Achei sensacional. Lula está indo contra a maré uma vez que na Europa, os imigrantes estão sendo mais e mais segregados quando não são perseguidos e expulsos. Claro que o números de estrangeiros no País não se comparam ao que recebe os países da União Européia ou os EUA, mas é uma resolução humanitária. Essa turma que está ilegal aqui, se vive de acordo com as leis daqui e está em dia com a justiça de lá, não tem porque ser mandada embora. O exemplo está dado.
Já brincou de ficar procurando forma em nuvens? Tem gente que, numa coisa amorfa no céu, vê uma linda donzela nua correndo por prados floridos na mesma nuvem em que outro vê simplesmente uma bola de basquete e um outro vê uma vaca.
Enquanto Nossa Senhora aparece em prédios e Jesus num sudário, Michael começa por baixo aparecendo em formas sujas. O Vaticano não descarta a beatificação e eleva-lo a protetor das criancinhas.
De verdade, a única coisa que vi aqui foi uma forma muito suja. Esse povo não cuida de lavar as coisas depois do almoço?
Agora, com a cabeça mais fria, mas não tão descansado devido à fuzarca que a corintianada aprontou até às altas horas da manhã impedindo um sono bom, dá pra fazer uma análise mais fria do jogo de ontem.
Escrevendo aqui, defendi ontem todos os trâmites extra-campo que o presidente do Internacional fez. O DVD sobre os erros de arbitragem pró-Corinthians, as provocações, as conversas. Isso ajuda demais pro clima do jogo. Faltou o presidente falar pro time o seguinte “Moçada, vocês subam pro gramado e joguem bola. Deixem a arbitragem de lado”. Se tivesse rolado essa conversa, o time do Inter não se preocuparia tanto em ficar buzinando a paciência do juiz, o D’Alessandro baixaria o grau da catimba argentina e mostraria o talento que tem e o Inter não tomaria os gols de um Corinthians que foi a campo com um objetivo: Gastar tempo. Foi o que o time fez. Nessas, sobraram duas chances e delas nasceram dois gols. O título do Inter, já difícil, morreu ali.
Agora, uma menção honrosa pro ótimo árbitro que conduziu a partida ontem. Ricardo Ribeiro, 30 anos, é mais novo que Guiñazu, capitão do Inter, argentino e catimbeiro de carteirinha. Novo demais pra um jogo tão explosivo? Que nada! O homem mostrou personalidade, segurou o touro com rédeas firmes e não fez média pro time da casa. Aliás, não fez média com ninguém. Falta dura, n’importe qui a fait, era cartão amarelo. Encheção de saco e conversinha eram esporro e reincidência era cartão. Quando no segundo tempo, a bomba explodiu e o tempo fechou, o moço não se fez de rogado, expulsou técnico deu cartão amarelo pra quem começou a encrenca e mandou o craque do time da casa embora. Uma arbitragem excelente que lembrou o velho Dulcídio Wanderlei Boschilia, um dos árbitros mais casca- grossa que esse país já conheceu.
O Corinthians consegue mais um título da Copa do Brasil e garantiu o intento principal do ano, a vaga na Libertadores do seu ano de centenário. Resta saber se conseguirá manter a essência do time pro ano que vem. Muito difícil.
Eu fico de cara como as pessoas usam a Internet pra fazer protestos vazios e como elas crêem piamente que a mera opinião de um atorzinho estadunidense possa derrubar alguém. Não, não sou simpático ao José Sarney, por mim este decrépito dinossauro maranhense estaria somente na galeria dos presidentes do Brasil, mas não mais na política. Mas quando a pessoa é alienada e dissemina alienação, a Net não pode ser usada de pior forma e o resultado não pode ser mais vergonhoso.
O apresentador Marcos Mion, o músico Junior Lima (irmão da Sandy) e o ator Bruno Gagliasso, tentaram convencer o ator americano Ashton Kutcher a participar de uma campanha pelo twitter.
Primeiro, enviaram uma mensagem para Kutcher, em inglês: “Hey, Ashton, por favor diga #forasarney e ajude o Brasil a afastar seu senador corrupto”. Como Kutcher não respondeu, o irmão da Sandy insistiu: “Estamos lutando pelo fim da corrupção no nosso governo! Precisamos da sua ajuda! Apenas escreva #forasarney”.
Depois foi a vez de Marcos Mion. Sua primeira mensagem dizia: “Ashton, sou um VJ da MTV Brasil. Veja um trecho do meu programa”. Em seguida, foi a vez de Junior, de novo: “Vamos lá, cara. É só para finalidades midiáticas. Você é importante para fazer nossa opinião importante. #forasarney”. Mion insistiu: “Ashton, o Brasil precisa da sua ajuda! Escreva #forasarney para nos ajudar a combater a corrupção no nosso país! Por favor! O Brasil te ama! Feijoada! Samba!”.
Até que Kutcher se encheu e respondeu:“Para os brasileiros; só VOCÊS têm o poder de afastar seu senador. É o SEU país. VOCÊS devem lutar pelo que acreditam. Eu não tenho voto”.
Por Mauricio Stycer, reportagem no IG.
Crianças, usem o Twitter, o Orkut, o MSN ou qualquer coisa da Net de forma consciente. Mobilizem-se, mas por causas válidas. Derrubar um senador corrupto, por exemplo. Mas não esperem que só a Net fará isso sozinha.
E importante, não achem que um ator dos Estados Unidos, desses que como a maioria do povo de lá acha que a capital do país é Buenos Aires e somos um bando de índios que fala espanhol, moverá o traseiro pra ajudar. Bono Vox só existe um. E ele não se mete em política interna.
Hoje tem a final da Copa do Brasil. Corinthians e Inter decidem o título do torneio que a mídia resolveu chamar de “o caminho mais curto para a Libertadores”. O Corinthians tem a faca e o queijo na mão. Uma vantagem bem construída em São Paulo com a vitória de 2-0. Vale lembrar, porém, que o mesmo Corinthians já perdeu este título duas vezes na segunda partida e com as mesmas condições favoráveis. Uma foi ano passado contra o Sport em que o time de Pernambuco calou a boca da imprensa paulista que o tratava como galinha morta. A outra foi em 2001 quando o Timão decidiu a vaga contra outro gaúcho, no caso o Grêmio comandado por este mesmo Tite que está no Inter, e foi goleado por 3-1. Diferença. O Grêmio goleou o Corinthians em São Paulo. Hoje a peleja se dará em Porto Alegre, mas o Inter tem torcida, time e clima a favor. O Corinthians histórico negativo. Não tem nada ganho.
E o clima pra esse jogo foi o mais propício possível. Clima de final mesmo. O Inter lançou esta semana um DVD com algumas das garfadas do bom e velho apito amigo que favoreceram o Corinthians. De verdade, este filme tem cara de ser estilo o Sexta Feira 13 que tem inúmeras continuações, pois a lista de “empurrõezinhos” pró-Corinthians em toda história é longa.
Hoje começa a FLIP, Festa Literária Internacional de Paraty, no Rio de Janeiro. O evento que vai até o dia 5 de julho trará gente de peso das letras modernas como Gay Talese, Edna O’Brien, Xinran e, claro, Chico Buarque autor de um dos livros mais vendidos do ano, o romance Leite Derramado. Um grande evento, sem dúvida alguma. Prato cheio para os, como eu, fãs de bons livros e grandes autores.