Mostrando postagens com marcador mico da semana. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador mico da semana. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Mico da Semana

O Mico dessa semana fica para os torcedores da oposição, a turma que ficou aí chorando dizendo que o título do Santos ontem foi roubado, que a arbitragem prejudicou o Santos André num gol cujo lance que o originou estava parado de antanho e foram precisos diversos replays para chegar a conclusão que, sim, houve o impedimento. Se é verdade que nos dois jogos da final, sobretudo na partida de ontem, o Santo André jogou uma partida magistral lutando bravamente por um quarto gol que lhe valeria o inédito título paulista, é inconteste que o santos fez um campeonato no todo fantástico, Um time que joga o velho futebol ofensivo e goleador e teve por vítimas rivais clássicos como Corinthians e São Paulo (casualmente, partidos de onde surgiram as maiores broncas contra a suposta má arbitragem) não poderia perder o campeonato em duas partidas mal jogadas e ainda potencializadas com o estresse de outra decisão, a Copa do Brasil. Essa decisão só prova o quanto o arcaico campeonato paulista ocupa um calendário importante dos times atando-os de uma preparação melhor concebida para torneios importantes. Sem pausa, entre o título paulista de ontem, a decisão da vaga na Copa do Brasil nesta quarta já vem engatado o começo do campeonato brasileiro, torneio mais vitaminado em que serão, realmente, medidas as forças dos campeões estaduais. Por hora, vale festejar, sim, o décimo oitavo título do bom time do Santos, a equipe dos cem gols no primeiro semestre. É um alento, mas não se deve descansar sob os louros. Enfrentar equipes azeitadas do calibre de um Cruzeiro, de um Grêmio ou de um Botafogo é muito mais válido e mostra muito mais competência e indica carências do que um jogo contra a Naviraiense. Mesmo assim, meus caros detratores do belo futebol e do título merecidamente conquistado, olhem para trás e vejam se no histórico de vossos troféus todos foram conquistados “licitamente” sem nenhuma mácula dos homens do apito ou da cartolagem, sem compra de zagueiros ou reviravoltas tramoiadas na Justiça Desportiva. Não apontem erro com o dedo sujo. Do contrário... O choro é livre.



segunda-feira, 5 de abril de 2010

Mico da Semana

Aconteceu algo essa semana que foi odiosa. Dou a voz ao grande repórter Luiz Carlos Quartarollo:


Alguns jovens jogadores do Santos se recusaram a entregar ovos de páscoa para pacientes de um lar espírita, em Santos.


Alegaram religiosidade. Foi muita ignorância, isso sim.


Faltou humanidade e informação.


Os evangélicos do elenco, entre eles o líder do grupo, Roberto Brum, não aceitam a convivência com os espíritas, que são tão seres humanos como outro qualquer.


O mundo já está dividido demais para se levar tudo a ferro e a fogo. Duvido que Deus queira isso.


Aliás, pelo que sei Deus é de todos e não daqueles que se dizem mais Dele, daqueles que se acham santos e olham os outros como diabos, como pobres pecadores, esquecendo-se do mal que cometem.


A justificativa do confronto das convicções religiosas de alguns jogadores como Robinho, Fábio Costa, Paulo Henrique Ganso, Brum e Neymar soa mal.


Com todo o respeito, faltou informação e amor ao próximo.


Parabéns aos jogadores Felipe, Wladimir, Edu Dracena, Zé Eduardo, Arouca, Pará, Gil, Maikon Leite, Breitner, Zezinho e Wesley que não se guiaram por bobagens e fizeram a festa com os pacientes do Lar Espírita Mensageiros da Luz.


A entidade cuida de 40 pacientes com paralisia cerebral e precisa de ajuda.


A presença dos jogadores foi uma festa diferente para os pacientes.


Pelo que sei sobre paralisia cerebral e não é muito, provavelmente esses pacientes não tem muita sintonia com a realidade e nem sabem quem são os visitantes em alguns casos.


Portanto, para eles tanto faz se Robinho, Neymar e outros considerados astros foram vê-los.


O que interessa é a presença de outro ser humano demonstrando preocupação e afeto


Garanto que esse sentimento eles entendem e retribuem. Não estão preocupados com o nome, salário, fé ou religião de cada um.


