O dia de ontem foi marcado por despedidas no SBT. Tristeza geral. Silvio Santos dispensou toda a equipe de pegadinhas do seu programa dos domingos.
Nem o veterano Ivo Holanda escapou da lista de cortes. E vida que segue.
Comentário – Típico do tio Silvio, que hoje dirige o SBT com mão de ferro e cabeça de vento. Mas há ainda uma esperança. Imagino a cena do Ivo Holanda indo acertar seus direitos com o Patrão e, do nada, ele tirar a máscara de Silvio e ser... O Ivo Holanda!
Olha pra lá! Você acabou de participar do Topa Tudo Por Dinheiro, ôôôeeee!
Se tem um seriado que marcou minha infância foi o Chaves, do qual me tornei fã quando conheci aos dez anos de idade Na época, ainda não pegava o SBT em Prudente e eu assistia na casa de um tio que tinha antena parabólica. Em 1992, se não me engano, quando a TVi chegou para retransmitir a emissora do senhor Abravanel, passei a assistir os episódios regularmente até os meus 25, 26 anos. Diferente dos Simpsons (ok, nem tão diferente assim), os episódios eram rigorosamente os mesmos. Hoje, devido à grade nada maleável, não assisto como antes, sei de cor quase todos o seriado. E se eu assistir algum episódio, mesmo já sabendo o que vai rolar, rio como se fosse a primeira vez.
Essa introdução mostra que eu sou apenas mais um numa multidão de malucos fãs do Chaves que estiveram no II Festival da Boa Vizinhança que aconteceu em São Paulo e teve cobertura do Programa Pânico. O evento mostra que Chaves transcendeu a admiração de fãs e alcançou o nível de adoração comparável a filmes como Star Wars e Jornada nas Estrelas. O plus desse ano foi a participação dos atores Carlos Villagrán, que interpretava o Kiko, e Edgar Vivar, que dava vida ao Sr. Barriga e Nhonho. Em 2008, Vesgo e Silvio entrevistaram Villagrán e lhe deram de presente uma bola quadrada, que não escondeu a alegria com o presente. Dessa vez, eles deram um presente ao Sr. Barriga, que ficou visivelmente emocionado.
Creio que se, jogado a juros, esse cheque renderia uma grana violenta. Já fez as contas? Eram catorze meses NAQUELA ÉPOCA!
Uma coisa que eu gosto de ver no futebol é alegria, diversão e algo que eu adoro em ver nas pessoas é bom humor. Talvez por isso, essa matéria do Pânico com o corintianíssimo Alfinete com a molecada do Santos foi tai divertida.
Gravações feitas por vídeoconferência no ano passado e entregue ao Ministério Público de São Paulo, mostra o bispo da Igreja Universal, Romualdo Panceiro, ensinado a outros bispos da cúpula da igreja a pedir o dízimo dos fiéis, durante a crise econômica mundial. "Se você não der o seu dinheiro para a Igreja o espírito da crise o leva", diz Romualdo durante a palestra.
A reportagem foi publicada nesta terça-feira pelo jornal "Folha de S. Paulo". De acordo com a publicação, Romualdo é considerado o sucessor do bispo Edir Macedo, líder máximo da Universal. Em outra parte do vídeo, ele afirma que o problema, para eles, não são os bandidos, e sim a polícia, depois de relatar um assalto a um carro-forte que carregava R$ 52 mil da igreja. "Se fossem bandidos eles teriam matado os seguranças. Polícia não mata polícia", comenta com os demais.
Comentário – Estamos voltando a uma segunda guerra santa entre religiões e TVs. A primeira, em 1995, que teve minissérie achincalhando a Universal e forte represália da Record contra a Globo. No fim, ficou elas por elas. Mas quinze anos depois, o cenário é diferente, pelo menos no campo midiático. A Record cresceu na popularidade e se tornou uma emissora mais pragmática e mais maleável quanto a religiosismos. A cobertura da visita do Papa Bento XVI mostra isso. A Globo, ainda que seja líder em audiência, vem perdendo terreno para outras emissoras como para a TV fechada, mais acessível e mudou pouco.
