Um programa que eu adoro ouvir na rádio é o Esporte em Discussão, que passa na Joven Pan a uma às duas da tarde. Não raro enquanto blogo aqui estou ouvindo o programa e dando risada dos bate-bocas que acontecem lá. Eu sempre quis saber como é o programa enquanto ele rola. O rádio te proporciona esse exercício de imaginação. Mas alguém resolveu filmar um dia o programa e jogou na Net. Eu imaginava que a coisa fosse mais organizada, mas ver um monte de gente de pé disputando microfone, eu não pensava que era assim. Mas o programa em si é divertido e o espírito descontraído impera, claro que, às vezes, com algumas explosões. Mas vale a pena ouvir.
terça-feira, 11 de maio de 2010
sexta-feira, 30 de abril de 2010
Acabooou... não?
Já dizia o velho sábio do futibó Vicente Matheus que o jogo só termina quando acaba.
Acho que eles não sabiam disso. É o que dá fazer festa antes...
Tudo bem, se até um narrador brasileiro dá a vitória pra um piloto antes da corrida, porque um time de basquete teria que saber o tempo certo do jogo acabar, né?
sábado, 10 de abril de 2010
Gloriosa retirada
A saltadora russa Yelena Isimbayeva vai fazer uma pausa “por tempo indeterminado” das pistas. A decisão foi tomada após a bela atleta ficar fora do pódio no Mundial em Dubai. Uma pena. A russa, recordista e medalhista nas Olimpíadas de Pequim, é uma atração nos meetings de atletismo, mas vinha atravessando uma fase negativa em sua carreira. Ano passado, em Berlim, quando era favorita absoluta no salto com vara, Isimbayeva sequer conseguiu saltar. Um grande anticlímax para o esporte. Por outro lado, é uma decisão sábia. Quando se está no patamar em que a moça chegou, não é preciso provar mais nada a ninguém. Ela detém o recorde mundial; do salto. Fica aí a dúvida. No atletismo quem é melhor? Quem consegue a medalha de ouro ou quem consegue o melhor tempo ou a melhor marca? Isimbayeva não vêm tendo medalhas nem pódios. Uma pausa para melhor treinamento e o ressurgimento é preciso. Aposentadoria? É uma possibilidade e se acontecer não será uma covardia ou uma vergonha. Ela já cravou seu nome na história. E o sábio é parar quando se está no auge. Será uma lacuna no atletismo, mas terá deixado uma dura tarefa às suas rivais. Superá-la mesmo ausente.
domingo, 21 de fevereiro de 2010
Briga na Radiantes
Fiquei sabendo via Blog do Paulinho que o Oscar Roberto de Godói, comentarista de arbitragem da Band, foi demitido daquela emissora. Godói teria criticado a direção da casa, o que, segundo o jornalista, foi fato, mas ele afirma que a coisa estava armada de antanho. Pelo que consta, parece que o chefão do departamento de esportes da Band, o inacabável Luciano do Valle,
teria pedido a cabeça dele e do comentarista Neto. Eu, sinceramente, fui surpreendido com a notícia, embora não devesse ser. É famoso o vídeo
Eu sinceramente, não sabia disso. E se não fosse o referido blogue, morreria sem saber porque há muito perdi o tesão de assistir futebol pela TV. Na verdade, há tempos, perdi o tesão de ouvir futebol pela TV. Pelo menos pela TV aberta. Quais as opções que o telespectador sem acesso a um sistema fechado tem? Ou a Globo e ter que aturar as imbecilidades ditas pelo Galvão Bueno, cada vez mais ridicularizado e desacreditado e comentaristas sem sal que não saem do óbvio como o Caio ou o Dada,
Luciano do Valle é, sem dúvida, o melhor narrador televisivo da história desse país. Com uma emoção radiofônica, Luciano conseguia ser menos viciado e ponderado em suas narrações. Absurdos como as pachquices descaradas do Galvão Bueno, que considera um Zé das Couves que joga no Arranca-Toco melhor que o Messi pelo simples fato daquele ser brasileiro, eram raros numa transmissão do Luciano. Verbos conjugados em tempo perfeito: Conseguiam e eram.
