Não dava pra passar em branco!
Aqui se brinca, mas fala muito sério também! E sobre tudo!
Você já ouviu falar de Papua Nova Guiné, país que divide a ilha de Nova Guiné, no Oceano Pacífico? E do Hekari United, já ouviu falar? Pois esse obscuro time do distante país, semiprofissional, bateu neste domingo o Waitakere City, da Nova Zelândia, e se sagrou campeão de clubes da Oceania. Isso lhe garante o direito de disputar o Mundial de Clubes promovido pela FIFA em dezembro, nos Emirados Árabes. O Hekari é o segundo time a conseguir vaga no torneio. O primeiro foi o Pachuca, do México, que ganhou a Concachampions, torneio das Américas dos Norte e Central.
Prato cheio para os críticos que dizem que o Mundial é um torneio de baixo nível em que apenas os campeões europeu e sul-americano fazem valer o ingresso e que defendem que times como o Hekari deveriam ser excluídos de um torneio internacional. Grande bobagem. Feito isso, voltaremos aos moldes da taça intercontinetal reunindo os campeões do velho e do novo mundo. Apesar da fama de título mundial, o nome é indigno uma vez que quatro continentes ficavam excluídos da disputa.
É impensável um sucesso do Hekari, claro. A seguir os moldes dos torneios anteriores, o time entrará na fase preliminar disputando vaga com o campeão do país sede, (no caso, os Emirados Árabes, o que me faz defender a tese da sede desse torneio ser itinerante). Não será um jogo exatamente vistoso, pois nem os caminhões de dólares dos emires e dos xeiques do petróleo que trazem craques do mundo todo para encerrar as carreiras no Oriente Médio conseguiram fazer os times locais serem competitivos. Prova disso foi o sucesso a vitória do Auckland City, neozelandês, sobre o time árabe do Ahli, de Dubai. Foi uma grande festa para o time, também semiprofissional, que foi eliminado depois pelo Atlante do México. O exemplo existe e não parece ser impossível, se houver superação do time da Nova Guiné, que a história se repita, o que já seria outra grande marca.
De mais a mais, o Hekari será uma novidade no torneio. Sonhar com uma disputa do time contra a Inter, o Bayern de Munique, o Cruzeiro, o São Paulo ou o Corinthians é utopia, Mas o torneio seria uma vitrine excelente. Primeiro para os apaixonados do futebol marginal, pouco falado nas grandes mídias. Depois para os clubes de melhor porte. Há a possibilidade de olheiros descobrirem talentos brutos a serem lapidados, nunca se sabe. Além disso, não há como um pequeno crescer se não for experimentado contra grandes. No caso do Hekari, o primeiro passo foi dado ao superar um time neozelandês, país que sobra num continente onde o futebol não é o esporte principal perdendo para o rúgbi. Há muito a ser feito. Mas a classificação e o surgimento em escala mundial de um time de um dos países mais pobres do mundo é sempre bem-vindo para os curiosos e apreciadores de novidades.
O Mico dessa semana fica para os torcedores da oposição, a turma que ficou aí chorando dizendo que o título do Santos ontem foi roubado, que a arbitragem prejudicou o Santos André num gol cujo lance que o originou estava parado de antanho e foram precisos diversos replays para chegar a conclusão que, sim, houve o impedimento. Se é verdade que nos dois jogos da final, sobretudo na partida de ontem, o Santo André jogou uma partida magistral lutando bravamente por um quarto gol que lhe valeria o inédito título paulista, é inconteste que o santos fez um campeonato no todo fantástico, Um time que joga o velho futebol ofensivo e goleador e teve por vítimas rivais clássicos como Corinthians e São Paulo (casualmente, partidos de onde surgiram as maiores broncas contra a suposta má arbitragem) não poderia perder o campeonato em duas partidas mal jogadas e ainda potencializadas com o estresse de outra decisão, a Copa do Brasil. Essa decisão só prova o quanto o arcaico campeonato paulista ocupa um calendário importante dos times atando-os de uma preparação melhor concebida para torneios importantes. Sem pausa, entre o título paulista de ontem, a decisão da vaga na Copa do Brasil nesta quarta já vem engatado o começo do campeonato brasileiro, torneio mais vitaminado em que serão, realmente, medidas as forças dos campeões estaduais. Por hora, vale festejar, sim, o décimo oitavo título do bom time do Santos, a equipe dos cem gols no primeiro semestre. É um alento, mas não se deve descansar sob os louros. Enfrentar equipes azeitadas do calibre de um Cruzeiro, de um Grêmio ou de um Botafogo é muito mais válido e mostra muito mais competência e indica carências do que um jogo contra a Naviraiense. Mesmo assim, meus caros detratores do belo futebol e do título merecidamente conquistado, olhem para trás e vejam se no histórico de vossos troféus todos foram conquistados “licitamente” sem nenhuma mácula dos homens do apito ou da cartolagem, sem compra de zagueiros ou reviravoltas tramoiadas na Justiça Desportiva. Não apontem erro com o dedo sujo. Do contrário... O choro é livre.