Afinal, eles tem uma doença incurável, a paralisia cerebral, mas hoje alguns jogadores do Santos mostraram que também estão doentes.


São paralíticos de atitude e isso também atinge o cérebro. E pior, atinge o coração. Deles e dos outros.


Em tempo: Paulo Henrique Ganso e Neymar reconheceram que erraram e prometeram visitar o Lar Espírita Mensageiros da Luz, na primeira chance que tiverem.


De parabéns também a Comissão Técnica comandada por Dorival Júnior que participou da visita e que não entendeu a atitude dos jogadores. Eles não conseguiram se explicar bem até agora.


De quebra, deixo a palavra, sobre o mesmo tema, do kardecista Nilson Cesar:


Parte do elenco do Santos permaneceu dentro do ônibus, em uma visita a uma casa de assistência a crianças com paralisia cerebral e outras deficiências, por se tratar de uma entidade espirita. Além de pobreza de espirito daqueles que não foram até as crianças, fica claro o desconhecimento sobre a filosofia e ciência espirita. Sou Kardecista e lamento profundamente o ocorrido. Ja vi o Neymar e o Ganso pedindo desculpas, e prometem visitar o local brevemente, e achei bonito ver o reconhecimento do equívoco que cometeram. Toda discriminação é odiosa, e permita Deus que isso jamais volte a ocorrer, e que as pessoas passem a respeitar sempre, toda e qualquer opção religiosa. Lamentavel.


Comentário – Numa época em que se festeja o centenário do médium Chico Xavier, os jogadores do Santos, do time desse blogueiro, do melhor time do primeiro semestre, cometeram a maior imbecilidade que alguém poderia cometer preconceito. O Sr. Roberto Brum, a quem defendi ano passado por ter sido excluído da equipe pelo então técnico Vanderley Luxemburgo, provou ter o pior defeito que um protestante pode ter. Bem como qualquer um de qualquer religião: Preconceito.


Estamos falando aqui não de torcedores, não de fé – e insisto como simpatizante que sou da doutrina espírita que não é uma religião, mas uma filosofia – nem de nada disso dessas coisas menores que os homens criaram para se distinguir uns dos outros e levam mais a divergir do que a agregar. Estamos falando de crianças especiais que precisam de algo que dinheiro nenhum paga: Solidariedade. E gente, capitaneada por esse mau sujeito chamado Roberto Brum, que no alto de sua ignorância religiosa, nega a mão a ajudar ao próximo e transgride o primeiro e único mandamento de Jesus, amar uns aos outros, É esse o cristianismo apregoado pela Igreja desse rapaz? É essa a caridade que ele segue e está escrita na carta aos Coríntios? Se for, precisamos rever toda a nossa Bíblia católica, pois algo está muito errado. Bem como outras tantas.


Infelizmente, é esse o grande mal, não dos jogadores de futebol, pessoas, em geral menos esclarecidas que, por conta de um dom dado por Deus (ou seja lá o que for e a crença), mas de muita gente. O time do Santos, de moleques alegres, irreverentes e conseguiram marcar um golaço contra. Não seria má ideia que o presidente do clube desse uma punição aos maus cidadãos. O episodio não atingiu somente os jogadores, dignos de pena e de repúdio, mas uma instituição muito maior que eles, que qualquer um desses que vestem a camisa branca do time da Vila Belmiro, a mesma que trajava um rei sem coroa que dedicou o seu milésimo gol às crianças.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Mico da Semana

O mico da semana se deu ontem no clássico entre Corinthians e São Paulo no Pacaembu. Não o jogo em si, que foi sensacional, com o Corinthians abrindo 3 a 1 e com o São Paulo bravamente buscando o empate. Só por isso, o jogo já valeria o ingresso, mas o gol do Corinthians no final que selou o 4-3 lavou a alma da torcida corintiana e encheu de orgulho o são-paulino fã do time e do futebol. Perder lutando é muito mais bonito que muita vitória insossa que temos por aí, principalmente na Era Dunga II, o Treinador.


O mico se deu após o jogo quando um torcedor do Corinthians agrediu o goleiro Rogério Ceni do São Paulo com um tapa e um xingamento. O sujeito, que foi revelado se chamar Alexander, trabalha no estádio do Pacaembu, ou seja, tem acesso fácil a certas dependências vedadas à torcida e mesmo à imprensa. A justiça já tomou as primeiras providências no caso e Rogério não quis dar queixa contra o animal.