O que isso tem, de fato com a questão levantada? Aparentemente nada, mas o estopim do conflito entre a Globo e a Record também foi um vídeo exibido pela Globo com o mesmo conteúdo, mas protagonizado pelo dono da rival, o Bispo Edir Macedo.
Sobre a idoneidade da IURD, ela é tão viciada quanto a Igreja Católica ou qualquer outra denominação religiosa. Existem bons e maus pastores como existem bons padres e padres pedófilos. Se esse pasot é imbecil a se deixar filmar ensinando suas “técnicas” ou a permitir que isso vaze, a IURD que cuide desse cordeiro desviado. Na verdade, todos os religiosos escroques, independente do que professam, são iguais,
Acabo de ler que a participação do ex-ator e assassino Guilherme de Pádua no programa do Ratinho deu alto índices de audiência e que terminou com discussão entre os dois. De boa, taí um programa que eu não assistira de forma alguma.
Primeiro porque, apesar da comoção artificial que se fez por conta do assassinato da aspirante a atriz Daniela Perez, filha de Glória Perez – muita gente morre de forma mais violenta e mais fria que ela e ninguém fala nada -, Guilherme é um assassino que usou do tempo para jogar com a Lei. E como tal, é um absurdo que se dê cartaz a esse tipo de gente num programa de televisão. Segundo porque quem teria essa desfaçatez senão o Ratinho, famoso por sua avidez por ibopes inversamente proporcionais à qualidade de seus programas.
É um encontro deveras descartável. Guilherme, um ator sem futuro mais famoso por um crime do que por suas atuações e Ratinho, abjeção que a mídia brasileira criou e incensou enchendo os bolsos de dinheiro, são pessoas indignas de maiores comentários. Infelizmente, graças ao segundo, essa presepada foi ao ar e fez sucesso. Num país que assiste Big Brother pra escolher um neonazista como vencedor, dar ibope para um assassino e um apresentador sem conteúdo é apenas um algo a mais.
Ratinho tenta passar credibilidade e vem há tempos mostrar que é capaz de fazer um programa pra família brasileira, mas todas as suas tentativas restam infrutíferas uma vez que é rato não haver apelação, escrotice e teatro de baixa em suas aparições. Como essa entrevista, como essa discussão. Infelizmente, é isso que o Brasil gosta: Baixaria e falta completa de qualidade, mas se vier revestida de opinião e de demagogia, a platéia agradece.
Interessante a matéria que rolou no CQC ontem. O Congresso Nacional anda numa baixa com o povo e a boa repórter Monica Iozzi foi averiguar isso in loco. As entrevistas dão conta e explicam bem porque o Congresso é impopular. Parece que eles fazem questão de manter a fama.
Senador Wellington Monteiro, do PMDB de Minas e Ronaldo Caiado do Dem (de que partido mais seria?) de Goiás mostram porque o político brasileiro é tão detestado. Além de incompetente e de corrupto, no caso do latifundiário pistoleiro da UDR, nossos parlamentares, Além de não assumirem a incapacidade, jogam a culpa nos outros. E ainda fazem questão de ofender seus eleitores.
Abre o olho, povo! Vamos limpar o Congresso dessa gentalha elitista e nojenta.
Dourado ganhou o BBB. Se alguém tinha dúvida disso ou era ingênuo demais acreditando mesmo que quem decide os rumos do programa é o telespectador, que, sim, mete sua colher no negócio, mas sem poder de decidir, ou é muito inconseqüente. De qualquer forma, a vitória desse troglodita só fez me dar mais razão e explica, de novo, porque eu não assisto esse programa. Pelo simples motivo que, para ganhar o BBB não precisa ter talento, basta ser minimamente idiota, bancar o falso ingênuo e/ou ser extremamente desonesto.
