O Santos é um time que dá sorte pra pegar juiz jumento.
Em 73, meia um campeonato por que um cretino de um Armando Marques não sabe contar pênaltis.
Ontem topou com uma besta quadrada que apita o jogo antes dele acabar e, inseguro, recomeça o jogo pra depois ver uma falta inexistente num gol legítimo.
Ontem por motivos particulares, pouco pude cuidar do blogue. Assisti à última rodada da Copa das Confederações e posso fazer hoje uma análise do que aconteceu. Surpreendente, sim, mas a competência esteve apenas ao lado dos líderes.
No grupo A, a Espanha, como era previsto, sobrou diante dos adversários. Surpresa alguma que ela seria líder. A segunda colocação para a África do Sul lhe caiu no colo. Um time que até tem jogadores de boa técnica, mas fracos nos fundamentos contou com o insucesso de um Iraque excessivamente defensivo e sem nenhum traquejo em competições internacionais. Se tivesse, o time do Oriente Médio bateria sem dificuldades a Nova Zelândia com os gols necessários (um, dois) e faria história mais uma vez. Como não conseguiu, garantiu a alegria do técnico neozelandês ao conseguir um ponto solitário depois de duas derrotas. O emprego de Joel Santana está assegurado por mais algum tempo.
No Grupo B, a sorte foi muito mais feliz. Depois de um começo patinado, o Brasil evoluiu durante a competição. Dunga pode ser um soldado raso elevado a general assim que pôs os pés no quartel, mas três de seleção e o handcap vitorioso provaram que ele é, sim competente pra desgosto da imprensa, que tanto o quer derrubar (este blogueiro mesmo já fez séria críticas ao gauchão). A primeira colocação com nove pontos e duas vitórias pra lá de convincentes enriqueceram seu currículo. Quanto aos adversários, decepção italiana e frustração egípcia. A azzurra precisa urgente de renovação. Lippi é uma espécie de Parreira italiano, o retranqueiro que ganhou uma copa num lance feliz, mas menos por méritos seus. O Egito foi da glória à vergonha em noventa minutos. Um time que bate categoricamente a Itália não pode perder pros Estados Unidos. Felizes dos ianques que tiveram que remarcar a volta graças à incompetência dos favoritos. Pelo menos, salvo grandes surpresas, a final entre Brasil e Espanha está garantida.
Achando que só o Jacaré Banguela é que tem PEI (Piadinha Extremamente Infame)? Muito bem, aqui também pode aparecer algumas. Mas depois dessa, também apresento a mulher mais fácil de se ter a maior química.
Na noite dessa sexta feira, São Paulo e Muricy Ramalho puseram um ponto final na sua relação profissional. Findaram-se quatro anos de títulos, favoritismo díspar em qualquer competição que o time do Morumbi disputasse. Isso tudo por conta de quê? De uma derrota para o Cruzeiro em pleno Morumbi, a eliminação da Libertadores, torneio de cadeira cativa são-paulina, e – de quebra – um chocolate. Culpa do Muricy, claro.
Foi 2-0, mas podia ser três, quatro do lado do time mineiro e, se possível fosse, um número qualquer negativo pro São Paulo. Menos um, menos dois. Número de gols se possível fosse, nota do time se a menor não fosse zero. E a culpa, claro, é do técnico, esse Muricy imprestável que chutou duas bolas na trave, pisou nela outras tantas vezes e perdeu gols feitos, fez faltas violentíssimas e foi expulso.
Ele sai, no que faz bem.Eduardo Costa, um zagueiro a la Roberto Dias e que faria Dario Pereyra se roer de inveja precisa continuar a destilar sua categoria. Suas botinadas foram frutos de um dia ruim. Sua expulsão, claro, foi injusta. Dagoberto, atacante que mistura o oportunismo de um Pedro Rocha e a precisão de um Careca com toques de Raí e que em campo quase lembra o Müller, por unir tantas qualidades, segue com o prestígio inabalado. Claro, ele não pode ser sacado. Muricy e seus três títulos seguidos, suas classificações convincentes para as finais da Libertadores foram mero fruto do acaso. Uma hora sua incompetência ia aflorar e ele ia se revelar um técnico incapaz de dirigir o esquadrão que o São Paulo tem com atacantes que estariam em qualquer seleção de todos os tempos. Pra que Eto’o se tem o Washington? Como alguém pode falar que o Beckenbauer é melhor que o Zé Luiz? Definitivamente, Muricy é um técnico fraco que nem com essa qualidade toda consegue ser campeão. Que vá procurar outras paragens.
