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quarta-feira, 19 de maio de 2010

Aleluia!

E não é que o Ficha Limpa foi aprovado pelo Senado? O projeto de lei agora só precisa da aprovação do Lula. Uma ótima vitória para a política brasileira, mas que, certamente, será burlada de todas as formas. Espera-se que o presidente não seja conivente com essa marginalia que infesta o congresso e dê o cumpra-se. A grande preocupação é, na hipótese dessa lei “pegar” (porque isso ainda manda no Brasil, lei que “pega” e lei que não “pega”), haver quórum para eleições. Pois tem tanta gente já ingressa na política e tanta gente querendo entrar nessa barca mais suja que pau de galinheiro que corre-se o risco sério de não se ter em quem votar. Espera-se, sinceramente, que nenhuma exceção seja admitida nessa lei. Pelo sim e pelo não, questiona-se se a lei valerá pras eleições desse ano. Esperemos, sinceramente, que sim. Mas se não, que fique o aviso que essa é a última oportunidade de larápios entrarem na política ou continuar nela. Doravante, lisura pessoal é pré-requisito impreterível para fazer parte dos destinos políticos do país.


Agora, por que coisas como essas não me surpreendem?


O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio, já entrou com um questionamento no tribunal sobre a validade da lei, mas o TSE ainda não se pronunciou.


PSDB...Sempre o PSDB. Qual o medo, senador? Tem alguma coisa errada nos seus armários para que a Lei seja emperrada por vossa excelência? Resolva suas questões e se candidate na próxima.


Esses tucanos...


segunda-feira, 17 de maio de 2010

Questão resolvida

Essa foto com o presidente Lula, o presidente Ahmadinejad e o premier da Turquia mostra que, mais uma vez, nosso estadista barbudo conseguiu uma grande vitória no jogo político internacional. Graças a ele, o Irã tnão vai mais enriquecer combustível radioativo em seu território. E usará o material enriquecido na Turquia para a medicina. Vai vingar? Não se sabe, mas certamente, depois dessa história toda, o presidente Lula saiu, mais uma vez, fortalecido. Especialistas dos EUA já avisaram que duvidam da idoneidade do Irã. Claro, tinha que ter os urubus pra por questão. O que vale é que Lula conseguiu na base da negociação o que o mundo queria na base da ameaça. Saiu-se muito bem o presidente iraniano que, agora, conseguiu um aliado de peso que deixou a platéia rica e poderosa calada e agourando.

domingo, 16 de maio de 2010

O cara!

A visita do presidente Lula ao Irã desperta muito interesse da bancada internacional. Há quem diga que seja a última chance de convencer o Irã a cessar seus testes nucleares e evitar possíveis sanções contra a terra dos aiatolás.


Desde que subiu à presidência, sempre confiei no Lula como um grande negociante, um sujeito que sabe transigir como endurecer na dose certa dos dois lados. Resultado disso é que desde então o Brasil vem ocupando destacado papel no cenário internacional exercendo o papel de liderança regional, que sempre foi exigido por todos os presidentes brasileiros, mas jamais exercido de fato. Sempre houve mais subserviência que atitude.


Pessoalmente, creio que o programa nuclear iraniano, se realmente voltado para fins pacíficos, não tenha nada contra o qual se objetar. Claro que poderio nuclear nas mãos de um cara meio tantã como Ahmadinejad assusta a comunidade internacional. Mas essa mesma comunidade internacional nunca se pôs em tamanho alerta durante os oito anos em que outro tantã – esse sim, com muito mais poderio e menos bom senso – chamado George W Bush presidiu os EUA. Ahmadinejad prega contra Israel? Bush achava que todo muçulmano era um terrorista em potencial. Ahmadinejad nega o Holocausto? Bush destruiu dois países. Tudo sem usar armas nucleares, mas mesmo assim mandou às cucuias soberanias de Estado. Então qual o medo do presidente iraniano que poderia fazer estrago menor. Se fizesse, porque o cara pode até ser maluco, mas burro ele não é. Ele sabe muito bem o quanto um mau uso de armas nucleares custaria ao Irã em todos os campos.