Acompanhei os três primeiros programas apenas. No primeiro, ganha o tal de Kleber, um sujeito feito de músculos no corpo e vento na cabeça, de alguma simpatia, mas sem nada a oferecer. No segundo, ganha um cowboy, o que dispensa qualquer explicação maior sobre inteligência, talento e cultura. No terceiro, ganha um playboyzinho encrenqueiro, de ficha corrida na polícia por brigas. Ou seja, idoneidade e caráter são coisas totalmente inúteis se se quer ganhar esse programa. Foi quando deixei de assistir.
O que veio depois não mudou muito. Noutras edições ganharam duas pessoas simples, do povo, gente de verdade, mas aí vem a ordem de cima. Gente “não televisionável” não participa mais. Noutra, quando ganhou um professor universitário, com alguma cultura, porém homossexual, houve tremenda reclamação. Ele usou do fato de ser gay pra ganhar, ganhou graças a sua “categoria”, usou o programa pra levantar bandeiras. Não houve a aclamação de outrora.
Esses críticos devem ter tido um prazer quase orgástico ontem à noite quando seu herói ganhou um milhão e meio. O tal Dourado é tudo o que eles sonham de uma pessoa e esperam de um cidadão. Anacrônico, machista, homofóbico, descerebrado, ardiloso, mau caráter, resolve tudo na porrada e, pior, simpático ao nazismo. Mas a suástica dele remete ao budismo. Tá bom...
Houve quem relegasse isso tudo sublinhando sua honestidade. “Ele é tudo isso, mas ele não esconde de ninguém que o é”. Perfeito. Hitler também nunca escondeu que odiava os judeus. Coloquemos um de seus seguidores no poder. Um homem totalmente mal intencionado e desumano, mas verdadeiro e sincero. Oras... Sinceridade nesse caso é pra ser combatida. Ele é tudo isso? Então será o tipo de pessoa que combateremos. Não queremos outros Dourados no mundo. Ou não deveríamos querer.
Infelizmente, a Globo, essa emissora que preza pela diversidade e combate o preconceito, escolheu pra vencedor um brutamontes que queria bater numa mulher e odeia homossexuais. É quase a mesma coisa. Se houve votação pró, foi porque ela induziu a isso. Mas... Esse é o país em que vivemos. Dourados ficam milionários da noite pro dia, Anas Marias Bragas e Pedros Biais são considerados intelectuais e formadores de opinião, Ivetes são ídolas da música, funks são letras e Sarneys são eleitos. Querer evoluir para um lugar, realmente, sem preconceitos e simpático à diversidade é fazer papel de otário. Que exemplos damos e que exemplos temos. E depois todos reclamam. Mas ninguém olha pra mudar o próprio umbigo. Triste.
Ótimo esse texto que saiu na UOL escrito pelo Mauricio Stycer:
Globo se desculpa pelos seus “heróis”
“Por ser um programa sem roteiro”, disse Pedro Bial, os candidatos “às vezes fazem afirmações impensadas”. Que tipo de afirmação, Bial? O apresentador não disse, mas observou: “Não representam a posição da Globo”. Em relação ao quê, Bial? O apresentador não ousou dizer o nome, mas deu uma pista: a programação da emissora é orientada pelo “respeito à diversidade e a repulsa ao preconceito”.
Nunca na história de um programa de entretenimento, a Globo se viu obrigada a dirigir-se ao público de forma tão defensiva, pedindo desculpas pela insensatez dos “heróis” de Bial e Boninho. Teria ficado melhor na voz de William Bonner, mas o Chacrinha do BBB saiu-se bem, imprimindo um tom sério e grave ao “editorial” da empresa.
Para confundir ainda mais a cabeça do público, a dançarina Lia, assim que deixou o jogo, foi convidada por Bial a dizer o que ela mais desejava no momento: “Desejo que as pessoas vejam o BBB como a vida como ela é”. Boninho deve ter pulado da cadeira neste momento – afinal, o reality show global é apenas e exclusivamente um jogo, destinado a entreter o público e faturar.