Isso abre um precedente muito perigoso. Primeiro porque mostra a fragilidade da segurança do estádio municipal, que permite acesso a lugares específicos aos jogadores para pessoas estranhas. Segundo porque o cidadão poderia não querer apenas dar um tapa e falar uma bobagem ao goleiro. Podia querer dar um tiro, uma facada e a coisa seria bem mais grave.


É esse o país que vai sediar uma copa daqui quatro anos? Que não oferece o conforto mínimo aos participantes do espetáculo? Espera-se que a administração do Pacaembu tome providências quanto a esse inconseqüente paralelo ao que a Justiça decidir. Um órgão público que gere patrimônio da cidade de São Paulo não pode aceitar em seus quadros um sujeito que tenha essa ousadia.



segunda-feira, 22 de março de 2010

Mico da Semana

O Mico dessa semana será breve, sem muita coisa a ser escrita, afinal a foto diz mais que qualquer frase que pudesse ser escrita pelo blogueiro. Esse episódio vergonhoso se deu nesse fim de semana, quando Rodrigo Faro, apresentador do bom programa O Melhor do Brasil da Rede Record – o menos agressivo e imbecilizante dos programas de auditório da grade brasileira –, se vestiu de Lacraia no quadro Vai Dar Namoro. Precisa ganhar muito bem pra pagar um mico desses. E o programa merece os louros que tem. E só sedimenta Faro como um entreteiner. Mas a foto fala por si só.


One more time

segunda-feira, 8 de março de 2010

Mico da Semana

Coluna que andava meio esquecida devido à falta de personagens relevantes e/ou novidades, o Mico da Semana volta nesta para premiar o goleiro do Flamengo, Bruno. Colega de esbórnias e baladas do jogador Adriano, que é imperador apenas no Rio de Janeiro, o moço resolveu defender o amigo, que andou meio encrencado com sua noiva. Para elaborar sua tese, o goleiro se saiu com essa fala:


“Muitos que são casados sabem que, às vezes, em um relacionamento, é preciso uma discussão, ou até mesmo algo mais sério. Quem nunca saiu na mão com a mulher?”


Como assim, amigo? Eu não sou casado, estou solteiro, sem namorada, mas penso que, como eu, muito homem que é casado nunca “saiu na mão” com sua esposa. Haver discussão, transijo, até é normal. É preciso que o relacionamento tenha lá suas arestas a ser aparadas, mas isso se faz conversando como pessoas civilizadas, entrando em acordo e cedendo ambos. A partir do momento que uma das partes se levanta pra “sair na mão” com a outra acabou amor, acabou respeito, acabou tudo sem chance de voltar atrás. Eu não sei qual foi o ambiente no qual esse moço nasceu e cresceu, mas se, nele, era normal marido “sair na mão” com a mulher, recomendo que o moço reveja seus conceitos urgentemente. Menos por hoje ser o Dia Internacional da Mulher, que é uma data simbólica já que todos os dias são delas e o oito de março é apenas uma efeméride no calendário, mas pelo cultivo da civilidade entre seres humanos que, se estão casados, namorando ou tendo qualquer relação séria – ou não – que exige respeito mútuo. Quando não tiver o que dizer, meu caro Bruno, é recomendável que se mantenha a boca fechada.



segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Mico da Semana

Se semana passada, o Mico da Semana foi pro presidente Belluzzo, do Palmeiras, por incitar a violência, o dessa semana vai pra torcida santista, que sábado, na eleição do novo presidente do clube, provocou uma briga generalizada entre os partidos da situação e da oposição. Esta tomou o poder depois de dez anos de reinado do Marcelo Teixeira. A apuração ia bem até que uma confusão se instalou e foi de tudo. Cadeira voando até gás de pimenta.No final dos trabalhos, a vitória de Luís Álvaro Ribeiro decretou o fim de mais um mandato longevo, característico no futebol brasileiro além de selar uma renovação a fórceps no time da Vila Belmiro. Com Marcelo Teixeira saem o técnico Vanderlei Luxemburgo, que deixou frisado seu apoio à situação, e Kleber Pereira. Outros tantos atletas deverão ser dispensados pelo clube. A verdade é que 2009 foi um ano para se esquecer pelos lados da Baixada. Apesar da boa participação no Paulista sendo vice-campeão atrás de um Corinthians embalado, os insucessos foram mais numerosos a começar pela eliminação da Copa do Brasil pelo modesto CSA de Alagoas passando pelo Brasileiro pífio que o time fez namorando a zona de rebaixamento e se despedindo ontem de forma melancólica com uma derrota na Vila. Ao passo disso, o time foi notícia por conflitos internos no grupo e sublevação dos atletas contra técnicos. Um time da grandeza do Santos não pode aceitar de forma passiva isso. Que o Sr. Ribeiro devolva os dias de sucesso ao clube.



segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Mico da Semana

O Mico dessa semana fica com o presidente do Palmeiras, não pelo que ele fez, mas pelo exemplo que passou. É sabido que na semana que passou, o economista e agora cartola Luiz Gonzaga Belluzzo foi filmado numa festa na quadra da torcida Mancha Alviverde, uma das mais violentas do Brasil. E num dado momento, fala em “matar os bambis”. A interpretação disso, dê quem quiser a que lhe for mais conveniente. Por mais que “matar” seja apenas uma expressão de “ganhar”, “vencer”, dá margem a outras muito piores. E isso, num antro de marginais que é uma torcida organizada (não a do Palmeiras, mas todas, esconderijos de marginais), pega muito mal. Erro do cartola Belluzzo em estar numa festa dessa turma? A princípio, sim, mas numa análise ampla, não. É claro que, como presidente de um clube tradicional e uma equipe de futebol de história, não faz muito bem que ele estivesse lá. Não vejo com bons olhos dirigentes, jogadores, quem quer que seja que esteja dentro das entranhas do clube se misturar com – vá lá – torcida. Dá uma impressão muito clara de troca de favores. E não cai bem que um sujeito do calibre do Belluzzo, economista renomado, professor universitário e gente de reputação ilibada se misturar com arruaceiros. Ok, da vida íntima cada um cuida da sua e o presidente poderia estar na festa da Mancha Alviverde não como o economista ou o cartola, mas como o torcedor Belluzzo. Mas é difícil dissociar este daqueles. Não condeno, assim, o Belluzzo por ter ido a essa festa, se bem que era melhor que não o fizesse, e nem pela brincadeira, ainda que grosseira, o ambiente permitia isso. Mas lhe faltou um traquejo, uma vivência de que, nos dias de hoje em que se topa com fotógrafos ou cinegrafistas amadores, mas mexeriqueiros quase profissionais em cada esquina, poderia haver mais discrição. E à brincadeira, de muito mau gosto, mas totalmente permitida, nosso Belluzzo poderia ficar de fora.



segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Mico da Semana


Não há muito o que falar da Sessão Mico da Semana, que andou sumida. A briga entre o Obina e o Maurício no jogo de quarta-feira contra o Grêmio. Além de mostrar que o clima pelos lados do Palestra não anda muito bom, foi um mau exemplo de como se portar numa equipe, não de futebol, mas de trabalho. O Palmeiras perdeu o título e o Obina queimou o filme.


segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Mico da semana

Esta coluna estava meio sumida porque ficar atribuindo prêmios aos mesmos políticos de sempre seria uma tremenda rotina. Mas o mico dessa semana vai para o pai de Denver que lançou um balão e trombeteou a história do filho preso nele.


Isso se passou essa semana. O pai de um menino ligou para a polícia avisando que seu filho estava num balão desgovernado planando pelos céus do Colorado. Isso moveu força humana, helicópteros e aviões. Quando abateram o balão, não acharam o menino, que estava escondido num porão na casa da família.