Acabou o jogão entre Barcelona e Inter de Milão. A partida foi emblemática e o duelo entre o futebol vistoso e agradável contra aquele pragmático que visa o resultado, apesar da vitória no placar do primeiro, garantiu ao segundo a classificação à final da Champions League. Duas formas de ver o esporte se confrontarem. Messi e o futebol plástico e vistoso encheram os olhos da torcida barcelonista (e do mundo), mas não conseguiram superar a retranca armada por José Mourinho, que fez o resultado na Itália batendo o Barça por 3-1 sufocando a beleza. Não se pode dizer que o Barcelona foi uma beleza inútil. Time que tem parâmetro apenas no futebol do Santos, o time blugrana é daqueles que joga bonito, mas joga pra frente. É bonito e, como se não bastasse, ainda é mortal e eficiente. Infelizmente, não se pode ganhar todas e hoje a Inter, que joga feio como a cara de José Mourinho, levou a melhor mesmo perdendo. Fica a questão: Quem é o melhor? O que vence ou o que agrada? Os números e as estatísticas são amplamente favoráveis à beleza, mas o jogo de resultados levou a vaga. Fica a pergunta e permanece o debate. Na ideia desse blogueiro, eterno simpático ao Barcelona, a beleza ainda merece ser privilegiada e Messi, mesmo sem final, ainda tem credenciais para manter o título de melhor jogador do mundo.
Uma coisa que eu gosto de ver no futebol é alegria, diversão e algo que eu adoro em ver nas pessoas é bom humor. Talvez por isso, essa matéria do Pânico com o corintianíssimo Alfinete com a molecada do Santos foi tai divertida.
Caiu aqui dentro, quem manda é nóis!
Aconteceu algo essa semana que foi odiosa. Dou a voz ao grande repórter Luiz Carlos Quartarollo:
Alguns jovens jogadores do Santos se recusaram a entregar ovos de páscoa para pacientes de um lar espírita, em Santos.
Alegaram religiosidade. Foi muita ignorância, isso sim.
Faltou humanidade e informação.
Os evangélicos do elenco, entre eles o líder do grupo, Roberto Brum, não aceitam a convivência com os espíritas, que são tão seres humanos como outro qualquer.
O mundo já está dividido demais para se levar tudo a ferro e a fogo. Duvido que Deus queira isso.
Aliás, pelo que sei Deus é de todos e não daqueles que se dizem mais Dele, daqueles que se acham santos e olham os outros como diabos, como pobres pecadores, esquecendo-se do mal que cometem.
A justificativa do confronto das convicções religiosas de alguns jogadores como Robinho, Fábio Costa, Paulo Henrique Ganso, Brum e Neymar soa mal.
Com todo o respeito, faltou informação e amor ao próximo.
Parabéns aos jogadores Felipe, Wladimir, Edu Dracena, Zé Eduardo, Arouca, Pará, Gil, Maikon Leite, Breitner, Zezinho e Wesley que não se guiaram por bobagens e fizeram a festa com os pacientes do Lar Espírita Mensageiros da Luz.
A entidade cuida de 40 pacientes com paralisia cerebral e precisa de ajuda.