A visita de Lula ao Irã, antes de tudo, visa mais as relações bilaterais entre os países, o que, por si, seria um grande ganho. O Irã é uma economia de destaque dentro do cenário asiático e uma das mais fortes dentro do Oriente Médio, uma indústria razoavelmente sólida além de um mercado a ser explorado. Não é obrigação do Lula dizer a outro presidente o que fazer. Mas nosso barbudo sabe o papel que exerce na política e na diplomacia internacional. Valer-se dessa importância pode ser um trunfo a mais para o presidente brasileiro. O sucesso obtido por vias diplomáticas será mais uma vitória do Brasil que, diferente dos macacos do Norte, não precisam usar da força bélica ou econômica. Ademais, o país sairá ganhando um parceiro forte na economia.



quinta-feira, 13 de maio de 2010

O senhor é um fanfarrão!

Serra volta a criticar juro e se diz de esquerda


O pré-candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, definiu-se como um político de esquerda por posicionar-se contra o patamar da taxa de juros.


Em entrevista a uma rádio do Recife, ele ressaltou que a definição de direita esquerda no Brasil, hoje, é difícil.


"A definição de esquerda e direita, no mundo de hoje, é mais difícil de enquadrar. Do ponto de vista convencional eu sou um homem de esquerda, eu acho que isso diz tudo. Você dá ênfase na indústria, no emprego, na agricultura, de repente você é considerado de esquerda", disse Serra.


"Se você acha a taxa de juros muito alta, você é considerado de esquerda. E tem gente que rapidamente passa a defender juro alto e se diz de esquerda", afirmou.


Comentário – Serra tem uma postura política engraçada e segue os passos de seu correligionário Fernando Henrique Cardoso, que nunca assumiu a Direita que realmente representa.


Serra não é de esquerda. Um sujeito que privatiza tudo, prega o Estado Mínimo e é assumidamente subserviente às grandes corporações como às grandes potências só é de esquerda quando se senta ao lado dos presidentes das nações ricas. À direita deles fica sempre os grandes empresários.


As tentativas de Serra bem como de seus aliados em parecer popular e menos elitista são patéticas. A definição de direita e esquerda, ao contrário do que diz Serra, não é difícil de enquadrar. A esquerda prega a valorização do Estado forte, visa o bem estar social de todos e combate frontalmente os grandes capitalistas. A direita, evidentemente, é contra tudo isso. A esquerda lê Marx, Grasci e Celso Furtado. A direita lê Adam Smith, Maquiavel e Roberto Campos, cabedal teórico que norteia a campanha do Vampiro.


No fim das contas, Serra é um grande piadista.

E quem disser de novo que eu sou de direita, leva!



domingo, 9 de maio de 2010

Por que será?

PP de Maluf lidera cerco ao projeto Ficha Limpa


Entre os opositores do projeto Ficha Limpa, que proíbe candidatos com condenações na Justiça, a bancada do PP na Câmara vem se destacando ao tentar desfigurar a proposta inicial. O deputado Paulo Maluf (PP-SP) é um dos poucos parlamentares que podem ser declarados inelegíveis caso o texto seja aprovado.


Maluf foi condenado em abril deste ano pela 7.ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo a ressarcir suposto prejuízo com o superfaturamento de 1,4 tonelada de frango ao custo de R$ 1,39 milhão, pagos pelo município de São Paulo, que administrava em 1996. O ex-prefeito afirmou que vai recorrer do acórdão no Superior Tribunal de Justiça, mas a decisão em seu desfavor é colegiada, ou seja, realizada por mais de um juiz, pré-requisito do Ficha Limpa para declarar um candidato inelegível.


Na guerrilha pela derrubada do projeto, 11 deputados do partido votaram na noite de quinta-feira a favor de um destaque proposto pelo deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que tentava vetar trecho da lei que tornaria inelegível por oito anos os condenados por abuso de poder econômico ou político em eleições.


Na prática, no entanto, se a expressão fosse retirada do texto final, o projeto inteiro poderia ser prejudicado por razões de inconstitucionalidade - o que beneficiaria Maluf. O ex-prefeito foi um dos que votou para derrubá-lo, mas sem sucesso. Na próxima terça-feira, o projeto passará por novo crivo da Câmara com a votação de um destaque proposto pelo deputado do PP João Pizzolatti (SC).