Coisa estúpida é essa de passar trote em polícia, em hospital. Desde criança, achei isso um tremendo recibo de idiotice. Agora quando a pessoa faz isso elevado a uma potência inimaginável e alcança, em tempos de informação rápida, notoriedade mundial, mais do que escárnio e reprovação, a pessoa merece também uma sanção dura da lei. Isso vai acontecer. Tanto lá quanto aqui, o fato de se mover força policial pra conferir um fato que não acontece é crime. O engraçadinho vai pagar pelo que cometeu, e será pouco pela arte sem graça a qual expôs o filho.



segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Mico da semana


O Mico dessa semana, e essa sessão estava esquecida já há algum tempo, foi a declaração infeliz do técnico do Goiás, Hélio dos Anjos, após a classificação do seu time na Copa Sul-Americana dizendo que “homem que sente ciúme de homem é viado”. Se por um lado, foi uma declaração infeliz do treinador, que a deu rebatendo as acusações de que o elenco esmeraldino teria ciúmes dos privilégios dados ao atacante Fernandão, por outro a declaração, e só ela, tomada fora do contexto pode dar uma proporção maior a uma explicação.

Há mau-gosto na expressão? Sem dúvida. A comparação do técnico foi inoportuna e a linguagem chula para uma coletiva, mas tomada no geral, ela tem certo cabimento, sim. A forma foi errada, mas o fim foi alcançado. É o tal do politicamente correto imperando e tosando certos manifestos com o eterno medo de ofender. Assim, vivemos num tempo em que “especiais”, “excepcionais”, “afros”, “nipônicos”, “homoafetivos” e outros eufemismos que discriminem de forma suave certos nichos da sociedade. Deixando claro que não prezo pelo racismo ou por qualquer espécie de discriminação, mas prezo muito menos por ninharias, frases descontextualizadas que se transformam em verdadeiras ofensas imperdoáveis.

Pode-se dizer algo sobre o fato do técnico ter dito que não trabalha com homossexuais, aí sim, teremos, não exatamente preconceito, mas uma bobagem sem tamanho. A postura do machão intolerante é reprovável. O técnico não pode querer dar as cartas na vida pessoal do atleta. Aí, sim, vemos uma grande bobagem sobre a qual não deveria caber processo do MP, mas sim um repúdio geral da mídia, que foi feito, e de grupos de defesas dos direitos dos homos, o que também foi feito. E pare por aí.

De qualquer forma, a postura de Hélio dos Anjos por não saber se expressar e ter causado esse bafafá todo merece uma nota de repúdio pela insensatez e pelo impropério mais do que pelo suposto preconceito que lhe foi atribuído.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Mico da semana

A chegada do Twitter como nova ferramenta de informação, entretenimento e, sobretudo, aproximação dos ídolos aos seus fãs é, como toda nova mídia, toda nova moda e, sobretudo, toda comunicação, uma faca de dois gumes. O Twitter permite que você saiba, por exemplo, o dia-a-dia de gente como o Willian Bonner, a Juliana Paes, o Ashton Kutcher e a Xuxa. Não que isso vá modificar a vida de quem os segue, mas dá uma idéia mais “humana” de gente que a gente só vê nas telas. E a eles uma cara mais simpática, menos distante.

O problema é que o Twitter é algo aberto. Então, se por acaso, vamos supor, a Juliana Paes escreve lá que acordou com comichão vai ser parlamentado por mais inútil que isso possa ser. E foi algo nesse naipe que aconteceu essa semana. Sasha, a filha da Xuxa, escreveu em seu Twitter isso:

oi gente sou eu sasha estou aqui filmando o novo filme a xuxa, e um vai ser m otimo filme, tenho q ir vou fazer uma sena com a cobra (grifos meus) (sic)

Até aí, tudo bem. A menina está rodando um filme e trouxe à baila sua impressão do filme e o que vai fazer. O problema é a interpretação gerada pelo erro de português. A maldade já remete ao ex-namoro da mãe, a interpretações maliciosas da referida “sena” e outras coisas. É a contrapartida. Aparece algo e foi comentado. Se se considerou o fato de ter sido escrito por uma criança, isso é irrelevante. Muito pior foi a atitude da mãe, que se manifestou:


Xuxa sempre foi tida como uma mulher alheia à realidade, que vive num mundo fantasioso e que, quando sai dele, sempre sofre um choque violento que logo a faz voltar ao seu casulo cor-de-rosa. Depois do contratempo, Xuxa veio, outra vez, à mídia anunciando que iria fechar o Twitter, que o site é invasivo e desrespeitoso e outras balelas. Então é assim que funciona? Por ter a filha alvo de piadas, ela resolve fechar um site que é sucesso e, mais que mera diversão, têm sido instrumento de informação? Alguém precisa explicar a essa moça que, sim, o mundo é maldoso, que, sim, o passado vai condenar ad eternum e que não é fazendo manha e biquinho que as coisas vão parar. Já falei da Xuxa outras vezes nesse blogue, mesmo nessa sessão. Mas parece que ela não quer sair disso. Solução? Esquecer. Quer sair do Twitter? Saia, quer fazer birra? Faça. Mas na espere que por conta disso, o mundo vai parar, as piadas vão cessar e haverá comoção coletiva ou respeito automático. Por outro lado, tudo isso acentuará mais e mais o ridículo que essa mulher vem despertando há anos.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Mico da Semana