A presença dos jogadores foi uma festa diferente para os pacientes.
Pelo que sei sobre paralisia cerebral e não é muito, provavelmente esses pacientes não tem muita sintonia com a realidade e nem sabem quem são os visitantes em alguns casos.
Portanto, para eles tanto faz se Robinho, Neymar e outros considerados astros foram vê-los.
O que interessa é a presença de outro ser humano demonstrando preocupação e afeto
Garanto que esse sentimento eles entendem e retribuem. Não estão preocupados com o nome, salário, fé ou religião de cada um.
Afinal, eles tem uma doença incurável, a paralisia cerebral, mas hoje alguns jogadores do Santos mostraram que também estão doentes.
São paralíticos de atitude e isso também atinge o cérebro. E pior, atinge o coração. Deles e dos outros.
Em tempo: Paulo Henrique Ganso e Neymar reconheceram que erraram e prometeram visitar o Lar Espírita Mensageiros da Luz, na primeira chance que tiverem.
De parabéns também a Comissão Técnica comandada por Dorival Júnior que participou da visita e que não entendeu a atitude dos jogadores. Eles não conseguiram se explicar bem até agora.
De quebra, deixo a palavra, sobre o mesmo tema, do kardecista Nilson Cesar:
Parte do elenco do Santos permaneceu dentro do ônibus, em uma visita a uma casa de assistência a crianças com paralisia cerebral e outras deficiências, por se tratar de uma entidade espirita. Além de pobreza de espirito daqueles que não foram até as crianças, fica claro o desconhecimento sobre a filosofia e ciência espirita. Sou Kardecista e lamento profundamente o ocorrido. Ja vi o Neymar e o Ganso pedindo desculpas, e prometem visitar o local brevemente, e achei bonito ver o reconhecimento do equívoco que cometeram. Toda discriminação é odiosa, e permita Deus que isso jamais volte a ocorrer, e que as pessoas passem a respeitar sempre, toda e qualquer opção religiosa. Lamentavel.
Comentário – Numa época em que se festeja o centenário do médium Chico Xavier, os jogadores do Santos, do time desse blogueiro, do melhor time do primeiro semestre, cometeram a maior imbecilidade que alguém poderia cometer preconceito. O Sr. Roberto Brum, a quem defendi ano passado por ter sido excluído da equipe pelo então técnico Vanderley Luxemburgo, provou ter o pior defeito que um protestante pode ter. Bem como qualquer um de qualquer religião: Preconceito.
Estamos falando aqui não de torcedores, não de fé – e insisto como simpatizante que sou da doutrina espírita que não é uma religião, mas uma filosofia – nem de nada disso dessas coisas menores que os homens criaram para se distinguir uns dos outros e levam mais a divergir do que a agregar. Estamos falando de crianças especiais que precisam de algo que dinheiro nenhum paga: Solidariedade. E gente, capitaneada por esse mau sujeito chamado Roberto Brum, que no alto de sua ignorância religiosa, nega a mão a ajudar ao próximo e transgride o primeiro e único mandamento de Jesus, amar uns aos outros, É esse o cristianismo apregoado pela Igreja desse rapaz? É essa a caridade que ele segue e está escrita na carta aos Coríntios? Se for, precisamos rever toda a nossa Bíblia católica, pois algo está muito errado. Bem como outras tantas.
Infelizmente, é esse o grande mal, não dos jogadores de futebol, pessoas, em geral menos esclarecidas que, por conta de um dom dado por Deus (ou seja lá o que for e a crença), mas de muita gente. O time do Santos, de moleques alegres, irreverentes e conseguiram marcar um golaço contra. Não seria má ideia que o presidente do clube desse uma punição aos maus cidadãos. O episodio não atingiu somente os jogadores, dignos de pena e de repúdio, mas uma instituição muito maior que eles, que qualquer um desses que vestem a camisa branca do time da Vila Belmiro, a mesma que trajava um rei sem coroa que dedicou o seu milésimo gol às crianças.
