Muito bem sacada a ideia do Google que hoje, dia 21 de maio, resolveu homenagear os 30 anos do Pac Man, um dos primeiros jogos de vídeo-game da história e que, sem dúvida, marcou várias gerações inclusive a minha. O buscador mais famoso da Internet simplesmente transformou seu logo inicial num minigame em que o usuário pode matar as saudades do velho bichinho amarelo que foge dos fantasmas. Num tempo em que as crianças quase entram dentro da tela jogando seus Playstations 2 ou 3 ou interagem diretamente com o personagem nos seus Wiis, o Pac Man é saudade pura. E diversão pra todo mundo e saudade dos mais velhos.
Taí um vídeo pra jogar seu domingo pra cima. Uma boa seleta de cantores populares (pra não dizer bregas). Confesso que, mesmo conhecendo a maior parte dos mostrados, teve uma galera que nunca ouvi falar. Fábio, Paulo de Paula e Julio Cesar, por exemplo. Foram apresentados nesse vídeo. Mas o melhor é o naipe da galera. Ok, eram os penteados da época, mas... O tal de Frankito Lopes conseguiu se superar... JIIIISUIS!
No entanto, para os fãs da velha geração, entre os quais se encontra este blogueiro, o show não traz nada. Nem nostálgico. Primeiro porque o que sobrou daquele Guns que apareceu ao mundo e conquistou uma leva de fãs foi apenas Axl num novo e estranho look. Nada mais. O que o acompanha é uma formação de apoio que participa de uma grande picaretagem caça níqueis. A qualidade desse apanhado não chega sequer aos momentos mais sofríveis da formação clássica dos anos 90.
Para quem não conheceu, o Guns n’ Roses, o legítimo, surgiu nos fins dos anos 80 e foi catapultado ao sucesso com o disco Appetite for Destruction (1987), um clássico dentro do rock com clássicos como Sweet Child O’ Mine e Paradise City. O sucesso foi sedimentado com Lies, de 1988, que apresentou Welcome to the Jungle. Com os dois ótimos discos, o Guns garantiu seu lugar dentro do hard rock. Daí, a primeira apresentação do grupo no País, em 1991 no Rock in Rio II. A fama estava garantida e as confusões também.
Aliás, confusão é a palavra que mais acompanhou o grupo por toda sua história. Pior que o carinha da Sessão da Tarde, Axl foi rei de se envolver em brigas, encrencas e problemas com a lei. Manso ao ponto de quebrar garrafas em mulheres e brigar com fãs, não era menos encrenqueiro que os seus colegas de banda, também famosos por brigas e mau comportamento. Ao largo disso, em 1991, o grupo grava dois discos, os Use Your Illusion que truxeram mais clássicos para o currículo da banda Obras primas do hard rock como Dead Horses, Coma e You Could Be Mine (cujo clipe contou com a participação de Arnold Schwarzenegger) se intercalam com baladas deliciosas como November Rain, Estranged e Don’t Cry, que embalou muito beijo e muita dança.
Em 1993, o Guns gravou Spaghetti Incident com várias covers de grupos. Depois disso, foram dezessete anos de espera até a chegada desse Chinese Democracy. Nesse longo tempo, a banda se desfez. Slash, guitarrista do grupo, co-compositor de várias músicas com Axl siu brigado. Duff McKagan, baixista que compunha a espinha dorsal da banda, também caiu fora e Axl ficou com a marca, a banda e sua arrogância. Durante esses 17 anos, Axl montou diversas bandas e não se contentou com nenhuma ficando com a atual formação. O disco fez sucesso e vendeu bem. No entanto o público do Guns de hoje é diferente daquele que se emocionou com os solos de guitarra da Estranged. Que os novos fãs curtam, pois este velho fã passará longe.
Vi esta matéria no blogue do Flavio Gomes, que também escreveu este artigo sobre como eram os treinos pré-temporada na década de 80. Diferente de hoje, em que as sessões de treinos são quase uma prova, com todos os rapapés e todas as burocracias que a FIA exige, os treinos naquela época abusavam da informalidade. A matéria mostra uma vasta sessão de fotos de uma sessão de treinos no autódromo de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro. A coisa lembra mais uma reunião de amigos que resolve correr com seus carros pelo circuito, mas é algo oficial. Um tempo bem mais descontraído que não volta mais. Pena. Patrocinadores demais, terno e gravata demais e algo chato demais.