O Mico da Semana vai pra Lina Vieira, a ex-secretária da Receita Federal que abriu pra imprensa um encontro que teria tido coma Ministra da Casa Civil Dilma Roussef em que esta teria pedido a ela que apressassem o inquérito contra o filho do Senador José Sarney, mas, em depoimento diante dos senadores, ela,simplesmente, não manteve essa história. Mais que isso, deu a entender que o tal encontro jamais aconteceu.


Lina nessa história toda pareceu um joguete mal feito pela imprensa (esta imprensa que, no chuveiro e na cama morre de medo de uma possível eleição de Dilma e da manutenção do governo petista) e aproveitado pela oposição que quer derrubar o bom governo do Lula e associa a ele tudo de ruim, de desonesto, de falho que há na atualidade política. O problema é que o fantoche, quando estava pra ser manuseado, quebrou.


Claro que a história do encontro, se ele tivesse mesmo acontecido, merecia uma investigação muito séria e isenta, o que – entendendo a oposição politiqueira e alarmista que temos – seria muito difícil, mas, desgraçadamente, é a oposição que temos. Mas pra isso, é preciso que a história se sustente. E Lina cansou de tergiversar, de se contradizer e conseguiu mais irritar os senadores.

E o pior de tudo foi o papel da imprensa nisso. Como órgãos que se dizem sério e probo como o Estadão e O Globo acreditam na primeira balela que escutam e divulgam como notícia? São práticas criminosas como essa que fazem com que mídias como Veja, Folha, Globo percam mais e mais credibilidade com a ala consciente da população. Infelizmente, o alcance que têm nas massas termina diluindo a indignação dos críticos.


Mas podemos esperar até 2010, muitos golpes dessa espécie. Outros factóides e bobagens que, por terem o carimbo dos Frias ou dos Civita ou dos Marinho, vão cair na terra

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Mico da Semana


O mico da semana vai pra apresentadora e danificadora de mentes infantis Xuxa Meneghel. Ela provou qual é o real sentido de ser uma celebridade neste País em que o termo está mais deturpado, mais deslocado do que nunca. Primeiro foi sua incoerência. Como alguém que se diz ser “povo” andar cercada de seguranças? Povo é povo, anda desnudado de proteção porque é incógnito entre os seus. Outra foi sua má educação e sua ingratidão ao receber o Kikito, o dito Oscar do cinema nacional, por homenagem ao conjunto de sua obra com a “zagalística” frase (bem lembrado por Celso Sabadin em seu texto): “Eles tiveram que me engolir.”


Vamos analisar algumas coisas que ela disse em seu discurso: A primeira, óbvia e já levantada. “Eu sou povo”. Não é. Povo não anda com um séquito tão ostensivo. Seguranças que trataram como um animal um fã da moça. Dentro do estereótipo elitista, o comportamento foi, realmente bem popular: grosseiro. Depois disso, de receber o prêmio fez um discurso agressivo contra quem lhe deu o prêmio. Depois, ela continuou com “Eu não me arrependo de nada. Eu não tenho vergonha de ser povo, de ser loira e vencedora”. Ah, é? Então prove seu não arrependimento e devolva a esse povo as cópias que a senhora mesma mandou apreender do seu primeiro e mais célebre filme. Por razões bem pouco pueris, diga-se. Fora isso foi um festival de auto-reconhecimento, falsa modéstia e violência travestida de agradecimento. Aliás, nisso tudo, Xuxa é especialista. Ninguém na mídia brasileira joga mais confete em si como ela.