Muito legal esse projeto de lei que tramita na Câmara Municipal de São Paulo propondo que os jogos de futebol acabem antes das onze e quinze da noite, pomposamente
Está na hora dos clubes, promotores do espetáculo futebol, se organizarem de forma séria e profissional em âmbito estadual e nacional e baterem na mesa. A Federação Paulista nada mais é que uma intermediária que agencia mal e porcamente sua competição usando pesos e medidas diferentes a torto e a direito e a vende por migalhas Na Inglaterra, a Premier League é vendida por quantias bilionárias. Para fazer valer o preço que estipula, a entidade, dirigida diretamente por clubes, agrada tanto os telespectadores com transmissões próprias e muito bem cuidadas quanto os torcedores de estádio. Resultado, os jogos na Inglaterra têm lotação esgotada. O dinheiro, rateado, permite que clubes ingleses contratem o fino do futebol mundial, o que faz valer ainda mais seu já caríssimo produto.
Os clubes deveriam mostrar força diante da FPF e impor sua importância no papel que exerce. Não são eles que jogam? Que mandem a Rede Globo cortar a última parte da novela (o que seria uma bênção já que não dá pra extirpá-la de vez, o ideal) ou adequar a sua programação aos jogos. Um dia na semana não seria de mau tom. Mas enquanto o amadorismo reinar, o epíteto de país do futebol ficará cada dia mais vago e sem sentido. E não se pode deixar que uma emissora de qualidade questionável e caráter duvidoso mande e desmande. Futebol é torcida no campo, vibração e empolgação in loco. O torcedor de casa se agrada mais vendo um estádio cheio.
Desde que o Grêmio Barueri mudou o nome para Grêmio Prudente, além de uma boa campanha no Paulistão – torneio em que o Grêmio luta para chegar ao quadrangular final – um problema já foi desencadeado. O outro time da cidade, e mais simpatizado por este blogue, o Presidente Prudente Futebol Clube, PPFC, cobra judicialmente o uso do nome “Prudente” do novo time. O Grêmio, claro, nega isso. Mas um mau começo para os dois times da cidade. Já disse aqui que
seria melhor que ambas equipes juntassem forças para engrandecer o futebol local. Uma questiúncula dessas não leva nenhum dos dois times a lugar algum. O Grêmio, agora Prudente, vai bem no Paulistão e o PPFC já sabe quem enfrentará na Série B, pelo seu grupo, o 1. Uma troca de experiências, jogadores juvenis do maior usado no menor só acrescenta. Que os times cheguem a um consenso e unam esforços. Sempre que Prudente teve dois times, desde os idos tempos de APEA e de Corintians, a coisa nunca deu certo e os dois fracos morriam. Que seja diferente agora.
O que vale mais? Ganhar de 2-0 da Irlanda ou de 1-0 da Alemanha? No quesito “amistoso”, ainda que tivesse tomado pressão da Alemanha jogando em Munique, a Argentina saiu na frente do Brasil, que ganhou da Irlanda com lance impedido, gol contra, jogando feio e tomando sufoco. Essa El Gordito Maradona levou, Dunga.
Nessa sexta-feira, o prefeito de Prudente, Milton Mello, o Tupã, assinou a lei 7.159 que possibilita a transferência, em definitivo do Grêmio Barueri, para a cidade. Ou seja, esqueça o escudo aí do lado. Ele deve mudar logo assim como o nome do time. De Grêmio Barueri, ao fim do campeonato paulista, o time se chamará Grêmio Prudente. A mudança de escudo foi bem ilustrada no ótimo Portal do Ruas.
O blogue, como já foi dito, foi contrário a essa mudança. O Grêmio (Barueri por enquanto) é um time de empresários que não tem raízes nem identidade com a cidade. Não tinha com Barueri e não terá com Prudente. Pragmaticamente falando, talvez, o Barueri seja um indício de futuro no futebol brasileiro. A transferência de cidades por clubes é normal no futebol mexicano, por exemplo, e nos Estados Unidos. Um como no outro, os times são franquias e não clubes. Mas é uma pena que essa tendência se estabeleça até na maior paixão do brasileiro. A sorte é que a coisa parece se restringir, apenas, aos times mais novos. É impensável, por exemplo, que uma entidade do futebol brasileiro como o Palmeiras tencione sair de São Paulo para Taubaté. Mesmo uma equipe intermediária, mas fortemente sedimentada, como a Ponte Preta não deve jamais sair de Campinas.
