro vale a constatação. Sim, o time espanhol um por um é melhor que seu adversário em todas as posições. Casillas é um dos melhores goleiros do mundo enquanto Howard é um bom goleiro. Donovan, por melhor que seja, não é melhor que Fernando Torres. O que teria acontecido? Segundo, como isso pôde acontecer?

Aconteceu que o time da Espanha se fiou demais no seu retrospecto infalível, mas esqueceu de consultar a sua história falibilíssima. Não é de hoje que a Espanha sempre reúne uma boa quantidade de craques, faz campanhas convincentes pra falhar quando mais se espera. Se tem qualidade, falta, ainda, à Espanha a bendita tradição, aquele detalhinho que faz brilhar o manto, que faz resgatar um Maradona em fim de carreira e lhe dá o poder de fazer jogadas inimagináveis ou que faz um Brasil desacreditado e medíocre pressionar tanto a ponto de um Baggio mandar a bola pra estratosfera. É a tal mentalidade de time pequeno que assola todos os ratos quando enfrentam leões.

Os EUA não têm um time bom. Seus jogadores são previsíveis, mecanizados e nenhuma malícia. Compensam isso com uma obediência tática e um vigor físico incrível. Pra completar, contam com Donovan, que é um jogador diferenciado e antevê jogadas. A Espanha também tem isso. Só não funcionou hoje. Ainda há um ano para a Copa. Qualidade sobra para os espanhóis. Resta crer neles mesmos. E deixa o lo de siempre para trás definitivamente.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Entre mortos e feridos na África do Sul...

Ontem por motivos particulares, pouco pude cuidar do blogue. Assisti à última rodada da Copa das Confederações e posso fazer hoje uma análise do que aconteceu. Surpreendente, sim, mas a competência esteve apenas ao lado dos líderes.

No grupo A, a Espanha, como era previsto, sobrou diante dos adversários. Surpresa alguma que ela seria líder. A segunda colocação para a África do Sul lhe caiu no colo. Um time que até tem jogadores de boa técnica, mas fracos nos fundamentos contou com o insucesso de um Iraque excessivamente defensivo e sem nenhum traquejo em competições internacionais. Se tivesse, o time do Oriente Médio bateria sem dificuldades a Nova Zelândia com os gols necessários (um, dois) e faria história mais uma vez. Como não conseguiu, garantiu a alegria do técnico neozelandês ao conseguir um ponto solitário depois de duas derrotas. O emprego de Joel Santana está assegurado por mais algum tempo.

No Grupo B, a sorte foi muito mais feliz. Depois de um começo patinado, o Brasil evoluiu durante a competição. Dunga pode ser um soldado raso elevado a general assim que pôs os pés no quartel, mas três de seleção e o handcap vitorioso provaram que ele é, sim competente pra desgosto da imprensa, que tanto o quer derrubar (este blogueiro mesmo já fez séria críticas ao gauchão). A primeira colocação com nove pontos e duas vitórias pra lá de convincentes enriqueceram seu currículo. Quanto aos adversários, decepção italiana e frustração egípcia. A azzurra precisa urgente de renovação. Lippi é uma espécie de Parreira italiano, o retranqueiro que ganhou uma copa num lance feliz, mas menos por méritos seus. O Egito foi da glória à vergonha em noventa minutos. Um time que bate categoricamente a Itália não pode perder pros Estados Unidos. Felizes dos ianques que tiveram que remarcar a volta graças à incompetência dos favoritos. Pelo menos, salvo grandes surpresas, a final entre Brasil e Espanha está garantida.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Comentariozinhos da segunda rodada

Hoje teve a segunda rodada do grupo A na Copa das Confederações. Os jogos merecem alguns comentariozinhos:

Espanha e Iraque fizeram um bom jogo. Sim, o time da Espanha é muito bom, tem um ataque fulminante e muita categoria. Mas não se deve olvidar que o time iraquiano tem suas qualidades e jogou para perder de pouco ou, nas melhor das hipóteses, empatar. Graças ao bom goleiro Kassid e ao poder de marcação incansável dos comandados de Bora Milutinovic, a primeira hipótese se tornou fato. Num grupo onde a Espanha sobra, o Iraque vem se revelando a segunda melhor equipe.


No clássico entre África do Sul e Nova Zelândia, os sul-africanos confirmaram o melhor momento e bateram os rivais. Eis um lance da partida.

Perdão. Esse jogo entre África do Sul e Nova Zelândia remete ao rúgbi, outro esporte no qual ambas realizam, de fato, um clássico e são forças reais sendo a África do Sul atual campeã mundial. Agora vai certo.

Voltando à partida de hoje, vimos uma partida com os sul-africanos esbanjando vontade e iniciativa contra uma equipe apática, covarde e sem qualquer qualidade técnica que é a Nova Zelândia. Não era surpresa que os campeões da Oceania entraram no torneio pra perder de pouco. Por hoje, o objetivo dos neozelandeses foi alcançado menos por competência própria, mas por tremenda falta de pontaria dos anfitriões. O grupo A terminará tendo a Nova Zelândia como o fator que decidirá um segundo colocado. Para se classificar, basta que o Iraque vença o time da Oceania por pelo menos três gols de diferença e torcer por uma derrota polpuda da África do Sul. Não se crê que a África do Sul seja páreo para a Espanha uma vez que tem uma defesa bem mais desorganizada que a iraquiana. Por outro lado, para os sul-africanos se classificarem, um empate basta. Mas uma goleada iraquiana frente à Nova Zelândia parece mais lógica que um empate entre África do Sul e Espanha.

Zebra coreana (e atômica)


Foi definido hoje o último classificado do continente asiático para a Copa do Mundo do ano que vem. Será a Coréia do Norte, que hoje segurou um empate sem gols contra a Arábia Saudita na casa do adversário e vai para uma Copa após 43 anos. Com a classificação do time de Kim Jong-Il, as vagas asiáticas diretas estão todas definidas. Estarão na África do Sul Japão, Austrália, Coréia do Sul e Coréia do Norte. Um quinto asiático pode estar na Copa. Essa vaga será disputada numa repescagem entre Arábia Saudita e Bahrein e o vencedor deste jogo enfrenta a Nova Zelândia, o classificado da Oceania.

Este blogue aposta que a Arábia Saudita baterá seu vizinho e, também, os neozelandeses, que se mostraram uma equipe muito fraca. A decepção fica com o Irã, que com um bom time, mostrou empáfia demais e futebol de menos e terminou fora da zona de classificação. Agora o Ahmadinejad cai de vez. E os norte-coreanos enfrentam os EUA na África do Sul. E ganham.