O que houve é que Luciano, como todo mundo e qualquer coisa viva que exista na face da Terra, envelheceu, perdeu ritmo, perdeu timing, isso sim, imprescindíveis para um narrador esportivo. Hoje as narrações do Luciano do Valle parecem ser totalmente distintas do jogo que o telespectador vê na tela. Além de perceber um lance com um delay considerável, Luciano é daqueles que, do alto de sua cabine, consegue confundir um tipo que lembre o Pelé com um Ademir da Guia, um negrão com um jogador de brancura escandinava. Triste. Pior são situações realmente vergonhosas como a já referida neste blogue em que o narrador confunde a emissora, aquela para a qual ele torce e que lhe paga no fim do mês, com sua maior concorrente. Lapso? Sim, mas quando a coisa começa a se tornar exageradamente regular, o lapso passa a ser cotidiano.
Luciano do Valle tem vários desafetos na TV brasileira, mas todos eles reconhecem o seu valor enquanto narrador esportivo. Narrador esportivo e não jornalista, o que ele não é de direito e se tornou de fato como muitos outros tantos piores ou melhores que ele. Uma pena que uma emissora sempre reconhecida pela competência de seu departamento esportivose esvaia dessa forma. Competência construída, sim, por esforços imedidos do Luciano do Valle, homem que trouxe diversos esportes para a grade televisiva brasileira popularizando muitos e transformando outros em mania (quem conhecia futebol americano nesse país antes do Luciano trazer algumas transmissões via Bandeirantes? E a Indy?). Seria de bom tom que a Band repensasse o papel do Luciano afastando-o das câmeras. O homem não precisa provar mais nada pra ninguém. Tem vários serviços prestados para a televisão brasileira, mas a sua exposição além do seu “tempo útil” só o desgasta e o faz passar ora por antipático ora por déspota em seu departamento ora por um pândego que parece não ter idéia do jogo que vê,
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Competindo no frio
Hoje começam, em Vancouver, as Olimpíadas de Inverno. Jogos menos comentados por nossa mídia, mas que tem grande público sobretudo no Hemisfério Norte, onde os esportes de inverno são muito populares.
As modalidades do evento são desconhecidas da maioria dos brasileiros. Nomes como Luge, Curling ou Bobsleigh, estranhos para nós, revelam verdadeiros heróis a cada quatro anos. Só para explicar, Luge e Bobsleigh são descida de trenó, este com quatro pessoas e aquele com uma. No Curling, uma equipe precisa deixar um disco o mais próximo de um alvo desenhado no chão.
Claro que além dessas, há modalidades como o esqui, o hóquei no gelo e, claro, que todas elas são dominadas, além dos EUA, por Rússia e países europeus e escandinavos. O mais interessante nessas Olimpíadas são os ditos “penetras”. Se nas Olimpíadas “de Verão”, a gente vê na cerimônia de abertura atletas de países distantes como Sri Lanka, Ilhas Marshal e Dominica, é surreal, numa Olimpíada de Inverno, topar com um esquiador ganês e, mais que isso, com uma razoável delegação brasileira participando de esportes de prática impossível ou improvável num país tropical. A aventura dos brasileiros nesses torneios é interessante, romântica e muito parecida com o enredo do filma Jamaica Abaixo de Zero, que aliás, versa sobre a equipe de trenó do país de Bob Marley. Seja como for, alguns brasileiros participarão das Olimpíadas de Inverno. Chances de medalhas? Poucas. Mas a alegria de participar da festa valerá a pena.
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Bonança depois da tempestade
Num jogão ontem, o Nova Orleans Saints bateu o Indianápolis Colts no Super Bowl. 44. Começando perdendo e com os Colts mandando ver, os Saints foram comendo pelas beiradas com field goals, pontuações que no futebol americano valem três pontos, E assim, o jogo fechou seu primeiro tempo em 10 a 6 pro time de Indiana. No segundo tempo, depois do showzaço do The Who, o Nova Orleans voltou com vontade e chegou a passar a frente fazendo 13 a 10, mas o Indianápolis foi atrás com um touchdown, o gol do futebol americano, que vale seis pontos mais a chance de um ponto extra, devidamente convertido, e fez 17-13. Os Saints ainda arrumaram tempo pra guardar um field goal e ir pro último quarto com 17-16. No último quarto, o Nova Orleans arrumou mais um TD e, após reverter uma decisão polêmica da arbitragem, conseguiu dois pontos com uma conversão. 24-17 enquanto os Colts perdem um field goal. Para melhorar a situação dos Saints, num ataque dos Colts, o time de Nova Orleans recupera a bola faz mais um TD. 31-17. Aí nem os ótimos passes de Payton Manning, quarterback, homem que é o cérebro do ataque de um time de futebol americano conseguiram os dois touchdowns que devolveriam o Colts ao jogo. Primeiro título dos BNova Orleans Saints, time que tinha maioria da torcida em Miami e a simpatia declarada deste blogueiro. Cinco anos após o Katrina, a cidade merecia uma alegria.
domingo, 7 de fevereiro de 2010
Enquanto isso, na Europa...