Que os ares do Rincão façam o Grêmio conseguir colocações dignas nos torneios que disputar. Pelo menos, a cidade terá uma opção a mais de programa durante o ano uma vez que o time disputará a Série A do Brasileirão. E que a cidade, por conta dessa celeuma toda, não descure do Presidente Prudente Futebol Clube. O Tricolor da Vila Industrial disputará a quarta divisão do Paulista esse ano e tem um projeto muito legal para médio prazo e precisa do apoio da cidade. Uma cooperação entre o Grêmio e o Tricolor não seria uma má pedida.

Ontem, pela Copa do Brasil, o Palmeiras bateu o Flamengo, do Piauí, por 4-0
No entanto, a grande atração dos dois jogos da série sequer entrou 
Do Grêmio, Jardel foi pra Portugal onde brilhou no Porto fazendo muitos gols e sendo ídolo da torcida. De lá, foi pra Turquia e voltou pra Portugal, dessa vez no Sporting. Durante esse tempo, o jogador foi acossado por diversos problemas de foro íntimo, como uma separação. E a partir daí começou sua derrocada pessoal. Jardel começou a se envolver com drogas e estava cada vez mais distante daquele atacante que chegou a ser sugerido para a seleção. Com os problemas, a carreira internacional de Jardel foi abreviada e ele voltou a jogar no Brasil passando por clubes menores até parar no Flamengo do Piauí onde, graças ao passado, recebeu algum holofote da imprensa. O jogador tem com o time do Flamengo um contrato parecido com o que Ronaldo tem com o Corinthians. Além de jogar, Jardel é garoto propaganda do time ajudando, com isso, a captar recursos.
Jardel está com 35 anos, idade que outrora decretaria o fim da carreira de um jogador, mas que hoje mostra um resto de auge

Muricy Ramalho demitido do Palmeiras depois do saco que o time tomou ontem, 4-1 para um modesto São Caetano. Nem uma vergonha de time, mas longe de ter equipe pra aplicar essa sapatada no Palmeiras. A partida foi uma das medonhas que o time verde disputou nos últimos anos. Se o time não é uma maravilha, também não é ruim. Das duas uma. Ou ontem o time deu um senhor apagão ou houve o motim que os jogadores fazem pra derrubar técnico. Acredito firmemente na segunda opção.
Muricy veio para o Palmeiras pouco depois de ir embora do São Paulo e namorou o time verde de forma arrastada com negociações lentas. Enquanto isso, o time do Palestra promovia Jorginho, que substituía Luxemburgo e tinha apoio do time e fazia um trabalho positivo. Mas a diretoria queria um nome forte e não descansou até acertar com o técnico que foi campeão brasileiro três vezes... pelo São Paulo.
Muricy e Palmeiras não tiveram liga. A torcida nunca aceitou muito bem o técnico despejado do rival. Além disso, o técnico não conseguiu fazer o elenco mediano, mas com boas perspectivas, deslanchar. Pelo contrário. O time decaiu de uma liderança que mantinha, mesmo aos trancos e barrancos, para uma posição que não lhe garantiu sequer uma vaga na Libertadores. O time viu seus adversários ultrapassarem e todas as disputas ficarem distantes. O ano de 2010 precisava ser o ano da desforra. Começaria pelo Paulista, torneio em que o time começou bem, mas foi perdendo fôlego. A derrota de ontem
É claro que eu não tô pondo esse vídeo por conta da Ana Ameba Brega, mas por conta da entrevista com o craque Petkovic. Aqui temos dois níveis de inteligência distintos, o dela, burra pra cacete falando que a Sérvia pré-guerra tinha dificuldades, e o dele, que a quebra com este trechinho aqui. Atentem a ele.
Ana Maria Braga: Como foi nascer num país com tanta dificuldade?