Fim de uma era com o fechamento do Parque da Mônica no Shopping Eldorado, em Pinheiros. Após dezessete anos, a pequena disneilândia brasileira com a turma de Maurício de Sousa encerra as atividades hoje, é uma pena.
Conheci o Parque da Mônica por fora quando morei em Sampa. Era grande dentro do imenso e portentoso Shopping na Avenida Rebouças. Ele foi um daqueles programas que eu sempre deixava pra lá, afinal, se eu morava em Sampa mesmo e, razoavelmente perto, no Butantã, o Parque podia ficar pro próximo fim de semana, que acabou não vindo.
As poucas coisas que sei do parque do Mônica eu soube por intermédio de pessoas que foram lá seja coordenando excursões, levando os filhos ou mesmo visitando e por depoimentos de pessoas fãs da turma da Mônica na comunidade do Orkut. Impensável para um marmanjo que, á época beirava os trinta anos, brincar nos brinquedos, mas que o lugar despertava uma certa nostalgia, isso é inegável.
Mauricio de Sousa é um cara que eu admiro e, de verdade, gostaria de lhe dar um abraço. Certa vez, numa entrevista no finado e interessante programa de entrevistas do João Gordo na MTV, a reverência que o roqueiro fez ao desenhista foi emocionante. Talvez eu fizesse o mesmo. Maurício é um cara que construiu a infância de várias gerações, a minha inclusive, trazendo fantasia e evoluindo com o tempo. Hoje não me agradam as histórias dos gibis da Mônica por serem certinhas demais e eu vir de uma época orgulhosamente politicamente incorreta. Conflito de gerações cristalino, mas entendo a necessidade só questiono o exagero.
Como todo grande desenhista e vivendo numa época em que tudo se transforma em produto e todo produto converte (ou deve se converter) em receita, Maurício soube capitalizar desde sempre a marca Turma da Mônica. Quem for mais velho vai se lembrar da propaganda do extrato de tomate Elefante, cujo garoto propaganda, Jotalhão, é estrela desde os anos 60 pela extinta Cica. Daí para brinquedos e outros produtos com a marca foi um pulo, desembocando no Parque da Mônica inaugurado em 1993 e acabando hoje. Há negociações para que o parque abra em um novo local. Que sejam frutíferas, e que este fechamento seja só uma pausa, pois é uma opção de lazer imprescindível para crianças mais e mais apegadas a computadores e de vida on-line cada vez mais incrustada.
Escolheram a música Physical, da Olivia Newton-Johna música mais sexy da história. Quem organizou a eleição foi a Baillboard, dada como uma espécie de Bíblia da música. De minha parte, acho, realmente, muito estranho e um tanto descabido esse tipo de eleição. Foi dito em algum lugar, e eu concordo, que desde Moisés, a lista nasceu pra ser contestada, afinal tirando quem votou nos cinco, dez, vinte, mil componentes da lista, ela não será unanimidade jamais. Sempre vai faltar alguém, algum, alguma. Mas música mais sexy?
Como alguém define uma música sexy? As músicas escolhidas tinham de falar sobre sexo. Certo. Como a Billboard olha só o próprio umbigo anglófono, ela deixou um monte de obras além EUA-Reino Unido de fora. Qualquer música mais inspirada dos Raimundos fala de sexo. Charlie Brown Jr, idem (o inocente que visualizou uma aliança em Gimme o Anel merece ir pro céu). Renato Russo escreveu Daniel na Cova dos Leões, uma ode ao sexo oral entre homens (é o que se supõe). Mas isso é rock, que por imaturidade ou excesso de hormônios, termina caindo mo tema de forma batida, grosseira ou discreta. Se olharmos a MPB, teremos O Meu Amor, do Chico Buarque, em que duas mulheres disputam quem agrada mais o mesmo homem e as comparações, invariavelmente, vão pra cama. Chico ainda escreveu Bárbara, um romance lésbico. Aliás, sobre esse mesmo tema, Isabella Taviani, pérola perdida de qualidade, nos presenteia com Iguais, uma declaração de amor entre duas mulheres.