Ainda falando em esportes, começou ontem o 6 Nations Rugby, o torneio inter-nações mais antigo que existe. O campeonato, que envolve grandes equipes deste esporte desconhecido pelos brasileiros, começou com as quatro nações britânicas Inglaterra, Escócia, Gales e Irlanda (o rúgbi é o único esporte
Dá-lhe bola oval
Hoje é dia de festa para o esporte na terra do Tio Sam um dos únicos eventos culturais, se não o único, que vale a pena ser frisado. Logo mais, às nove horas da noite em nosso horário, se baterão o Indianápolis Colts, de capacete branco, contra o Nova Orleans Saints, de capacete marrom, pela 44ª edição do Super Bowl, a final do futebol americano que acontecerá em Miami.
É o evento esportivo mais importante do País em que quase todos os televisores do país estarão ligados na guerra territorial que marca a modalidade. E também um dos mais rentáveis. Para se ter uma idéia, trinta segundos de comercial durante cada pausa do Super Bowl custará aos anunciantes quase três milhões de dólares. E como um esporte genuinamente televisivo que é o futebol americano, essas pausas serão muitas.
A transmissão do Super Bowl também será acompanhada por cerca de 107 países, inclusive o Brasil. Pelos nossos lados, a partida será transmitida pela ESPN e pela ESPN HD. Mais e melhores informações e curiosidades sobre o grande jogo envolvendo os campeões das conferências Nacional e Americana, você pode conferir no site especial que a emissora disponibilizou para o jogo. É hoje, às nove da noite com o Everaldo Marques e o Paulo Antunes, que estarão direto de Miami nos trazendo a peleja.
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Do outro lado do mundo
Começou domingo o primeiro Grand Slam de tênis do ano, o Aberto da Austrália disputado em Melbourne, torneio que reúne os grandes nomes do esporte. E já no domingo, uma zebra. A musa russa Maria Sharapova perdeu para sua compatriota e xará Maria Kirilenko por 2 sets a 1 Coisa do tênis, esporte em que nem sempre o melhor ganha por só depender do atleta. Ontem, a bela sérvia Ana Ivanovic alternou bons e maus momentos contra a estadunidense vinda do “qualy” Shenay Perry, mas vence por 2-0. Na madrugada, outra estadunidense, Serena Willians, bateu a polonesa Urzula Radwanska por fáceis 2-0. O ano começou bem para as favoritas. No masculino, os favoritos Novak Djokovic e Roger Federer começaram bem o torneio avançando para a segunda rodada. A torcida brasileira fica com Thomaz Bellucci, que foi bem no qualy e agora enfrenta Andy Roddick com possibilidades de chegar ao top 30. Um estímulo para o claudicante tênis brasileiro.
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
Jogaço!

Falando do jogão de futebol americano de ontem, o Alabama Crimson Tide foi campeão da liga universitária batendo o Texas por
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
E dá-lhe bola oval


Eu não gosto dos EUA, mas alguns esportes disputados lá – e praticamente só lá – me agradam. O futebol americano (única expressão cujo mau uso do termo eu permito por não poder dar outro nome) é um deles. Apesar de parecer um jogo abrutalhado por conta dos mastodontes que o disputam, é a modalidade coletiva mais cerebral que eu conheço. A finalidade básica é chegar a end zone adversária, o que consiste em jogadas de estratégia e inteligência. Só a força não dá certo. E hoje teremos um dos eventos mais aguardados pelos fãs do esporte, a final do campeonato universitário. Texas e Alabama disputam o título principal. Isso porque existem outros. O futebol americano universitário tem uma série de bowls disputados por todo o país entre dezembro e janeiro. Grosseiramente comparando, seria como se diversas universidades Brasil afora disputassem jogos de futebol valendo títulos com nomes dos estádios onde os jogos iriam rolar. Por exemplo, seria como se a UFRGS e a Metodista de São Paulo jogassem a Copa Mineirão ou o a USP encarasse a UERJ na Copa Serra Dourada.Assim vai. Mas o principal título, esse seria jogado no Maracanã. De qualquer forma, a partida é uma ótima entrada para o Super Bowl, final entre os profissionais,
sábado, 2 de janeiro de 2010
Rali o quê?