Petkovic: Quando nasci não tinha dificuldade nenhuma, era um país maravilhoso, vivíamos um regime socialista, todo mundo bem, todos tinham salário, todos tinham emprego. Problemas aconteceram depois dos anos 80.
Eu gosto do Pet. Ele mostra algo que difere o futebolista europeu (e mais velho, os mais novos não são assim, ou são poucos) e o brasileiro: Esclarecimento com consciência.
Desde sempre que chegou ao Brasil, o sérvio encontrou muitas dificuldades pra se firmar definitivamente em algum clube porque ou falava demais (e mal) ou exigia o que lhe era de direito: salários
As entrevistas que ele dá são um espetáculo à parte. Cheio de articulação, lógica e uma ironia malandramente temperada à brasileira, o atleta, num português perfeito, dá cutucões certeiros em desafetos e mesmo em amigos quando vê que o time não rende ou está com alguma coisa errada. O resultado disso se viu neste ano. Pet carregou o medíocre time do Flamengo nas costas, alimentou de bolas o "Imperador" Adriano, que não sabe fazer outra coisa que não ficar na banheira e foi o melhor jogador do campeonato. Em tese, porque a imprensa esportiva brasileira, que prefere morrer a reconhecer que um estrangeiro é melhor que um nativo, deu o prêmio ao Adriano.
Essa entrevista é a prova de que o cara difere da média. Tivemos os nossos Petkovics noutros tempos, o mais emblemático deles era o doutor Sócrates, craque com os pés e com as palavras.
Por que o Rogério Ceni reclama tanto da paradinha que o Neymar deu ontem ao cobrar o pênalti se ele, enquanto cobrador oficial de pênaltis da equipe do São Paulo, quando os cobra é tão adepto da paradinha quanto qualquer atacante? Momento complicado esse em que o goleiro critica o artifício que o cobrado usa, não?
Saiu no site da ESPN
Time de Roraima “some e quer duelo com a Lusa no RS pela Copa do Brasil
O Atlético Roraima 'desapareceu'. Tricampeão do estado nortista em 2007, 2008 e 2009, o time tem vaga assegurada na Copa do Brasil e é o adversário da Portuguesa na primeira fase, com duelo agendado para o dia 24 de fevereiro. Mas a menos de um mês do confronto, não há equipe para entrar em campo.
"Não tem time, não. Não tem ninguém treinando por aqui", afirmou Ribamar Rocha, jornalista responsável pela editoria de esportes do jornal "Folha de Boa Vista", ao ESPN.com.br. "Todo mundo tá desesperado tentando falar com o presidente, mas ele não atende o telefone de jeito nenhum", seguiu Rocha, sem saber ainda qual é a ideia de Carlos Alberto Torres dos Santos.
(...)
Mandatário da equipe tricolor roraimense, Carlos Alberto já tem arquitetado o seu plano para não passar vergonha na competição nacional. Seu objetivo é firmar contrato de três meses com 23 jogadores, um técnico e um preparador físico do Esporte Clube 2014, instituição amadora sem fins lucrativos e de objetivos sociais situada
"O Roraima está confeccionando os contratos, e os jogadores serão profissionalizados e receberão um salário mínimo cada", explicou o diretor da organização gaúcha, Miguel Rangel, à reportagem, por telefone. "Inclusive, nós estamos trabalhando com nossos equipamentos por enquanto, mas o Roraima deve nos auxiliar nisso em breve também", continuou.Assim, o país que receberá a Copa do Mundo de 2014 poderá ver um time de Roraima, na região Norte, não ter um representante sequer do estado em sua equipe. Pior: a intenção de Carlos Alberto inclui ainda tirar a partida de Boa Vista e trazê-la justamente para Porto Alegre, casa do time com o qual entrou em acordo para conseguir os atletas que ainda não tem. Até o local para o confronto já foi escolhido.