Quem me conhece sabe o quanto eu morro de amores pelo Ministro Gilmar Mendes, pra mim, um sujeito vendido e declaradamente favorecedor das elites. Ou seja, pra ele a Justiça de imparcial não tem absolutamente nada.
Mas nessa,literalmente, acompanho o relator. Sem desmerecer os jornalistas formados nem mesmo as faculdades de jornalismo (as sérias. As que seguem o estilo APEC eu sequer incluo nessa categoria), mas o ofício de jornalista é algo que exige, sim, técnica, conhecimentos teóricos e um embasamento próprio como os tem a geografia, mas é algo que exige menos isso do que, por exemplo, o curso de medicina cujas especializações e ramificações são muito mais complexas.
Ademais, o jornalismo, com tantas perfumarias que se ensina nos cursos superiores – assim como a Geografia – desvia o estudante do foco para disciplinas acessórias. São importantes disciplinas como Filosofia da Comunicação? Sem dúvida, mas nas redações, muito pouco dela será usada.
Para completar, com o implemento da Internet, dos blogues, o jornalismo termina se diluindo por vários meios. A informação se democratizou, se multiplicou e se criou em nichos onde não se imaginava. O acesso a blogues permite que se possa ser um jornalista paralelo, afinal nem sempre o jornalista está onde acontece a notícia. Até ele chegar, ela esfriava, diluía. Hoje, com os celulares, os blogues, a notícia acontece quase em tempo real para o leitor. E nem sempre um jornalista formado está lá para presenciar isso.
O que muita gente não entendeu e critica com fervor é que o STF derrubou uma exigência e não baniu a necessidade. Os jornalistas formados sempre serão imprescindíveis. Um editor de um jornal, de uma revista por mais crápula que seja, precisa incondicionalmente do diploma. Seus subalternos, aqueles que trazem a notícia, não. E verdade seja dita? Quantos não formados atuam como jornalistas, até mesmo se ufanam da qualidade de jornalistas que, no papel não são nem nunca foram, mas trabalham com isso?
Mais opiniões do Nassif sobre o polêmico tema aqui.
O time do São Paulo acabou de perder a semifinal para da Libertadores para o Cruzeiro, mas não perdeu para o Cruzeiro. Perdeu para si mesmo.
2009 até aqui, e pode se dizer que no seu todo, é um ano que o São Paulo deve esquecer. Maior ídolo do time contundido e afastado, eliminado pelo Corinthians no Paulista, uma campanha sofrível na Libertadores que desembocou numa eliminação vexosa. Uma derrota humilhante na qual o Cruzeiro só não fez mais gols por falta de melhor pontaria. Como não bastasse tudo isso, o time ainda enfrenta algo raro nos lados do Morumbi: Crise nos bastidores. Diretoria e jogadores não vêm falando a mesma língua há algum tempo. Borges reclama abertamente que quer sair do time se não for melhor valorizado. Washington deixa o estádio após ser substituído. Alguma coisa está muito errada no clube.
Resta o campeonato brasileiro, claro, que o São Paulo não tem dado o devido valor como todos os times que disputam outro torneio de maior magnitude. Mas agora o sonho da América acabou. É preciso voltar à realidade nacional, assimilar o duro golpe de hoje e o São Paulo pode recuperar o tempo perdido. Com o elenco que tem, é muito difícil não colocar o São Paulo como um dos favoritos ao título ou – mais – candidato a uma das vagas da Libertadores do ano que vem. Mas urge harmonizar o clima no clube. O gigante começa a sentir os calcanhares. E é por eles que ele pode cair.
Vamos encerrar a noite bancando a Neila Alckmin e mandar alguns comentariozinhos sobre os três jogos que envolvem times brasileiros na noite de hoje:
O jogo do Palmeiras, que está correndo agora e falta coisa de dez minutos pra terminar o primeiro tempo terminará como está: empatado em zero a zero e o Palmeiras cai fora da Libertadores. O time do Palmeiras é irregular demais e é, entre os brasileiros, disparado o pior. Não vai ser este ano que o Luxa será campeão continental.
O Corinthians vai suar e vai vencer a primeira partida contra o Inter desfalcado, mas não acredito que consiga o título. A menos que goleie, o que acho muito difícil. Mas ganha com um gol do Ronaldo fora de forma, mas que em jogos decisivos resolve dar um chute ao gol. Justamente o que define tudo.
O Grêmio bate o Caracas em casa hoje sem qualquer dificuldade. Mais improvável que um time venezuelano classificado com a pior campanha da primeira fase bater o de melhor campanha fora de casa só a Nova Zelândia ser campeã da Copa das Confederações.