Surpreendentemente, nesta reta final, nem como jogo o BBB está ficando de pé. Não vou me estender sobre a correria exibida nos últimos sete dias, dando a impressão que o objetivo é encerrar a brincadeira o quanto antes. Para muita gente é até um bálsamo saber que o fim está próximo.
Mas e o cuidado com a edição de coisas básicas? Num paredão entre Lia e Fernanda, Mr. Edição não mostrou uma única cena da conturbada relação das duas nestes 76 dias. Não seria interessante acompanhar esta historinha, marcada por alianças, depois desconfianças e, por fim, um ciúme violento de Lia? Não ajudaria o público a compreender o que estava em jogo na votação deste domingo?
A eliminação de Lia permitiu a Bial exercitar o sentimento que ele diz ser o mais importante em seu trabalho no BBB: a compaixão. Foi, de fato, comovente ver o apresentador consolando a dançarina, logo depois de termos ouvido Lia dizer que era uma pessoa muito solitária antes de entrar na casa e não é mais, depois de conhecer Cadu e Dourado. A vida como ela é...
Comentário – Eu fico impressionado em ver como esse dublê de jornalista e arremedo de poeta chamado Pedro Bial consegue ser ao mesmo tempo tão lambe-saco, tão cínico e tão mentiroso. Então a programação da emissora é orientada pelo respeito á diversidade e a repulsa ao preconceito? Deve ser esse mesmo respeito que estereotipa homossexuais na Zorra Total e no Casseta e Planeta e deve ser essa repulsa que impede que a Globo exiba um romance homoafetivo sério em suas novelas sem cair pro lado do escracho e da estranheza. Claro, afinal a família brasileira manda que casais são compostos por homens, mulheres e filhos como em todo comercial de margarina.
O que me alegra nessa patuscada toda, além de saber que finalmente essa josta está acabando, é ver que, apesar dos babacas que assistem a isso e batem palma, há quem se indigne com isso tudo, gente que tenha achado legal o programa tenha abarcado três homoafetivos mesmo que tudo tenha se mostrado um tremendo erro de cálculo, que é o que a Globo tenta mascarar, mas não consegue.
Não acompanhei o BBB, mas desde quando eu soube por outras fontes (porque infelizmente, de janeiro a março, esse país não fala de outra coisa que não isso, até naquilo que você se apraz) que haveria dois participantes “repescados” de outras edições, uma abelhinha me disse que um deles seria o vencedor. Parece que a moça repescada saiu na primeira roda. O outro continuou e deu margem a toda a polêmica que se seguiu.
Quanto ao Pedro Bial, seria muito melhor se, nessa coisa toda, ele mantivesse a sua boca fechada. Infelizmente, como apresentador e como puxa-saco da empresa sórdida para o qual trabalha, parece se sentir com a obrigação de defender o indefensável. Pena que desperdice o talento que acha que tem para o mal. Pensando bem... Melhor não. Para o lado bom, ele não serviria para absolutamente nada. Que continue na sua nave alienante com suas cretinices travestidas.
Anos atrás, o barato de zoar na Globo era mandar perguntas com nomes cheios de cacófatos. Nesse onda, surgiram pessoas como a famigerada Paula Tejando. Depois, fomentado pelo Pânico, principal rival da Globo em lançar modinhas, veio a Dança do Siri, que ocupou vários fundos de externas da própria Globo. Agora, com essa geração mais sedimentada, do nada, aparece um sujeito que quer aparecer em pleno horário nobre. E conseguiu!
Fico pensando a surra que o cara deve ter levado dos seguranças. E fiquei curioso em saber quem é o sujeito. Ele tem um microfone. Será algum repórter de alguma emissora rival?