Começou ontem o Paris-Dakar, rali interessantíssimo começado no fim dos anos 70 em que os competidores saíam da eterna e classuda Paris, atravessavam o imenso deserto do Sahara chegando a Dakar, capital do Senegal e uma das mais belas cidades africanas.
O rali é tão sedutor quanto perigoso e arriscado. Muita gente perdeu a vida nesse enduro que, por conta da segurança, teve seu trajeto remodelado ao sabor dos anos, inclusive deixando de ser realizado em 2008. Por passar em regiões isoladas, várias ameaças de grupos ligados ao terrorismo foram feitas, o que fez com que a organização tomasse difíceis (e caros) remanejamentos. A solução final tomada em 2009 foi o ápice da globalização mandraque. O nome Paris-Dakar permanece, mas agora
a prova é realizada na América do Sul saindo do Chile e terminando
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
Ninguém segura
Os quenianos fizeram mais uma dobradinha na São Silvestre. E de forma inconteste tanto no feminino quanto no masculino. Entre as mulheres, Pasalia Chepkorir deixou pra trás a sérvia Olivera Jevtic e fez uma prova só sua sobrando contra as adversárias. Entre os homens, a superioridade de James Kipsang, bem como do Quênia, foi definida a partir dos sete quilômetros. O pódio entre os homens contou com três quenianos e dois colombianos, a surpresa da prova. Entre as mulheres, além de Chepkorir e Jevtic, outras três brasileiras completaram o pódio. Na prova masculina, os brasileiros não foram tão bem. Clodoaldo Santos, nosso melhor colocado ficou apenas em oitavo lugar. Definitivamente, nessas provas de média e longa distância, os quenianos são imbatíveis.
sábado, 19 de dezembro de 2009
Cielo já é história

Grande Cesar Cielo. Bateu o recorde mundial e igualou o feito de Maria Lenk, a única que quebrou dois recordes mundiais individuais no mesmo ano. É uma pena que, no Brasil esses ídolos fora do futebol nasçam de forma tão bissexta. Cesão tem potencial e treina fora do Brasil. Por isso ele é o que é? Talvez, mas seria ótimo que clubes como o Pinheiros, pelo qual ele compete, pudesse investir mais em suas pedras brutas lapidando-as
sábado, 12 de dezembro de 2009
The King is Back 2 - A Missão
Sempre quando um grande ídolo, seja lá de que área for a figura marcante, sai de cena, há uma grande comoção. Tomam-no como um marco, uma referência. Para alguns, a seara jamais será como antes e, por isso, quando se aventa a volta desse grande ídolo, faz-se uma celeuma sem igual. No esporte, que mexe com muitas paixões, não seria diferente. Todos os grandes esportistas que se aposentaram deixaram um grande vazio, mas quando eles resolvem voltar à ativa, parece que nem toda sua imensidão é capaz de preencher o espaço deixado pelo próprio, mas as alvíssaras já deixam em expectativa plena os fãs. Foi assim com Michael Jordan quando ele voltou ao basquete. Foi assim com Romário, que voltou para disputar uma única partida pelo Ameriquinha e seria assim com o Zidane ou até mesmo o Pelé se lhes dessem na veneta a idéia de calçar uma chuteira de novo.
Por essas, há tantas trombetas anunciando a volta de Michael Schumacher à Fórmula Um pela Mercedes. A coisa ainda está sob os fumos da dúvida, mas na névoa, o retorno é razoavelmente visível. Já se levantou a volta do Alemão nessa temporada para substituir Felipe Massa após o grave acidente que sofreu. Ele até chegou a treinar, mas viu que não dava e aí, desistiu. A história pode se repetir, é claro. Schumi não é mais um garoto e idade na Fórmula Um influi frontalmente, mas toda essa rufação em torno de sua volta mostra que a dita categoria principal do automobilismo [galvãobueno mode off] está, mais que nunca, carente de verdadeiros ídolos. E talvez, até de vilões uma vez que o Alemão tinha detratores e admiradores na mesma proporção. Pelo bem do espetáculo, com novas e duvidosas equipes, pilotos calouros melhor empresariados e vendidos que testados no chão real (onde nem sempre correspondem ao nome que lhes dão) e promessas de emoção, a volta do maior campeão de todos os tempos daria um tempero especial. Ah se daria...
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Totalmente excelente
Faz um bom tempo que eu não assisto o Rock Gol de domingo, programa conduzido por Paulo Bonfá e Marco Bianchi. Mas achei muito legal esse vídeo em que eles entrevistam o comentarista de futebol americano (a única expressão que permite o uso errado do termo) da ESPN Paulo Antunes. O programa da MTV é um dos poucos bons que se salvam na emissora, tem a fórmula meio batida, mas assim como Silvio Santos e Chico Anysio, ainda é bom.