Comentário – Um partido que tem um bandido internacionalmente procurado ser contra uma lei que prega a moralidade? Por que certas coisas não me surpreendem? É esse o tipo de lei que jamais passará em votação porque seria suicídio político para cerca de 80% dos parlamentares empossados e aspirantes. Seria maravilhoso que ela passasse e tivesse aplicação imediata. Mas infelizmente, vivemos no Brasil do PP, do PSDB, do DEM dos mensaleiros distritais e de algumas frutas podres do PT. Utopia que, agora, é tem declarada oposição de um dos maiores covis de ladrões eleitos do país.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Que seja eterno enquanto dure

Em reviravolta judicial, Maluf é condenado por compra superfaturada de frangos


O deputado Paulo Maluf (PP) foi condenado ontem (26) pela 7ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo por improbidade administrativa em uma ação impetrada pelo Ministério Público Estadual. No documento, Maluf era acusado de superfaturar a compra de frangos enquanto era prefeito de São Paulo.


A ação pede devolução do dinheiro aos cofres públicos ao acusar superfaturamento na compra de 1,4 tonelada de frango, em julho de 1996, por R$ 1,39 milhão, da empresa de sua mulher. O caso tornou-se um dos mais polêmicos envolvendo a gestão de Maluf.


Comentário – Sei que a chance disso restar bem sucedido e do cara ser condenado definitivamente e sem direito a qualquer apelação ‘mínima. Maluf tem ótimos advogados, verdadeiros heróis e amigos nos tribunais. Mas que é gostoso ler que o Maluf andou tomando tinta na Justiça, ainda que seja coisa passageira e logo ele se safa, é deveras divertido.



sexta-feira, 23 de abril de 2010

Certo, mano!

Mano Brown é um cara poltizado e esclarecido, mas meio avesso a dar entrevistas e a ficar divagando sobre assuntos fora de sua alçada. Ou seja, é uma espécie de anti-Caetano. Mas numa de suas poucas aparições diante das câmeras, o rapper resolveu dar uma breve opinião sobre o José Serra. E saiu isso:




Seria uma catástrofe!


segunda-feira, 12 de abril de 2010

Agora?

Deu na UOL:

Marta relembra eleições de 2008 e pede desculpas a Kassab

A ex-prefeita de São Paulo Marta Suplicy (PT) se desculpou pela propaganda eleitoral de 2008 na qual questionou se o prefeito da capital, Gilberto Kassab (DEM), era casado ou tinha filhos, em entrevista ao programa "É Notícia" (RedeTV!), exibido na madrugada desta segunda.


Comentário – É grandioso e sábio da ex-prefeita pedir desculpas pelo erro. Mas, como todo pedido de desculpa, esse também não muda a história e é tão inútil quanto o pedido de desculpas pela Igreja a Galileu ou aos mortos na Inquisição. Em política, mais ainda, isso não serve de nada. Marta foi uma boa prefeita para São Paulo e fez muito pelos necessitados, para quem os políticos, enquanto detentores do Poder Público e da Máquina que regula o Estado, deveriam trabalhar. Mas foi de uma arrogância e de uma prepotência sem iguais na campanha de 2008. O fato dela ter usado contra o Kassab um tom negativo envolvendo os homoafetivos, por quem ela lutou outrora, transformou-a numa vilã. Tenho dúvidas sobre seu futuro político. Competente, a sexóloga é, mas sua atitude pequena e desprezível lhe marcou definitvamente.



terça-feira, 6 de abril de 2010

Impopulares? Por quê?

Interessante a matéria que rolou no CQC ontem. O Congresso Nacional anda numa baixa com o povo e a boa repórter Monica Iozzi foi averiguar isso in loco. As entrevistas dão conta e explicam bem porque o Congresso é impopular. Parece que eles fazem questão de manter a fama.


Senador Wellington Monteiro, do PMDB de Minas e Ronaldo Caiado do Dem (de que partido mais seria?) de Goiás mostram porque o político brasileiro é tão detestado. Além de incompetente e de corrupto, no caso do latifundiário pistoleiro da UDR, nossos parlamentares, Além de não assumirem a incapacidade, jogam a culpa nos outros. E ainda fazem questão de ofender seus eleitores.


Abre o olho, povo! Vamos limpar o Congresso dessa gentalha elitista e nojenta.