Comentário – Que os times de regiões mais afastadas como Roraima, por exemplo, em que o futebol é algo quase esporádico e sem a estrutura dos grandes centros, não se repreende. Infelizmente, nesse país continental, falar em uma estruturação nacional do esporte mais popular é piada ou utopia. Claro que um time como o Roraima, que sabe desde novembro que vai disputar a Copa do Brasil, deveria ter se coçado e corrido atrás para uma participação digna no torneio. Mas isso de se associar com um time do Rio Grande do Sul é picaretagem das grossas. Infelizmente, a CBF se cala a respeito. Mas era de se esperar. Depois do Barueri se mudar pra Prudente e do Campinas ocupar seu lugar na cidade, o trânsito de times atravessa estados, no caso um país todo. Ainda veremos um time baiano jogar o campeonato mineiro ou um paranaense vir jogar
É o país que sediará a Copa 2014.
Robinho foi apresentado hoje como jogador do Santos com festa ao estilo das apresentações de Ronaldo e Roberto Carlos no Corinthians. Teve até show do Charlie Brown Jr e uma rápida participação do Pelé, o maior garoto propaganda que o time da baixada já teve.
Foi uma coisa bonita de se ver. É interessante que o futebol brasileiro tome esse exemplo das apresentações públicas dos seus craques. O Real Madrid conseguiu lotar seu estádio quando das apresentações de Kaká e de Cristiano Ronaldo, este muito mais midiático além de craque. Isso rende uma bela receita para o clube além de ser uma jogada interessante para o Marketing. O time aparece na mídia. E a volta de Robinho ao Santos é uma perfeita oportunidade para isso,
Mas nem só de festa e marketing vive o futebol. Embora, a coisa pareça estar mais voltada a esses dois temas, Robinho deve jogar. Discursos marcados à parte, é preciso que Robinho encontre seu melhor futebol no Santos, o que ele não fez nem no Real nem no Manchester City. O melhor futebol de Robinho, diferente do que ele acredita, não o levará a ser o melhor do mundo, seu sonho. Se bem jogado, poderá levar o Santos, que vem se revelando um time arrumadinho, aos títulos do primeiro semestre, sobretudo a Copa do Brasil, atalho a Libertadores.
Robinho vem para o Santos num empréstimo de seis meses podendo ficar até uma hipotética final da Copa do Brasil. A demagogia de “jogar aqui até o final da minha carreira” dita pelo jogador, logo, não passa de discurso vazio. A chance de Robinho ficar no Santos além do empréstimo é pequena. O homem só está no clube porque patrocinadores resolveram bancar sua vinda. A finalidade é captar receita e a idéia é boa. Desde 2008, com Ronaldo, o Corinthians vem conseguindo ganhar boas quantias para ele e para o jogador, que termina se pagando. Mas a união Ronaldo-Corinthians deu certo em todos os aspectos. Fora do campo, o jogador conseguiu contratos, publicidade e dinheiro. Dentro de campo, o homem arrebentou ainda que estivesse longe do Ronaldo dos áureos tempos. O exemplo pra Robinho está dado. Cabe a ele, dentro de campo, voltar a ser Robinho. Sem maiores pretensões ou devaneios.
Egito e Argélia jogam hoje, de novo, a terceira vez em menos de três meses num clássico norte-africano que extrapolou de longe os limites das quatro linhas. O jogo levou a conflitos e perseguições de nativos no outro país, sobretudo na Argélia. Para o jogo de hoje, que vale uma vaga na final da Copa Africana de Nações, o clima está pra lá de efervescente. Egito e Argélia mandaram torcedores para Angola, que por sua vez, recusou a entrada deles no país. Jogadores falam
Culturalmente, os dois países se aproximam em certos pontos e distam
Quanto ao futebol, é flagrante a superioridade egípcia. O time é o atual campeão continental de seleções e vem sendo a melhor equipe da competição este ano
Não é normal que o futebol seja pano de fundo para conflitos ou tremores diplomáticos. A história mais célebre envolvendo o esporte se deu em 1969 quando Honduras e El Salvador pegaram em armas após uma série de três partidas entre os dois países, que já não vinham em boas relações. Que a guerra que os jogadores aludem se restrinja ao campo e que o espírito esportivo reine após o jogo. De uma forma ou de outra, a partida promete muitas emoções. Que fique só nos noventa minutos.