O Mico dessa semana será breve, sem muita coisa a ser escrita, afinal a foto diz mais que qualquer frase que pudesse ser escrita pelo blogueiro. Esse episódio vergonhoso se deu nesse fim de semana, quando Rodrigo Faro, apresentador do bom programa O Melhor do Brasil da Rede Record – o menos agressivo e imbecilizante dos programas de auditório da grade brasileira –, se vestiu de Lacraia no quadro Vai Dar Namoro. Precisa ganhar muito bem pra pagar um mico desses. E o programa merece os louros que tem. E só sedimenta Faro como um entreteiner. Mas a foto fala por si só.
Esse vídeo saiu na UOL e fala sobre o ex deputado Afanásio Jazadji defendendo a pena de morte num dado crime .Alguém ainda dá crédito para esse homem? Nem os eleitores querem mais essa imundície. Tanto que não foi eleito, não é deputado e, para ser lembrado, é preciso que fale suas bobagens num programa do SBT que, diga-se de passagem, como emissora definha cada dia mais. Que o Ministério Público corra atrás desse caso, puna exemplarmente esse filhote da ditadura e também à emissora, que veicula de forma irresponsável esse tipo de manifestação irracional. Mordaça aos animais que defendem a selvageria em forma de lei, já!
Se tem um cara para quem eu bato palmas por ser muito bom, muito vivo e muito cara de pau é o Impostor, do Pânico. Depois de entrar na sorrelfa no velório do Michael Jackson, o cara só entrou na premiação do Oscar. É um dos quadros mais legais do Pânico, o programa mais porco e o mais honesto da TV brasileira.
Muito legal esse projeto de lei que tramita na Câmara Municipal de São Paulo propondo que os jogos de futebol acabem antes das onze e quinze da noite, pomposamente 23:15. A lei de autoria de Antonio Goulart e Agnaldo Timóteo (sim, ele mesmo) passou na primeira votação e irá para a segunda. É um projeto de lei válido. Os jogos da noite começam às dez horas da noite e acabam à meia noite. Problema grave para quem precisa trabalhar no dia seguinte e mora longe dos estádios. Pense um jogo no Morumbi e o sujeito que mora em Santana ou na Penha voltando pra casa de carro, ou pior, de ônibus. Esse horário absurdo é imposto pela dona Rede Globo que, para não ter que cortar um pedaço da novela ou do Jornal Nacional, obriga a FPF a marcar os jogos de sua competição no horário que melhor lhe convém. A FPF ameaça com retaliações. Caso a lei passe, os jogos sairão de São Paulo.
Está na hora dos clubes, promotores do espetáculo futebol, se organizarem de forma séria e profissional em âmbito estadual e nacional e baterem na mesa. A Federação Paulista nada mais é que uma intermediária que agencia mal e porcamente sua competição usando pesos e medidas diferentes a torto e a direito e a vende por migalhas Na Inglaterra, a Premier League é vendida por quantias bilionárias. Para fazer valer o preço que estipula, a entidade, dirigida diretamente por clubes, agrada tanto os telespectadores com transmissões próprias e muito bem cuidadas quanto os torcedores de estádio. Resultado, os jogos na Inglaterra têm lotação esgotada. O dinheiro, rateado, permite que clubes ingleses contratem o fino do futebol mundial, o que faz valer ainda mais seu já caríssimo produto.
Os clubes deveriam mostrar força diante da FPF e impor sua importância no papel que exerce. Não são eles que jogam? Que mandem a Rede Globo cortar a última parte da novela (o que seria uma bênção já que não dá pra extirpá-la de vez, o ideal) ou adequar a sua programação aos jogos. Um dia na semana não seria de mau tom. Mas enquanto o amadorismo reinar, o epíteto de país do futebol ficará cada dia mais vago e sem sentido. E não se pode deixar que uma emissora de qualidade questionável e caráter duvidoso mande e desmande. Futebol é torcida no campo, vibração e empolgação in loco. O torcedor de casa se agrada mais vendo um estádio cheio.