Mas o tema aqui é sexo, com ou sem amor. Música sexy. Pessoalmente, eu definiria uma música sexy aquela que me acende a libido, que me deixa com vontade de estar com uma mulher. O tema dela não precisa ser, necessariamente, sexo. Na minha concepção, qualquer música lenta do Elton John serve pra dar um clima legal para um namoro. Pelo menos, comigo funciona. Também serve a voz poderosa do Barry White, que é sensual só de ouvir. Outro que dá uma esquentada legal num momento a dois é o Kenny G. Seu saxofone é um afrodisíaco garantido. Bem como qualquer uma do Miles Davis ou do Coltrane também. Mas o Kenny G tem aquela coisa mais propaganda de motel. Não consigo desvincular Dying Young de uma chamada tipo “Motel Luxurious, onde o prazer é mais quente”. Outro que é difícil de dissociar de sexo, de sensualidade e de transa é o velho Serge Gainsbourg que, com sua esposa Jane Birkin, gravou Je t’Aime... Mais Non Plus, na opinião deste blogueiro, a música mais sensual de todos os tempos e não a habitué de aeróbicas Physical.
PS - E se for pra falar de letras sexies e que remetam a sexo, nunca se deve esquecer, como a própria lista final esqueceu do clássico dos anos 80, I'm too Sexy, sucesso do Right Said Fred e que entitula esta entrada. Mas, embora a idéia seja ser uma música sensual, eu sempre ri dela. Seja da letra ou do clipe.
Hoje é um dia interessante para o futebol. À tarde, o Corinthians da o pontapé inicial em sua temporada centenária contra o Huracán, da Argentina e promove a despedida de Marcelinho Carioca do futebol, a oficial. Enquanto isso, em Santos, o Alvinegro apresenta Giovanni. Há algumas incongruências bem como há “oficialidades” demais.
Primeiro, vamos com Marcelinho. Despedida dele é forma de dizer. O futebol já lhe abandonou faz tempo. O homem tem 39 anos e fazia recreação paga no Santo André. Nas horas vagas, era jogador do Corinthians. Com direito a uma vinda para Prudente patrocinada pela loja oficial do clube aqui. Marcelinho não figuraria em qualquer seleção séria do Corinthians de todos os tempos, mas é inegável que foi o último ídolo real do time. Para os mais novos que não viram Rivelino, Sócrates ou Neto, Marcelinho foi o cara que melhor honrou a camisa do time tendo uma fase muito boa no fim dos anos 90. Foi o perfeito anti-herói. Resolveu em campos algumas vezes (noutras enterrou o time) e fora dele foi só encrenca. Sua história com o clube se encerrará hoje com uma festa que lhe é merecida.
Enquanto isso, em Santos, Giovanni volta, pela terceira vez, ao clube que lhe projetou. Giovanni foi para o Santos o que Marcelinho foi para o Corinthians, mas em menos tempo: Um ídolo. A diferença é que para ele faltou um título que lhe garantisse maior prestígio. Assim como Marcelinho, Giovanni volta ao clube com glória e admiração. Não tem mais o vigor de antes uma vez que já estica a sua carreira. Mas, diferente de Marcelinho, que faz sua última partida, Giovanni tem alguma lenha pra queimar. Para a torcida do Santos, que não tem Ronaldo pra fazer vibrar nem resolver, é um ótimo alento. O time ganha um craque com alguma sobrevida e um líder em campo.
Essa fase que o futebol atravessa com jogadores de mais idade sendo atrações é boa para todos quando feita da forma que Santos e Corinthians a conduzem. Talvez Marcelinho pudesse fazer uma série de jogos pelo Corinthians no Paulista, sobretudo no interior. Para a fanática torcida corintiana de cidades como Mirassol, por exemplo, seria a oportunidade única de ver Roberto Carlos, Ronaldo e Marcelinho atuando juntos comandando uma geração de novos talentos que vingam. Não seriam a solução numa Libertadores, mas um chamariz no Paulista, torneio que o Corinthians fará ilustre figuração. O Santos terá em Giovanni sua grande atração num time modesto. Não se pode chamá-lo de salvador da pátria, mas ele fará bom papel. A idéia de fazê-lo o Petkovic da Vila é exagerada, mas o papel será dignamente exercido. Com a mesma maestria do sérvio que levou o Flamengo ao título? Dificilmente.