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Dessa eu não sabia

Sábado, no Ibirapuera
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
E deu Rio
Bem, contrariando as expectativas, inclusive as minhas bem como minha torcida – assumida por Madrid (não, não sou menos brasileiro por isso) –, o Rio de Janeiro foi escolhida a sede olímpica para o evento em 2016. Bateu a capital espanhola no final e deixou Tóquio e Chicago, que foi a primeira eliminada, de fora. Neste momento há um grande torpor pátrio-nacionalista por todo o país. Foi uma vitória?
Esportivamente, sem dúvida, porque as Olimpíadas vão fugir daquele eixo sobre o qual falei ontem que transita pelo Hemisfério Norte vindo para os trópicos. Socialmente e economicamente pairam dúvidas. Vamos por de lado a falácia de que país que sedia Olimpíadas se desenvolve. Se isso fosse fato, o México seria um país pujante desde há quarenta anos quando sua capital as sediou. Ou seja, Olimpíada não melhora lugar nenhum. No máximo, aquece a economia local no ano de sua realização. E deixa melhorias que, se bem aproveitadas, podem fazer desenvolver o esporte do lugar e ele pode ser usado como um instrumento de inclusão social. Só.
Politicamente foi uma vitória acachapante seja do governo Lula, que foi um agente crucial a todo instante, inclusive no discurso de apresentação hoje em Copenhague, seja do Comitê Olímpico brasileiro. A insistência dele, que tenta “encaixar” os jogos no Rio desde três oportunidades, finalmente foi recompensada. Mudou alguma coisa desde então? Não. As praças esportivas usadas no panamericano existem, mas até lá precisam ser recuperadas e dificilmente serão valorizadas ao apagar da pira olímpica. Culpa de uma cultura monoesportiva que este país desenvolve. Pode sair às ruas e perguntar pra qualquer um se sabe a diferença entre um ippon e um wasari. Ou o que é ginástica artística e ginástica rítmica. Ninguém sabe. Qualquer coisa que não seja futebol não tem público cativo e regular no Brasil.
As Olimpíadas não vão melhorar absolutamente nada no Rio, não vai salvar a cidade do caos sócio-econômico, não trará mudanças estruturais nem dissociará a imagem do lugar do binômio mulher-samba. Mas mostra que o Brasil está marcando território na política esportiva sediando, no intervalo de dois anos, os dois maiores eventos esportivos do mundo. Culpa do Lula, é claro.
Choro de populares;. O homem que é mais conhecido que a Coca Cola abraça o homem que tem 80% de aprovação e que, segundo Obama, é o cara.quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Rio rumo à praia

Amanhã, em Copenhague será escolhida a sede das Olimpíadas de 2016. Estão na briga Chicago, Madrid, Tóquio e o Rio de Janeiro. Conhecedores e gente que está por dentro do COI garante que o Rio é uma das favoritas e ventila isso pra nossa imprensa que compra a idéia vendendo-a em seus jornais e em campanhas de apoio maciço.
Pessoalmente, sou contra a realização das Olimpíadas no Rio por dois motivos. O primeiro é óbvio. A falta de estrutura da cidade é flagrante e não serão em seis anos que isso vai mudar. O segundo é a constatação de que, ao contrário do que empapuça a mídia, os Jogos Panamericanos, há dois anos, foram um fracasso. Estádios que não ficaram prontos a tempo (os jogos de beisebol, por exemplo, tiveram que ser realizados durante o dia porque o estádio não tinha iluminação), difícil acesso a várias praças de eventos e, claro, a famosa violência da Cidade Maravilhosa tentaram ser escondidos do conhecimento geral, mas vazaram via Net e a coisa serviu como desenho do que foi tudo isso.
Numa análise um tanto lógica é difícil imaginar que o evento não vá para Chicago. A última Olimpíada nos EUA, se contarmos 2016, foram realizadas em Atlanta em 1996 (que estruturalmente também era fraquíssima, mas o lobby foi forte) e isso, mais o apoio declarado de gente do porte de Michael Jordan e Barack Obama, figuras relacionadas com a cidade, faz difícil se duvidar do óbvio. Madrid e Tóquio são bem cotadas, mas Madrid tem como ponto contra o fato de que as Olimpíadas de 2012 serão na Europa. Motivo parecido desfavorece Tóquio. As Olimpíadas de 2008 foram na Ásia,