Passará amanhã, às nove da noite, no Canal Brasil, canal fechado de filmes e documentários nacionais da GLOBOSAT, o documentário Ninguém Sabe o Duro que Dei dirigido por Claudio Manoel, Calvito Leal e Micael Langer. O filme versa sobre Wilson Simonal. Simonal foi uma figura controversa da música brasileira. Dono de um suingue contagiante, o homem marcou época nos anos 60 e 70 com apresentações e músicas sensacionais como Meu Limão Meu Limoeiro, País Tropical, Nem Vem que Não Tem e Mustang Cor de Sangue. Rivalizando com Tim Maia e Jorge Benjor, antes só Ben, ele encheu estádios, lotou shows e tornando-se uma das figuras mais famosas da recém criada MPB. Mas o filme, mais do que mostrar o lado de sucesso de Simonal joga luz sobre um polêmico tema: Afinal, Simonal era ou não era um agente do regime militar no meio artístico? Desde aquela época, há uma grande celeuma que acusa Simonal de “entregar” dissidentes à Ditadura Militar que imperava naquela época. As acusações nunca foram verificadas, mas Simonal morreu com a pecha de inimigo da resistência. Numa época em que Chico Buarque escrevia pérolas românticas contra os generais ora como Chico Buarque ora como Juninho da Adelaide, Simonal remava contra a maré.
O filme é muito bom e faz uma defesa de Simonal além de apresentá-lo às novas gerações. Se ele foi ou não um alcagüete, cabe muita discussão e jamais saberemos, de fato, a verdade, mas que ele era um artista completo que as circunstâncias demonizaram, disso não resta qualquer dúvida. O filme é um programa excelente. Quem tiver canal fechado, vale a pena assistir.
Não sei qual a veracidade dessa notícia, afinal, ainda que seja bem legal, a fonte, o blogue 007BONDeblog dá suas exageradinhas, mas segundo ele, o programa do Faustão acaba em Abril. Acho difícil, sinceramente, porque, infelizmente, é fato que programa de Fausto Silva se incorporou ao domingo do brasileiro apesar de todos os seus altos e baixos. Crises de audiência quase levaram o programa a pique noutras épocas. Hoje o Domingão serve apenas de sala de espera para o futebol e de dispersão até a hora do Fantástico. Nada mais que isso.
Faustão é um dos tantos caras talentosos que a Globo pegou pra destruir e fazer um monstro. O humor sarcástico e inteligente dos tempos de Perdidos na Noite deu lugar a um sujeito que foi se revelando arrogante, hipócrita e grosseiro. Com a mania de sempre ser o centro das atenções diante de suas atrações, Faustão tornou-se, para a massa, um formador de opinião. Mesmo assim, o programa foi naufragando. De uma atração que ocupava toda a tarde começando às duas e terminando às seis e meia e, às vezes, às oito da noite, o programa foi sendo minado até ser um corpo dividido por atrações mais interessantes. No fim, dá a entender que a fórmula, esgotadíssima, cansou.
A verdade é que Faustão, com todo o talento e mesmo com a grosseria e a arrogância que a Globo lhe imputou, ficou batido. O tempo passou e ele não se renovou. Seus bordões estão nos anais do conhecimento popular, mas, a audiência foi implacável com o velho Fausto Silva. Volto a frisar: Acho muito difícil como acharia ótimo que o programa fosse excluído da grade. Seria uma imbecilidade a menos para o telespectador e uma saída inglória para um talento estragado.
Ótima tirada esse pênalti narrado pelo bom Cléber Machado. Eu sempre desconfiei que o Kiko, com esse jeito chato de ser, todo frescuroso e mimado tinha tudo pra ser são-paulino. Taí pra encerrar uma quinta-feira pouco producente.