A homenagem a Xuxa é questionável e subjetiva. Declaradamente, o fator público e renda (36 milhões de pessoas aos cinemas vendo seus filmes) sobrepujaram a qualidade. Pessoalmente, sou contra porque os filmes são ruins, novelescos, altamente melosos e completamente alienantes. Vão questionar dizendo que filmes infantis têm que ser mais leves. Leveza é uma coisa, imbecilidade é outra.


Mas não tem problema. O cinema brasileiro, salvo raras exceções (que a mídia apressou a chamar de filmes intelectuais que retratam a desgraça humana) é formado por filmes descompromissados com uma verdade, uma formação humana. Alguns, como Se eu Fosse Você, até conseguem sair da mesmice novelesca (porque os filmes brasileiros parecem precisar seguir a fórmula batida das novelas), mas não é regra. Os filmes mais interessantes ou não tem divulgação por não serem comerciais ou não acham espaço em salas, sempre preocupadas em passar blockbusters.


Quanto a Xuxa, ela pode dormir feliz. Se lhe faltava algo era o reconhecimento dos “intelectuais” de Gramado, não falta mais. Que ela volte ao ostracismo em que ela repousa desde que aposentou o título de Rainha dos Baixinhos (e que estragou uma geração inteira) fazendo programas fracos e dando declarações polêmicas que a tragam de novo à baila. Por si só, ela não consegue mais


terça-feira, 11 de agosto de 2009

Mico da Semana

O Mico dessa Semana vai atrasado, mas com muita propriedade ao Jô Soares que, numa entrevista com Juca Kfouri, fez um comentário estúpido sobre a vinda do jogo entre Corinthians e Palmeiras em Prudente, que fica “pra lá de Deus me livre”. Ok, o jogo não deveria ter sido realizado aqui, eu mesmo me manifestei contrário, mas vamos devagar com o andor.


Primeiro, Jô Soares acredita ser o supra-sumo da intelectualidade brasileira. Não se nega que o homem é de uma cultura infindável, versátil poliglota e conhecedor de diversos assuntos. E pára por aí. A começar, como escritor Jô é medíocre. Seu primeiro livro, Xangô de Baker Street é interessantinho, pra falar bem. O segundo, o homem que matou Getúlio Vargas é dantesco. De um mau-gosto sem nome, faz troça com a polidactilia do personagem principal. Ou seja, é muito engraçado fazer graça com os outros. Porém, quando é chamado de gordo e alvo de piadas grosseiras, o próprio autor não gosta. Assim, é muito fácil fazer rir. O terceiro, Assassinatos na Academia Brasileira de Letras, nada mais é do que o desejo do apresentador de ser um imortal. Tendo pela atual presença nos fardões, nada improvável.


Segundo, sempre que aborda o tema futebol, Jô se mostra um tremendo ignorante. Não lhe é obrigatório conhecer do riscado. Ele conhece psicanálise melhor que eu. Porém, uma diferença grassa: Eu não me meto a falar de Freud ou criticá-lo. Sequer li um livro de Freud em minha vida. Jô, pelo contrário, parece se dar o dever de ser um sábio em tudo. E quando aborda um tema estranho à sua vasta cultura comete gafes terríveis. Que o gordo fosse da mesma opinião do Juca (este sim, uma autoridade em esportes), que a manifestasse de forma mais polida e mais embasada aludindo como oposições a distância, o custo, a logística, mas sem comentários subjetivos.


E como não se bastasse o comentário infeliz, Jô conseguiu ser pior na escusa. Manifestando repúdio ao que foi dito, o prefeito desta cidade, Milton Melo, enviou um protesto contra o dito e que foi lido no ar pelo apresentador. Tentando justificar, Jô se saiu com essa no vídeo abaixo. Seria bom o Kassab dizer que deus-me-livre é o programa do Jô cada vez menos atraente e mais escatológico.



segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Mico da Semana

O mico dessa semana vai para a Camisa 12, torcida organizada do Corinthians bem como para o diretor de futebol do clube, Mario Gobbi. E ambos estiveram em lados opostos no mesmo fato.


O fato é que no sábado, numa discussão entre membros da referida torcida organizada, num evento no clube Corinthians com o diretor, torcedores agrediram-no com uma cadeirada. Ou seja, a violência, por si, já é um absurdo digno de mico e merece total reprovação. O lance é que, além de cartola do clube, Gobbi é delegado de polícia de carreira. O que o delegado fez contra os agressores do cartola? Nada. Absolutamente nada!