O que vale é ver velhos ídolos em times com os quais se identificam. Falta isso no futebol comercial e cheio de cifras: Identificação, jogador que tenha o clube na rosto. Dessa forma, ver veteranos com a camisa que já vestiram e fizeram bonito não se torna degradante, oportunista ou artificial. A história os salva de qualquer ridículo e que vier agora é só um epílogo que não vai viciar nem comprometer a obra toda.
Enquanto isso, em Brusque, Santa Catarina, Viola, aos 41 anos defende seu enésimo clube. O moleque que vê essa cena não acreditaria fácil que há 22 anos, Viola deu um título paulista ao Corinthians e fez a alegria da maloquerada imitando um porco após fazer um gol contra o Palmeiras. Um contra exemplo perfeito.
Último fim de semana do mês, noite chuvosa, sábado modorrento. O clima um tanto nostálgico pede um Som na Caixa extra. E nada cai mais como uma luva no dia de hoje do que o excelente clipe de November Rain, grande sucesso dos Guns n’ Roses, ícone dos anos 90. Esse piano do Axl embalou muita festinha.
Em clima anos 80, mando uma das minhas músicas favoritas do bom e velho Ultraje a Rigor. Roger com o grupo recauchutado manda uma de suas mais impagáveis pérolas, que recebeu uma releitura sensacional na voz da Ana Carolina. Além de virar hino de suas fãs mais saidinhas.
Deu na Jovem Pan que a Lotus voltará ano que vem para a Fórmula Um. Uma boa notícia em meio a tantas terríveis que fogem do que realmente interessa à modalidade. Para os nostálgicos, a volta da Lotus, que foi comprada por um grupo malaio, é uma maravilha. Os carros da equipe foram dirigidos pelos três pilotos brasileiros campeões e levou Emerson a um título. Dificilmente, a Lotus repetirá o feito da Brawn e ser campeã na sua estréia. Também, dificilmente, voltará com o velho e inesquecível carro preto.
Ainda falando sobre nostalgia e o tempo que não volta mais, essa matéria da UOL falando sobre jogos em que rolaram diversos cross-overs entre desenvolvedoras e, por vezes, entre consoles essa foto me surpreendeu.
Eu sempre quis saber como seria um jogo juntando o Sonic e o Mario. Como segamaníaco que eu era, honraria a categoria dos fãs de Mega-Drive e jogaria com o porco espinho. Até porque o encanador é emo demais pro meu gosto.
Muito legal o bate-papo hoje no SESC Thermas, aqui no rincão. Um encontro para os saudosistas do bom e velho rock brasileiro. Numa tarde muito agradável, estiveram conversando com um bom público Clemente, do Inocentes, banda punk de São Paulo, Phelipe SEABRA, da Plebe Rude, uma das grandes bandas de Brasília e Marcelo Bonfá, baterista do Legião Urbana e que dispensa maiores apresentações. Os três conversaram sobre o velho rock dos anos 80, o surgimento das bandas, lembraram histórias da década em que ser roqueiro era muito mais do que gravar um CD independente e colocar um vídeo no You Tube além de pontuar como será o rock pro futuro. Além disso, hoje tem show da Plebe Rude e da banda do Bonfá no Tênis Clube. Uma grande apresentação para os saudosistas de um tempo, de uma geração programada pra receber o que foi empurrado pelos enlatados, mas que não deixou se dominar por eles. Os filhos da revolução mostraram como podemos melhorar o futuro da nação. Pelo menos na música.
Vi esse vídeo no Blog do Flávio Gomes, cara que manja tudo de F1, automobilismo em geral e, como eu, curte carros antigos, sobretudo Ladas e não simpatiza muito com as megacorporações. Entre notícias e fotos sensacionais, pesquei essa pérola.
Saudade das tardes na casa da minha avó vendo desenho animado da Hanna-Barbera. Não se fazem mais como aqueles.