Fiquei sabendo via Blog do Paulinho que o Oscar Roberto de Godói, comentarista de arbitragem da Band, foi demitido daquela emissora. Godói teria criticado a direção da casa, o que, segundo o jornalista, foi fato, mas ele afirma que a coisa estava armada de antanho. Pelo que consta, parece que o chefão do departamento de esportes da Band, o inacabável Luciano do Valle, teria pedido a cabeça dele e do comentarista Neto. Eu, sinceramente, fui surpreendido com a notícia, embora não devesse ser. É famoso o vídeo em que Luciano esculacha seus colegas reclamando que ambos não têm diploma de jornalista e que o canudo é imprescindível pra se trabalhar com ele. Ficou célebre, também a senhora defesa que o jornalista, sem diploma assim como Luciano do Valle, Jorge Kajuru fez de ambos comentaristas da forma mais kajuruana possível.
Eu sinceramente, não sabia disso. E se não fosse o referido blogue, morreria sem saber porque há muito perdi o tesão de assistir futebol pela TV. Na verdade, há tempos, perdi o tesão de ouvir futebol pela TV. Pelo menos pela TV aberta. Quais as opções que o telespectador sem acesso a um sistema fechado tem? Ou a Globo e ter que aturar as imbecilidades ditas pelo Galvão Bueno, cada vez mais ridicularizado e desacreditado e comentaristas sem sal que não saem do óbvio como o Caio ou o Dada, em Minas. A outra opção é a Band, do veteraníssimo Luciano do Valle com os comentários acaipirados do Neto e a bronquice do Godói. Qual a solução encontrada por este blogueiro? Ligar a TV, deixar no mute e ouvir o jogo pela rádio. Se a rádio transmitir jogo A e a TV jogo B, sem dúvida, prefiro poupar meus olhos míopes.
Luciano do Valle é, sem dúvida, o melhor narrador televisivo da história desse país. Com uma emoção radiofônica, Luciano conseguia ser menos viciado e ponderado em suas narrações. Absurdos como as pachquices descaradas do Galvão Bueno, que considera um Zé das Couves que joga no Arranca-Toco melhor que o Messi pelo simples fato daquele ser brasileiro, eram raros numa transmissão do Luciano. Verbos conjugados em tempo perfeito: Conseguiam e eram.
O que houve é que Luciano, como todo mundo e qualquer coisa viva que exista na face da Terra, envelheceu, perdeu ritmo, perdeu timing, isso sim, imprescindíveis para um narrador esportivo. Hoje as narrações do Luciano do Valle parecem ser totalmente distintas do jogo que o telespectador vê na tela. Além de perceber um lance com um delay considerável, Luciano é daqueles que, do alto de sua cabine, consegue confundir um tipo que lembre o Pelé com um Ademir da Guia, um negrão com um jogador de brancura escandinava. Triste. Pior são situações realmente vergonhosas como a já referida neste blogue em que o narrador confunde a emissora, aquela para a qual ele torce e que lhe paga no fim do mês, com sua maior concorrente. Lapso? Sim, mas quando a coisa começa a se tornar exageradamente regular, o lapso passa a ser cotidiano.
Luciano do Valle tem vários desafetos na TV brasileira, mas todos eles reconhecem o seu valor enquanto narrador esportivo. Narrador esportivo e não jornalista, o que ele não é de direito e se tornou de fato como muitos outros tantos piores ou melhores que ele. Uma pena que uma emissora sempre reconhecida pela competência de seu departamento esportivose esvaia dessa forma. Competência construída, sim, por esforços imedidos do Luciano do Valle, homem que trouxe diversos esportes para a grade televisiva brasileira popularizando muitos e transformando outros em mania (quem conhecia futebol americano nesse país antes do Luciano trazer algumas transmissões via Bandeirantes? E a Indy?). Seria de bom tom que a Band repensasse o papel do Luciano afastando-o das câmeras. O homem não precisa provar mais nada pra ninguém. Tem vários serviços prestados para a televisão brasileira, mas a sua exposição além do seu “tempo útil” só o desgasta e o faz passar ora por antipático ora por déspota em seu departamento ora por um pândego que parece não ter idéia do jogo que vê,