É claro que toda ação violenta gratuita, mais do que vergonhosa, é apenada no Código Penal. Lesões leves, graves, vias de fato... Tudo isso é crime que qualquer delegado de polícia sensato daria voz de prisão ao agressor deixando que a justiça cuidasse do resto. Caberia a ela analisar os fatos e livrar o meliante das garras da lei, ou não. Como delegado, Gobbi deveria fazer se valer como mantedor da boa ordem.


As torcidas organizadas são cancros que o futebol criou e os clubes dão guarida. Em nome de uma suposta simpatia clubística, bandidos se digladiam em verdadeiras guerras campais que há tempos já saíram dos estádios. A Camisa 12 provou que torcer não é sua principal preocupação. Entesta o diretor do clube, que tem responsabilidades diretas sobre o futebol e não deve satisfação a ninguém, e resolve a discussão com uma cadeira por argumento. E agora, com o precedente da abstenção do delegado, sabe que o caminho pras suas barbáries. Será que esse delegado fecharia os olhos pra outros casos? O caso mereceria uma atenção especial do MP em relação à atitude do policial civil que foi condescendente com um crime que ocorre às suas vistas.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Mico da Semana

O mico da semana foi, claro, do Sr. Galvão Bueno. Sei que mico é especialidade do narrador-mor e chato benemérito da Rede Globo, mas essa de plantar notícia (que foi parlamentada – inclusive – neste blogue) sem ter qualquer ligação direta com a fonte é o cúmulo da arrogância. Muito bem, assim, como ele pode afirmar uma coisa, dialeticamente, isso pode ser negado, E a negação apareceu na terça feira, um dia após a bomba do Galvão no blogue do grande jornalista Flávio Gomes sob a seguinte manchete:


Nelsinho corre na Hungria


Sim, anunciado a próprio punho (ou dedos, no caso) pelo piloto em seu Twitter (a mídia que vai terminar de derrubar os jornais e revistas impressos), a notícia desmontou a manchete do dia anterior. De repente, Galvão e sua credibilidade de areia se desfizeram na garoa. Mas o que dizer de um dos personagens mais fanfarrões da mídia brasileira, aquele que deduz as maiores bobagens ao vivo para ser quebrado segundos depois? Pena que ele ainda goze de um prestígio imerecido diante de uma maioria que, na incapacidade de ter acesso ao todos, se contenta com a miragem. É mais um mico pro criadouro do Galvão. Melhor o IBAMA dar uma olhada pra ver se está tudo certo com ele. E nós só podemos lhe dizer uma coisa:



segunda-feira, 6 de julho de 2009

Mico da Semana

Numa semana em que tivemos um golpe militar em Honduras mostrando que ainda há resíduos dos anos 60, no lado de baixo tivemos outra grave demonstração de que a turma da direita não é muito simpática à democracia e nem a questões incômodas. Quando foi entrevistar o senador, ex-presidente e escroque José Sarney, o repórter do programa CQC, Danilo Gentilli, foi agredido por seguranças pessoais do parlamentar.

Há questões sobre o livre acesso de um programa humorístico na casa do povo como há quem questione se o que faz o CQC pode ser chamado de jornalismo. Na opinião deste que vos escreve, sim, é uma modalidade de jornalismo. Se não é a mais correta ou a mais formal, é a mais irreverente e, por isso mesmo, a que mais constrange políticos de honestidade duvidosa. E isso, para cidadãos críticos, é uma poderosa arma.

Não é a primeira vez que Danilo Gentilli e, por extensão, o CQC é coibido em seu exercício. Ano passado, o programa foi simplesmente proibido de fazer matérias na Câmara. A pressão feita pelo programa via net e pela própria imprensa terminou revogando a proibição.

José Sarney está numa corda bamba com seus atos secretos que deram emprego pra familiares e pessoas próximas. Ou seja, estamos pagando a patota do coronel maranhense. Aí, de repente, chega um repórter e é agredido justamente por questionar isso? É pra isso que se elege um senador? Triste ver que um homem que deveria representar seu estado (que diga-se, nem é onde ele vive) e tem fortes ranços do regime militar que ele encerrou se portar como aqueles que o antecederam. O vídeo, que ainda não foi ao ar, vazou pra Internet. E está aí.